O Suicídio no Brasil: Uma Conversa Urgente Sobre Prevenção e Apoio Essencial
Diariamente, cerca de trinta pessoas perdem a vida para o suicídio no Brasil. Isso significa mais de 11 mil suicídios por ano, uma triste média de 5,5 mortes para cada 100 mil habitantes.
E no mundo, a cada 40 segundos, uma vida se esvai, um indivíduo desiste de lutar e decide retirar a própria vida.
É impossível esquecer aquele amigo que sempre sorria, fazia piadas, parecia não ter problemas e vivia intensamente, até que um dia, ele não estava mais lá. O que se passava em sua mente?
A complexidade por trás dessa decisão é imensa. Pode ser um problema físico, como a falta de nutrientes no corpo, a privação de sono ou o uso de substâncias.
Pode ser também um problema psicológico, algo ainda não superado, uma ferida antiga.
São múltiplos fatores que, muitas vezes, só são identificados com a ajuda de um profissional de saúde, um médico que talvez indique medicamentos ou outras abordagens.
Se Você Pensa em Desistir, Há Esperança
A primeira e mais importante coisa a fazer, se por acaso você esteja pensando em suicídio, é: não desista. Mantenha a esperança e explore todas as soluções possíveis antes de considerar qualquer outra atitude.
Além disso, pondere com muito cuidado as consequências para as pessoas que ficam.
Dificilmente alguém se recupera plenamente do suicídio de um ente querido. Décadas após o ocorrido, familiares e amigos podem continuar se torturando com perguntas como: “E se eu tivesse feito algo diferente? Será que tudo mudaria?”.
Talvez você pense que é justo que eles sofram por aquilo que, em sua percepção, lhe causaram. Mas peço que reflita com muita atenção: essa é, talvez, a coisa mais terrível que você pode fazer a alguém. E no fundo, sabemos que você não é tão terrível assim.
A Força Transformadora da Conversa
Há algo na história daquele amigo que é mais comum do que imaginamos: a falta de diálogo sobre o suicídio. Ninguém sabia que ele estava deprimido.
É um fato: só conseguimos organizar nossos pensamentos completamente quando conversamos com alguém ou nos expressamos por escrito. No entanto, conversar é a forma mais eficaz.
O que acontece hoje é que está cada vez mais difícil nos abrirmos para outras pessoas. Vivemos em uma era de superficialidade, marcada por uma enorme falta de comunicação, de afeto e de um olhar mais atento.
Estamos cada vez mais absortos em celulares e computadores, com o pescoço curvado, em vez de olhar nos olhos e ter conversas profundas.
Isso é especialmente devastador para quem está com depressão, pois nesse estado, todos os pensamentos parecem desorganizados e focados apenas no lado negativo. Nada parece certo, tudo está errado.
Como Podemos Ajudar e Ser Ajudados?
Precisamos incentivar as pessoas a procurar ajuda e conversar sobre seus problemas. Quando fazemos isso, não estamos mais sozinhos. Cientificamente comprovado e intuitivamente reconhecido: aguentamos mais quando temos alguém ao nosso lado.
Se por acaso você está passando por uma situação difícil, te encorajo a pegar seu telefone e ligar para 188 agora mesmo. Converse com pessoas preparadas para acolher você.
Mesmo que não tenha certeza se precisa de ajuda, te encorajo a entrar em contato por meio desse número. É apenas uma ligação, nada mais, nada menos.
Você também pode buscar apoio em serviços especializados de prevenção ao suicídio que oferecem atendimento via chat ou e-mail. Mas, por favor, não deixe para depois. Faça isso agora.
E se essa não for a sua situação, mas você tem mais de 18 anos e pelo menos quatro horas livres por semana, saiba que pode fazer a diferença na vida de outras pessoas sendo voluntário em programas de apoio. Busque informações sobre como fazer parte.
Se você quer ajudar agora mesmo, a única coisa que pedimos é o compartilhamento desta informação. Compartilhe esta mensagem, seja por texto, áudio ou em suas redes sociais. Faça o que puder, mas faça a sua parte e ajude aquele amigo que talvez você nunca pensou que precisaria de ajuda.
Um grande abraço e continue buscando o melhor para você e para o mundo.


