Desistir Não É Opção: Supere Desafios e Encontre o Equilíbrio para o Sucesso
Você tem encarado seus desafios de frente, de verdade? Como tem dedicado seus esforços diariamente?
Este conteúdo não é para qualquer um. Ele foi preparado para aqueles que estão sentindo a vontade de desistir de seus próprios objetivos.
Se este texto não for para você, considere compartilhá-lo com alguém querido que possa encontrar valor e benefício em suas palavras.
O Perigo do Desgaste e a Verdadeira Produtividade
Evite o desgaste. Muitos associam o desenvolvimento pessoal, a produtividade e a alta performance a trabalhar exaustivamente.
Infelizmente, essa má interpretação é ainda pior hoje, com a internet nos oferecendo ferramentas para trabalhar o tempo todo, se quisermos. Mas isso não significa que devemos.
O que buscamos é realizar melhores escolhas: saber o momento certo para trabalhar, o momento certo para uma pausa, para dar alguns passos para trás.
Hoje, vemos pessoas cuja identidade se confunde com a noção de estar sempre ocupado, pessoas muito ansiosas. Você já deve ter encontrado alguém assim.
Em nossa vida profissional, cruzamos com muitos indivíduos que batem no peito e dizem: “Tem que trabalhar mesmo! Virei madrugada! Não pode parar, tem que continuar!”
Essas pessoas não apenas se identificam com a ideia de um trabalho exagerado, mas acham que todos deveriam ser assim.
Há um certo desequilíbrio aqui, pois a vida que almejamos, pelo menos para nós, deve ser uma vida equilibrada.
Em alguns momentos, sim, vale a pena ter uma dedicação acima da média. Há períodos em que me dedico com uma intensidade muito maior do que muitas pessoas em diferentes áreas que conheço.
Por quê? Porque sei que existe um propósito maior. Nessas ocasiões, há uma alegria, uma satisfação naquela dedicação. Sabemos que vale a pena. O que queremos evitar é o desgaste.
O Presente Importa: Fuja da Armadilha da Insatisfação
É preciso tomar cuidado quando se fala muito sobre propósito e começamos a sonhar com um futuro onde finalmente seremos felizes.
Se isso acontece com você, observe o momento presente: se você está trabalhando insatisfeito, ansioso, infeliz, tudo isso revela uma mentalidade que, basicamente, diz na sua cara que o momento presente, o aqui e o agora, são indesejados.
Por causa disso, sua ansiedade aumenta. O que é ansiedade? É quando não queremos estar onde estamos.
Evite a fuga. Para evitar o desgaste, é necessário desacelerar, até mesmo parar de realizar algumas atividades. Este é o caminho da simplicidade e da eliminação.
Isso é muito bom, porque quando você simplifica sua vida, você está fazendo melhores escolhas e vai parar de se comprometer com atividades que não têm nada a ver com seu propósito, com aquilo que é importante para você.
A Simplicidade e a Eliminação: Cuidado com a Fuga
Só que tome cuidado nesse caminho da simplicidade para não acabar fugindo dos seus desafios. Pode acontecer a racionalização, o autoengano, conduzindo-o para um caminho cômodo.
Você não quer desistir dos seus grandes sonhos, dos seus grandes objetivos, com a desculpa de estar simplificando sua vida. Os desafios, as dificuldades fazem parte do caminho.
Se a verdadeira motivação para você simplificar é porque você está com medo, então existe uma certa incoerência.
Desvende a Verdadeira Razão para Desistir
Pense nos seus compromissos atuais: o que você tem que fazer e está começando a sentir vontade de desistir?
Por exemplo, você está se preparando para um concurso público? Ou é um empreendedor fazendo tudo o necessário para abrir sua própria empresa? Ou tem uma carreira e está procurando um novo emprego?
Ou quer conversar com aquela pessoa atraente? Ou quer aprender uma nova habilidade? Não importa qual seja o compromisso.
No momento em que você começa a sentir a vontade de desistir, pare um pouco, dê um passo para trás, olhe-se no espelho, seja sincero consigo mesmo, tenha uma conversa franca.
Qual é a genuína explicação por trás desse desejo de desistir? Será mesmo que você não tem mais interesse naquele objetivo, ou será que a verdadeira razão para desistir é o medo, a preguiça, ou o desejo de evitar o desconforto e o caminho tortuoso que faz parte?
Eu não sei, apenas você tem a resposta para isso.
E quando você procura pela resposta, cuidado com as armadilhas do eco, porque é muito provável que você acabe inventando uma desculpa e perca a verdadeira motivação, não conseguindo perceber qual é a real razão.
