Desvende os Segredos da Aprendizagem: Técnicas de Estudo com Base Científica para Aprender Mais Rápido
Você já se perguntou como realmente se estuda? Ao entrar na escola, na faculdade ou em qualquer outro curso, alguém lhe ensinou sobre as melhores formas de aprender? E mesmo que tenha ensinado, será que esses métodos tinham algum embasamento científico?
Saber como estudar é um assunto que foi de um extremo a outro. Até pouco tempo atrás, ninguém falava muito sobre técnicas de estudo. Os alunos simplesmente se viravam, aprendendo no dia a dia qual era o melhor jeito de estudar para cada matéria, para cada prova, para cada estilo de professor.
Depois, uma infinidade de materiais começou a surgir na internet, com milhares de artigos e vídeos querendo mostrar “como aprender a aprender”.
Alguns modos de estudo são realmente eficientes, porém existem muitas ideias completamente sem eficácia, muitos mitos sendo propagados sobre o cérebro. Quem já se aprofundou na neurociência do aprendizado sabe exatamente do que estamos falando.
É por isso que hoje trazemos um resumo sobre meta-aprendizado, contendo as técnicas de estudo que realmente têm embasamento científico e uma apresentação simples de entender e de colocar em prática.
A Verdade por Trás do Aprendizado Eficaz
Este trabalho, que se apoia em obras de especialistas renomados, como o excelente livro “Fixe o Conhecimento: A Ciência da Aprendizagem Bem-Sucedida”, em pouco mais de 200 páginas, explica em detalhes e com casos práticos as técnicas de estudo mais eficientes.
Para cada técnica ensinada, há diversos estudos científicos mostrando como e por que elas funcionam.
Não importa se você é um estudante escolar, universitário ou simplesmente quer aprender coisas novas para avançar na sua carreira.
Se você quiser ser um excelente aluno ou um excelente profissional, somente uma coisa o colocará no jogo da excelência: a sua capacidade de aprender mais e aprender melhor.
A aprendizagem é frequentemente mal compreendida. A responsabilidade por aprender é tanto do aluno quanto do professor. Será que basta o professor ser excelente para que qualquer aluno consiga aprender?
Tornar o aprendizado fácil, simples e até divertido tem sido uma ideia cada vez mais divulgada, mas que leva as pessoas a procurarem por atalhos e raramente funciona.
Sinto muito em dizer, mas o aprendizado que realmente vale a pena quase nunca será fácil, simples ou divertido.
Os estudantes mais bem-sucedidos são aqueles que fazem uma gestão ativa do próprio aprendizado, o que envolve trabalho duro, disciplina e persistência.
Não importa o grau de dificuldade da matéria, a qualidade do professor, você pode aprender qualquer coisa desde que tome a decisão de aprender, separe tempo para estudar, use as melhores técnicas e mantenha a disciplina de seguir com seus estudos até conseguir aprender.
Mesmo usando técnicas de estudo cientificamente eficientes, tenha clareza de que o aprendizado significativo é quase sempre um caminho difícil.
Uma coisa muito fácil, simples e até divertida de aprender, talvez tenha pouco valor no campo profissional.
Aprender algo que é fácil não trará um diferencial muito grande no mercado. Isso é óbvio, porque aquilo que é fácil provavelmente será aprendido por todos os demais profissionais em sua área.
Ninguém coloca no currículo que sabe usar editor de texto ou PowerPoint, pois esses programas são tão simples de aprender que não é possível dizer que isso fará diferença.
Por isso, tenha em mente que para adquirir conhecimento e habilidades significativas, você terá que se esforçar.
Você vai enfrentar dificuldades, mas as dificuldades não são sinais de fracasso e sim sinais do seu esforço.
O aprendizado, à custa de esforço, modifica o cérebro, formando novas conexões neurais, construindo modelos mentais e aumentando a sua competência.
Com tudo isso, o seu nível de inteligência aumenta. Você começa a perceber que o aumento das suas capacidades intelectuais está no seu controle.
E com essa clareza, você passa a ver que vale a pena enfrentar todas as dificuldades que aparecem em seu processo de aprendizagem.
Então, o primeiro passo para aprender mais e melhor é ter essa compreensão da aprendizagem. Não espere o caminho simples, fácil ou divertido.
Tudo aquilo que vale a pena aprender trará alguma dificuldade, e você deve enxergar isso como um desafio que o levará para o próximo nível.
