Viver Sem Arrependimentos: As 5 Lições Essenciais de Uma Vida Plena

Tempo de leitura: 8 min

Escrito por Tiago Mattos
em fevereiro 14, 2025

Viver Sem Arrependimentos: As 5 Lições Essenciais de Uma Vida Plena

Viva Sem Arrependimentos: As 5 Lições Cruciais para Construir uma Vida Plena

A ideia de chegar ao fim da vida e olhar para trás com a sensação de ter vivido plenamente, sem o peso do arrependimento, é um desejo universal. Para muitos, a própria noção de finitude serve como um motor poderoso para extrair o máximo da existência: desfrutar mais, realizar mais, divertir-se mais, amar mais.

Nesse sentido, observar o que pessoas no leito de morte pensaram, sentiram e lamentaram pode oferecer lições valiosas. Se o sucesso deixa pistas, o fracasso e o arrependimento também as deixam. Por que não ouvimos atentamente aqueles que, no limiar da partida, expressam “Eu queria ter feito diferente” para que não cometamos os mesmos erros?

Há alguns anos, um profissional de saúde, após oito anos trabalhando em cuidados paliativos, cultivou relacionamentos próximos com seus pacientes em estado terminal.

Eles, por sua vez, compartilharam com ele não apenas histórias de felicidade e amor, mas também muitos arrependimentos.

Com base nessas conversas, ele escreveu um livro sobre os cinco arrependimentos mais comuns ouvidos. Conhecê-los é fundamental para guiar nossas próprias escolhas.

1. “Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.”

Este foi o arrependimento mais comum. Não é insano pensar que a maioria das pessoas vive para se encaixar, evitando seguir suas paixões por medo do que os outros podem pensar ou dizer? O receio da rejeição é uma das maiores barreiras.

Muitos acabam fazendo o que a sociedade, seus pais ou outras pessoas esperam, em vez de seguir seus próprios desejos. Querem ser artistas ou músicos, mas são aconselhados a serem contadores, pois “não se ganha dinheiro com arte”. Assim, os sonhos lentamente morrem.

É louco permitir que a opinião alheia atrapalhe o que realmente queremos. É como aquela famosa frase que diz que a sua necessidade de aceitação pode torná-lo invisível neste mundo.

O que você realmente quer da sua vida? Não o que seus pais, sua família ou a sociedade querem. Você tem apenas uma chance nesta existência.

Estamos flutuando em uma rocha minúscula através de um espaço infinito, cheio de trilhões de estrelas e planetas, e ainda assim permitimos que a opinião de outras pessoas nos impeça de fazer o que mais desejamos.

Pense nisso: muitas vezes, as vidas dessas pessoas que tanto tememos desagradar nem são tão inspiradoras. Se você não trocaria de lugar com elas, por que seguiria seus conselhos?

Um dos relatos mais tocantes, de um paciente, foi um apelo emocionado: “Viva de acordo com o seu próprio coração. Nunca se preocupe com o que os outros pensam. Prometa-me isso antes que eu morra.”

Lição: Descubra o que você realmente quer. Viva a vida nos seus próprios termos. Isso não significa prejudicar ou afastar pessoas, mas sim priorizar sua essência. Esta é a sua única chance.

Faça o que o apaixona, o que esteve em sua mente por tanto tempo, mas você nunca teve coragem de fazer. Se você não consegue parar de pensar nisso, não pare de lutar por isso. Se você é um homem de 50 anos que abandonou uma paixão aos 23, pode redescobri-la agora?

2. “Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.”

Essa, em particular, foi uma lamentação frequentemente ouvida de homens. Embora seja importante trabalhar duro e construir seus sonhos, o equilíbrio é essencial.

Um paciente contou que trabalhou arduamente por 15 anos para se aposentar e viajar com sua esposa. Quando chegou o momento de se aposentar, decidiu ficar mais um ano para garantir que teriam dinheiro suficiente.

Pensou: “Trabalhei 15 anos, o que é mais um ano? Minha esposa e eu ainda temos muitos anos pela frente.” Mas, três meses antes de seu último ano terminar, sua esposa faleceu. Eles nunca viajaram.

Ele foi dominado pela tristeza, pois ela esperou pacientemente por sua aposentadoria para que pudessem desbravar o mundo juntos. Ele queria trabalhar mais, ganhar mais dinheiro, sentir que realizou mais, e, no fim, se viu sozinho no leito de morte.

Lição: Trabalhe duro, sim, mas não faça do seu trabalho sua vida. É ótimo amar o que faz e ser apaixonado, mas é preciso ter equilíbrio. Sua vida acontece fora do trabalho.

Além disso, não trabalhe apenas por coisas materiais. Não permita que a busca por bens materiais dite o ritmo da sua vida. Não sacrifique tempo com sua família por um carro ou uma casa melhores.

É como a ideia de que a publicidade nos faz desejar carros e roupas, trabalhando em empregos que odiamos para comprar coisas de que não precisamos. Trabalhe duro, sim, mas certifique-se de que você está vivendo sua vida.

3. “Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.”

Um dos exemplos mais marcantes foi o de um sobrevivente do Holocausto. Ele passou por tanta coisa que aprendeu a erguer muros e a não permitir que as pessoas se aproximassem.