Claro que, na vida, conforme você amadurece, é super natural trocar de objetivos.
No começo, você achava que tinha que estudar para uma determinada prova, e depois diz: “Não, isso não tem nada a ver, essa carreira não faz sentido. Não quero continuar estudando esse assunto. O resultado, se eu for aprovado no concurso, é indiferente para mim. Não quero trabalhar lá.”
Essa é uma razão muito diferente de quando você diz: “Nossa, como está difícil isso aqui. Ah, mas eu não tenho jeito para isso, não tenho as habilidades para isso. Melhor desistir.”
Aqui, você inventou uma desculpa.
Essa explicação é muito parecida com a famosa história da Raposa e das Uvas.
A raposa estava com muita vontade de comer uva. Ela foi até a parreira, ficou pulando, pulando, pulando, mas não alcançava as uvas.
Então, a raposa, depois de tentar um pouco, vai embora e diz: “Quer saber? Não quero uva porcaria nenhuma! Essas uvas estão azedas! Deus me livre! Tchau!”
Reflexão Pessoal e Ação Equilibrada
Permita-me compartilhar dois exemplos práticos.
No primeiro caso, eu não sei esquiar. Mais de uma vez, fui para a montanha onde há esqui. O que faço? Vou comer meu chocolate, tomar um chocolate quente, comer aquela comida dos Alpes – batatas com queijo derretido, uma delícia.
Quando o pessoal pergunta: “Vamos fazer aula de esqui?”, eu não vou. Alguém poderia dizer: “Você não vai fazer aula de esqui? Você tem medo, não é?”
Não, não tenho medo, de verdade. “Ah, mas então você tem preguiça, vai lá enche a barriga com batata e depois não tem vontade de esquiar porque ficou todo lerdo no sofá?” Também não é verdade.
O esqui é algo que, para mim, não desperta vontade suficiente, nem curiosidade suficiente. Então, não vou, não sei fazer, e não quero aprender agora.
Vou dar outro exemplo de algo que eu gostaria de ter feito, e aí tenho que admitir que realmente não coloquei esforço suficiente.
Há uma pessoa – na verdade, mais de uma, mas estou pensando em uma específica – de quem gosto muito. É alguém muito gente boa, bem-humorado, sempre com algo interessante acontecendo na vida dele.
Só que, com o tempo, com os anos, nós nos distanciamos. Não houve nenhuma briga ou desapontamento, nada assim, mas a vida foi passando.
Ele continua sendo uma pessoa muito querida para mim. O que quero dizer é que acabei, confesso um pouco aqui, não investindo o suficiente naquela amizade.
Ao refletir sobre essas duas situações, tive algumas percepções.
A primeira é que posso perfeitamente viver minha vida sem me dedicar ao aprendizado do esqui, porque é algo que não me fará falta.
E a segunda percepção é que tenho uma amizade importante, e puxa, eu posso mandar uma mensagem para essa pessoa. Ficarei feliz de ter feito algo contribuindo para esse relacionamento.
O Chamado à Ação: Simplifique e Cultive a Resiliência
Agora é sua vez. Pense agora: como você pode simplificar sua vida?
O que você pode eliminar com tranquilidade, que não fará falta nenhuma?
E, por outro lado, há alguma atividade que hoje você percebe que está desistindo, mas é importante, e você pode fazer uma pequena ação que o colocará de volta no caminho e lhe trará alegria?
Este é o processo que você quer repetir todos os dias. Este é o processo de desenvolvimento pessoal.
Você não quer insistir em projetos ou pessoas que não merecem mais sua atenção. Por outro lado, quando você está fugindo de algum inconveniente, geralmente é um caminho que não lhe trará satisfação de longo prazo.
Imagine, por exemplo, que você quer largar o emprego e diz: “Ah, meu chefe, não aguento mais, é uma pessoa super complicada!”
Aí você procura um novo emprego e encontra um chefe que parece ótimo. Mas não há garantia de que seu novo chefe, diretor, ou como queira chamá-lo, estará sempre de bom humor.
Você não tem como garantir isso. É possível que essa pessoa tenha dias bem complicados.
Pode acontecer também que essa pessoa super bacana com quem você está agora seja convidada para ir para outro departamento ou para outra empresa, e você não sabe se o próximo será alguém desagradável ou não.
Nesse momento, é importante desenvolver sua resiliência, sua força para lidar com os mais diferentes tipos de inconvenientes.
Você não quer ficar fugindo de problemas, fugindo de desafios.
Em seu próprio percurso de desenvolvimento pessoal, você pode aprender a cultivar sua habilidade para resolver problemas e dificuldades.