E para vencer esse desafio da forma mais eficiente possível, existem três estratégias fundamentais de estudo com eficácia comprovada pela ciência.
Os 3 Pilares do Estudo Eficiente
Recuperação Ativa
Esta deve ser sua estratégia de estudo principal para aprender melhor. Crie o hábito de recuperar as informações.
A maioria dos estudantes usa técnicas de estudo de baixa eficiência, como fazer releituras, grifar textos ou fazer resumos. Essas técnicas são muito populares por um motivo bem simples: elas são fáceis de fazer.
Todo mundo intuitivamente sabe reler um texto, grifar trechos ou resumir. Mas é justamente porque essas técnicas são fáceis que elas também são pouco eficientes.
Como seu cérebro não tem que se esforçar tanto para reler, grifar ou resumir, você não tem um envolvimento ativo com a aprendizagem.
E sem esse envolvimento ativo, você não aprende tanto quanto poderia. É por isso que as técnicas mais eficientes de estudo são aquelas que exigem uma participação ativa do seu cérebro na hora de estudar.
E também é por isso que sua principal estratégia de estudo deve ser a recuperação ativa de informações.
Para praticar a recuperação ativa, você deve se testar continuamente, fazendo testes, exercícios e praticando aquilo que aprendeu.
Sempre que estiver lendo algum texto, revisando anotações ou assistindo a uma vídeo aula, faça pausas de tempos em tempos. Sem olhar o material, comece a fazer perguntas a si mesmo, como, por exemplo:
- Quais são as principais ideias deste material?
- Quais termos foram definidos?
- Quais ideias são novas para mim?
- Como eu explicaria essas ideias usando as minhas próprias palavras?
- Como essas ideias se relacionam a outras ideias que eu já dominei, que eu já conheço?
Alguns livros didáticos trazem perguntas ao final de cada capítulo, e você pode aproveitar essas perguntas para fazer a recuperação de informações.
Se estiver estudando para uma prova específica, você também pode pesquisar por provas e exames anteriores para testar seu conhecimento.
Mas mesmo se não tiver perguntas e testes prontos para usar, você pode criar suas próprias perguntas e anotar as respostas, usando, por exemplo, flashcards.
Use as perguntas e os exercícios para identificar os pontos em que tem maior dificuldade e, assim, concentrar seus estudos nesses assuntos específicos.
Quanto maior for a dificuldade para você recuperar da memória esses novos aprendizados, maiores serão os benefícios da recuperação ativa para você.
A ciência mostra que a recuperação ativa funciona melhor porque ela ajuda a focar nos conceitos centrais que são mais exigidos em provas, em vez de perder tempo com ideias secundárias.
Os testes também oferecem uma medida confiável sobre o que você já aprendeu e sobre os pontos fracos que precisam de mais estudo.
Se você já ouviu falar sobre a curva do esquecimento, deve saber que a recuperação ativa também interrompe esse processo. Esquecer é uma função básica do seu cérebro para sua saúde.
Por isso é que você deve realizar um esforço para evitar o esquecimento natural. Para isso, realize a prática de recuperar ativamente as informações que estudou.
Isso cria memórias mais fortes e o ajuda a se lembrar dessas informações no futuro.
Procure espaçar a prática de recuperar informações. É melhor estudar um pouco ao longo do tempo do que estudar muito apenas na véspera da prova.
Repetição Espaçada
Recuperação espaçada significa estudar as informações mais de uma vez, porém seguindo uma escala de tempo, deixando um intervalo entre as sessões de estudo.
Por exemplo, imagine que você acabou de estudar um assunto novo sobre biologia. Você está começando a aprender esse assunto e terá que estudar novamente em um curto espaço de tempo para fazer uma recuperação ativa e não se esquecer daquilo que estudou.
Mas depois, na próxima revisão, esse intervalo pode ser um pouco maior, e a cada sessão de estudo, esse espaço vai aumentando.
Por isso, você deve criar um cronograma de auto testes que permita um espaço de tempo entre as sessões de estudo.
O tempo varia de acordo com a dificuldade daquilo que você está estudando. Se você está acertando os testes ao praticar recuperação ativa muito bem, o tempo pode ser maior.
Agora, se você está errando, o intervalo deve ser menor. Existem programas e ferramentas que podem auxiliar no cálculo ideal para a sua repetição espaçada.