No fim da vida, lamentou profundamente não ter deixado ninguém realmente entrar. Ele mantinha sua armadura o tempo todo e se arrependeu de que sua esposa e filhos nunca o conheceram verdadeiramente – e, por extensão, ele também não se conheceu.

Ele percebeu que o trauma do Holocausto, embora terrível, o levou a se fechar, e isso se tornou um grande arrependimento: “Eu queria ter deixado minha esposa e meus filhos saberem quem eu realmente sou.” Ele se arrependeu de não ter sido vulnerável e de não ter deixado seu verdadeiro eu aparecer.

Lição: Em nossa sociedade, especialmente para homens, muitas vezes somos ensinados que nossos sentimentos não são válidos, que devemos “engolir” e seguir em frente.

No entanto, ao longo da vida, acumulamos cicatrizes e, para nos proteger, construímos armaduras. A palavra “vulnerabilidade” tem suas raízes no grego, significando “a capacidade de ser ferido”.

Precisamos nos abrir. Não para todos, claro, mas para aqueles em quem confiamos, que desejam o nosso melhor. Para essas pessoas, você pode mostrar seu verdadeiro eu e expressar tudo o que sente, sem guardar nada.

4. “Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.”

Muitos pacientes no fim da vida lamentaram a falta de contato com amigos que não os visitavam para se despedir. Pensavam: “Eu queria ter mantido contato com meus amigos.”

Muitos deles disseram que trabalharam tanto que perderam contato com as amizades mais importantes. Sentiram-se solitários no fim da vida por terem deixado essas amizades escorregarem.

Ocupados com o trabalho e a família, deixaram que a vida cotidiana se sobrepusesse a esses laços. Não se trata de ter uma lista de 30 pessoas com quem manter contato, mas de ter um grupo central de pessoas importantes com quem você talvez tenha perdido o elo.

Lição: Mantenha contato com as pessoas que mais importam. Quando você tiver todo o dinheiro do mundo, não poderá comprar essas pessoas de volta se elas já tiverem partido.

Não permita que a vida cotidiana, o trabalho e a família fiquem tão ocupados a ponto de atrapalhar seus relacionamentos. Quem é aquele amigo de quem você sente falta e não vê há tempos?

Pegue seu telefone agora, envie uma mensagem. “E aí, como vai tudo? Estava pensando em você, deveríamos conversar em breve.” Marque um café se estiverem por perto, ou uma videochamada se morarem longe. Entre em contato hoje.

5. “Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz.”

Este é um arrependimento particularmente desafiador. Em um mundo onde a publicidade nos diz constantemente que não somos bons, espertos ou bonitos o suficiente, que não temos os carros, as roupas ou as casas certas –

que não somos “o suficiente” até comprarmos tudo o que eles vendem –, é fácil não nos permitirmos ser felizes.

A grande verdade sobre a felicidade é que ela é uma escolha. Não é uma frase vazia. A felicidade realmente é uma escolha.

Há momentos em que podemos nos pegar mergulhados em pensamentos sombrios: “Minha empresa está com problemas, isso está errado, aquilo também.” Mas então você pode dar um passo para trás e perceber que, apesar do estresse, a vida é incrível.

Não é sobre o dinheiro na sua conta ou as pessoas ao seu redor. É sobre olhar e pensar: “É lindo, é um dia ensolarado, tenho comida, água e algumas pessoas que me amam.”

Ao nos tirarmos do centro da nossa própria mente, percebemos: “Sim, as coisas estão realmente boas.”

Muitas vezes, enquanto nos esforçamos para alcançar e conquistar, o próprio processo de não ter chegado “ainda” nos faz sentir que não somos bons o suficiente.

Mas podemos nos permitir ser felizes e gratos a qualquer momento, percebendo que o que temos agora é suficiente. Podemos aprender a ser gratos por todas as coisas, a nos amar através do diálogo interno e a perdoar o passado e a nós mesmos por coisas que aconteceram,

e perdoar os outros para libertar a raiva que ainda está dentro de nós. Não podemos mudar o passado, mas podemos aprender com ele e decidir ser gratos e felizes onde estamos agora.

Muitas pessoas chegam ao fim da vida e desejam ter se permitido ser mais felizes. A frase exata do livro é: “Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz”, não apenas “Eu gostaria de ter sido mais feliz”.

É como se estivéssemos tão tensos na vida, com os nós dos dedos brancos, quando às vezes só precisamos respirar fundo e relaxar um pouco.

Lição: Faça uma lista de coisas que o deixam feliz. Como já foi dito muitas vezes, ter uma “lista da felicidade” – com as maiores e menores coisas que te trazem alegria – e revisá-la todas as manhãs, planejando como encaixar algumas delas na sua agenda, é um caminho para a felicidade.

A felicidade é uma escolha.


Esses são os cinco arrependimentos com os quais as pessoas morrem. Se quisermos ser inteligentes, por que não tentamos evitar essas armadilhas? Por que não tentamos tornar nossas vidas melhores, sabendo o que as pessoas lamentaram em seus leitos de morte?

  1. “Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.”
  2. “Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.”
  3. “Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.”
  4. “Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.”
  5. “Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz.”

Que este conhecimento o inspire a construir uma vida da qual você se orgulhe, sem espaço para arrependimentos.

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