Um outro jeito de espaçar a recuperação ativa de informações é intercalar o estudo de dois ou mais assuntos, rotacionando as matérias.
Assim, você será forçado a refrescar o conteúdo de cada um dos assuntos. Independente da técnica, o importante é espaçar suas sessões de estudo ao longo do tempo para não esquecer aquilo que estudou.
É muito melhor fazer pequenos estudos ao longo de vários dias do que tentar estudar muito conteúdo apenas na véspera da prova.
A revisão intensiva de véspera até pode parecer mais produtiva, mas não é.
É errada a crença de que você pode gravar algo na sua memória através de repetição pura. Praticar bastante realmente funciona, mas essa prática tem que ser espaçada.
No começo, fazer as repetições espaçadas parece mais difícil, porque você sentirá maior dificuldade em se lembrar do assunto. A sensação é de que não está com as informações na ponta da língua.
Mas à medida que você reconstrói aquilo que aprendeu, aumenta seu domínio sobre o assunto e também sua memória de longo prazo.
Quando você alia a recuperação ativa com as repetições espaçadas, o esforço de puxar informações da memória e reconstruir a aprendizagem traz clareza sobre quais são as informações mais importantes e fica muito mais fácil lembrar.
Prática Intercalada
Intercale o estudo de diferentes tipos de problemas. Lembre-se que descansar e mudar de atividade são importantes.
Uma das maiores reclamações dos estudantes é sobre o cansaço provocado por longas horas de estudo. Poucos estudantes conseguem ficar focados por muito tempo.
Rapidamente, eles decidem que precisam descansar. Mas o que é isso? O que é descansar?
O cérebro humano nunca “desliga”, então você não consegue realmente “descansar” o seu cérebro.
O que você chama de “descansar” é simplesmente você parar de estudar, e depois de um tempo, ir fazer uma outra coisa: assistir a um filme, navegar na internet, dar uma caminhada.
Porém, é possível “descansar” e continuar estudando. Basta intercalar o estudo de diferentes tipos de problemas. Assim, você “descansa” de uma matéria enquanto estuda outra.
Por exemplo, se você está tentando aprender fórmulas matemáticas, estude mais de um tipo de fórmula de cada vez para alternar entre diferentes problemas que exigem soluções variadas.
Ou se você está no colégio ou na faculdade e tem várias matérias para estudar, vá para uma matéria bem diferente daquela que acabou de estudar. Por exemplo, mude de matemática para biologia, ou de história para geografia.
A maioria dos livros didáticos é estruturada em capítulos que esgotam um assunto antes de passar para outro. O estudo de blocos de conteúdo de uma só vez não é muito eficaz.
Por isso, você tem que alternar outros assuntos da mesma matéria ou assuntos de outras matérias.
Ao fazer um cronograma de estudos, procure intercalar os assuntos que são bem diferentes para cada uma das sessões de estudo.
Você notará que, ao se cansar de um assunto, mudar para outro assunto bem diferente funcionará como um descanso, recarregando sua energia para seguir estudando.
Não aguarde até dominar 100% um assunto antes de passar para o outro. É mais eficiente alternar os assuntos e verificar o tipo de problemas e conteúdos, melhorando sua capacidade de diferenciá-los e também de identificar padrões entre assuntos diferentes.
Explore Outras Estratégias de Estudo
Mesmo usando as técnicas mais eficientes, você ainda enfrentará dificuldades. Nunca acredite na ilusão de que seu cérebro absorverá facilmente tudo aquilo que você vê, que você terá um “super aprendizado” com pouco esforço.
Se você está tentando aprender um assunto e esse estudo não está fluindo mesmo com o uso de todas as técnicas, experimente outras, como a elaboração, a reflexão, a geração, a calibração e o uso de mnemônicos. Vamos agora conhecer cada um deles em mais detalhes.
Elaboração: Adicione Significados a um Novo Conteúdo
A elaboração é o processo de encontrar camadas adicionais de significado em um novo conteúdo.
Por exemplo, você pode relacionar o conteúdo novo que está aprendendo com o conteúdo que já sabe.
Ou pode explicar esse conteúdo novo como se estivesse dando uma aula para uma criança de 5 anos (usando a técnica de Feynman).
Ou ainda, pode explicar como esse conteúdo que está aprendendo se relaciona com outras atividades rotineiras da sua vida. Isso é elaborar em mais detalhes.
Um jeito de praticar a elaboração é descobrir uma metáfora ou uma imagem visual para o conteúdo que está aprendendo.
Um estudante de física, por exemplo, pode entender melhor o fenômeno da condução quando associa a teoria a uma situação real. Então, com o uso de uma elaboração, aqui seria um exemplo de como as mãos se aquecem ao redor de uma xícara de chocolate quente. Existe uma condução de calor.
Bons professores costumam utilizar a elaboração para deixar os ensinamentos mais claros.
Um exemplo bem conhecido é quando o professor, ao falar da estrutura de um átomo, faz uma analogia com o sistema solar, com o sol sendo o núcleo do átomo e os elétrons girando ao redor como se fossem os planetas.
Hoje nós sabemos, claro, que não é bem assim, são partículas subatômicas se organizando, mas é um modelo simplificado que tem uma função pedagógica muito importante.
Quanto mais você consegue elaborar como seu novo aprendizado se relaciona com aquilo que já sabe, mais forte será sua compreensão e mais conexões o cérebro fará para se lembrar no futuro daquilo que aprendeu.
Reflexão: Revise o que Você Estudou Recentemente
A reflexão é a combinação da elaboração com a recuperação ativa. Na reflexão, você começa uma sessão de estudos revisando aquilo que aprendeu na sessão anterior.
Você pode criar o hábito de fazer uma reflexão por semana. É um momento em que você reflete e escreve um parágrafo curto avaliando como foi seu aprendizado.
Conforme reflete, faz perguntas a si mesmo e as responde. Com base nessa reflexão, você traçará estratégias para continuar sempre melhorando nos seus estudos.
Aqui vão alguns exemplos de perguntas para você refletir:
- Fui bom nos meus estudos durante essa semana?
- O que poderia ter sido melhor?
- Que analogias consigo fazer com outros conhecimentos ou experiências?
- Quais outras coisas preciso aprender para melhorar o domínio desse assunto?
Geração: Torne Sua Mente Mais Receptiva a Novos Aprendizados
A geração é uma técnica de aprendizagem que prepara sua mente para ficar mais receptiva a novos conhecimentos.
Para isso, você precisa tentar responder a perguntas sobre o assunto que está aprendendo antes mesmo de estudar, antes mesmo da última aula.
Por exemplo, imagine que você vai estudar o sistema digestivo na sua escola. Então, antes de começar a aula, o professor distribui um texto que tem uns espaços em branco para você tentar preencher com as palavras que faltam. Nesse caso, você está gerando a palavra por conta própria.
Perceba que já ter tudo prontinho no texto final resulta em um aprendizado menor do que você receber o texto completo.
A ideia da geração é forçar seu cérebro ativamente a gerar conhecimento, mesmo sem saber o assunto.
Seu cérebro busca conexões com outros conhecimentos que você já tem para tentar gerar respostas a perguntas que nem foram feitas ainda.
Antes de ver uma aula ou ler um texto, você pode praticar a geração tentando explicar para si mesmo as ideias-chave que espera encontrar naquele novo conteúdo e tentando imaginar como elas se relacionam aos conhecimentos que já tem.
Depois, veja a aula ou leia o texto para ver em que pontos você estava certo. Quando você já fez todo o esforço inicial, terá uma maior facilidade para captar o conteúdo daquele novo aprendizado, mesmo que ele seja diferente da sua expectativa.
O melhor jeito de usar essa técnica da geração é a prática de aprender fazendo. O aprendizado pela experiência é uma forma de geração.
Quando você decide fazer uma tarefa e encontra um problema, sua criatividade e seus conhecimentos se unem tentando gerar aquele conhecimento para que você resolva o problema.
Se não conseguir, aí você procura a resposta na teoria, nos textos, ou nas buscas na internet.
Quando você faz tudo isso, sua mente já está muito mais receptiva para aprender o novo conhecimento e, também, é mais provável que aprenda melhor e se lembre da solução pela prática, muito antes de que alguém esgote o assunto para só depois você praticar.
Calibração: Calibre o que Você Sabe e o que Ainda Não Sabe
A calibração é o ato de alinhar a clareza sobre o que você já sabe e o que você ainda não sabe sobre um determinado assunto.
Essa clareza deve vir através de um feedback objetivo para que você não seja enganado pela falsa sensação de que sabe o conteúdo, quando na verdade ainda não o domina.
Essa falsa sensação de que você sabe uma coisa que na verdade ainda não sabe tem nome: é uma ilusão cognitiva. Essa ilusão cognitiva é muito comum quando você tem um péssimo resultado em uma prova que achava que já dominava o assunto.
A calibração o aproxima da realidade.
Para fazer a calibração, você tem que se submeter a testes. É a única maneira objetiva de eliminar as ilusões cognitivas.
Ao se testar, você terá uma clareza maior sobre seu atual nível de conhecimento.
Por exemplo, se você vai fazer uma prova de matemática, procure uma prova que já foi feita anteriormente sobre o mesmo assunto e tente fazer esse teste sem poder consultar as anotações ou os livros, como se realmente estivesse no grande dia do seu exame.
Veja a nota que tiraria para esses testes simulados como se fossem testes reais, conferindo as respostas e concentrando seus esforços em estudar os tópicos em que seu conhecimento ainda está fraco.
Mnemônicos: Memorize Informações Essenciais
A “decoreba” muitas vezes é tida como uma espécie de menor de aprendizagem, mas na verdade, em muitas situações, você precisa sim decorar informações para poder realmente dominar o assunto.
Uma excelente técnica para memorizar informações é utilizar mnemônicos.
Fórmulas mnemônicas são como “armários de arquivos” na nossa memória.
Não são ferramentas de aprendizagem em si, mas são estruturas mentais que tornam mais fácil você recuperar aquilo que aprendeu. Então, os mnemônicos dão um atalho para você decorar as informações e usar sempre que for necessário.
A forma mais popular de mnemônico é formar palavras ou frases para se lembrar de alguma coisa.
Por exemplo, você pode usar a frase “Minha Velha Traga Meu Jantar Sopa Ou Venha Nós” para decorar a sequência dos planetas do sistema solar: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Dá para usar mnemônicos fazendo rimas, criando músicas ou até mesmo associando as informações que você quer decorar a algum lugar que conhece muito bem, como um “palácio da memória” mental.
Seu Cérebro é Plástico: Aumente Sua Inteligência!
O cérebro funcional de qualquer pessoa, de qualquer idade, é capaz de aprender e de evoluir com o tempo.
Isso significa que você pode aumentar suas habilidades e melhorar sua inteligência, mesmo que se considere “burro demais”, “velho demais” ou “preguiçoso demais”.
Tudo o que você precisa fazer é usar as técnicas certas e seguir estudando com consistência.
Não há limites para a evolução do cérebro porque ele se adapta a todos os estímulos, como um plástico derretido que se molda ao recipiente em que é colocado.
Se você passa o dia inteiro navegando em redes sociais ou assistindo televisão passivamente, seu cérebro se adapta a isso.
Mas se você ativamente usa seu cérebro para recuperar informações, para resolver problemas, para adquirir novos conhecimentos, ele também se adapta a isso, e vai evoluindo, ficando cada vez mais inteligente naquelas funções.
Sua inteligência é um produto tanto dos seus genes quanto do uso que você faz do seu cérebro.
Tendo isso em mente, não importa qual seja a sua situação hoje, a neuroplasticidade prova que você pode evoluir, pode ser hoje melhor do que era ontem, desde que tenha a mentalidade de crescimento e que utilize seu cérebro para estudar, para experimentar, para resolver problemas.
A aprendizagem modifica o cérebro, construindo novas conexões e novas capacidades.
Nossas capacidades intelectuais não estão fixas no nascimento, mas são em boa parte moldadas pelo nosso esforço.
Aquilo que você faz molda o que você se torna e o que você é capaz de fazer. Quanto mais nós fazemos, mais somos capazes de fazer.
Você é um estudante capaz de aprender qualquer coisa. Você precisa de autodisciplina, determinação e persistência, usando as técnicas de estudo mais eficientes, as técnicas que aprendeu aqui.
A persistência para usar essas técnicas depende de você.
Conclusão
O que há de mais moderno sobre a ciência da aprendizagem bem-sucedida pode ser resumido em alguns pontos-chave: seu cérebro é moldável, capaz de se adaptar e se desenvolver de acordo com o esforço que você fizer para ter uma boa aprendizagem.
Ou seja, é possível aumentar seus níveis de inteligência utilizando técnicas de estudo comprovadas, como a recuperação ativa, a repetição espaçada e a prática intercalada.
Tenha disciplina, determinação e persistência para seguir estudando, apesar de todas as dificuldades. Aplique essas estratégias e observe sua capacidade de aprendizado se transformar.


