Você já se perguntou qual o segredo daquelas pessoas que parecem ter uma facilidade incrível para aprender qualquer coisa?
E o oposto: qual o comportamento que aprisiona tantos estudantes na mediocridade acadêmica?
Consegue imaginar o que os bons alunos têm de diferente?
A resposta é mais simples do que parece: o que separa a genialidade da mediocridade é a persistência.
A História Que Revela o Poder da Persistência
Para ilustrar o comportamento de um estudante que está acima da média, trago uma história real.
Conheça Renê, um jovem enfermeiro na casa dos 20 anos, cabelos negros, óculos arredondados.
Renê estava diante do computador, sendo filmado por um professor, enquanto tentava resolver um pequeno problema de álgebra.
Em um único exercício, ele dedicou 22 minutos, testando diferentes variáveis e hipóteses, até finalmente chegar à resposta correta.
Você podia ouvi-lo pensando alto, quase como um monólogo: “Ah, entendi! Se eu aumentar este número, acho que consigo. Ah, não deu certo. E agora? Peraí, se eu mudar a outra variável, talvez ajude. Opa, melhorou! Se eu diminuir um pouquinho mais, agora eu consigo resolver. Ah, não deu certo…”
O que torna o caso de Renê tão fascinante? A persistência.
Podemos até reformular: o que separa os bons alunos dos medíocres é a persistência.
Persistência: Um Indicador de Sucesso Comprovado
Vamos explicar isso melhor. A persistência serve para prever resultados.
Existe um exame internacional chamado TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study), semelhante ao famoso PISA (Program for International Student Assessment),
que coleta dados de desempenho acadêmico comparando resultados entre diferentes países.
Mas, além da prova em si, o TIMSS inclui um questionário de pesquisa.
Não são exercícios, apenas perguntas sobre o perfil do aluno: quantas vezes por semana o professor dá lição de casa, qual a opinião sobre a importância da matemática, sobre a escola.
Preencher tudo isso pode ser cansativo para um jovem, e muitos alunos deixam várias perguntas em branco.
O ponto crucial é que este questionário é apenas para entender o perfil socioeconômico do aluno; não é uma prova de conhecimento.
E aqui vem a parte interessante: uma equipe de três pesquisadores identificou que a persistência em preencher este questionário básico
funciona como um fator preditor do desempenho do aluno na prova principal.
Alunos que não têm persistência nem mesmo para completar um questionário simples, quase sempre, não demonstram persistência para resolver a prova de verdade.
A Verdadeira Fórmula Para a Vitória Acadêmica
Imagine que amanhã seja organizada uma olimpíada de matemática, com mil alunos de cada país do planeta.
O país vencedor, em primeiro lugar, não seria uma nação de gênios, mas sim o país com mais alunos
que demonstram disciplina e persistência para enfrentar os desafios com dignidade e garra.
Nessa olimpíada, seria possível prever quais países estariam no topo e quais ficariam no “fundão” sem sequer fazer uma única pergunta de matemática.
Bastaria dar a eles uma tarefa que medisse a persistência.
Sucesso Acadêmico é Questão de Mentalidade
Infelizmente, muitos acreditam que para dominar uma matéria é preciso ter um dom, uma genialidade, uma vocação ou uma habilidade especial.
Isso é um equívoco! O que realmente faz a diferença para o aprendizado não é a habilidade, é a atitude, a postura, a mentalidade diante do estudo.
Quando se busca aprender qualquer assunto – seja psicologia, empreendedorismo, saúde, finanças, relacionamentos – a mentalidade é sempre o primeiro passo.
Qual a intenção por trás? Qual o estado mental? Qual a postura a adotar?
Onde há vontade, há possibilidade. Onde existe dedicação e persistência, haverá resultados para superar as dificuldades.
Desenvolva Sua Persistência e Transforme Seus Estudos
O comportamento que devemos buscar é o de não desistir.
É saber que, no fundo, já possuímos a capacidade de resolver o problema ou podemos adquirir essa capacidade.
Isso nos ajuda a não abandonar o processo na metade do caminho.
Repare que o jovem enfermeiro da história, Renê, não é especialista em matemática.
Mas ele possui algo que o diferencia da maioria dos alunos: a persistência.
O estudante mediano, por outro lado, tenta duas ou três vezes, faz uma cara de coitadinho e pergunta: “Professor, não consegui entender, qual é a resposta?”
Se você deseja aprender qualquer matéria – matemática, cardiologia, um idioma estrangeiro, meditação, química orgânica, o que for –
primeiro você precisa desenvolver sua persistência e a disposição para o trabalho duro.
É por isso que métodos de estudo eficazes ensinam não só técnicas de leitura, anotação e revisão,
mas principalmente preparam você para ter a postura adequada para seus estudos.
Busque conhecimento, pratique e veja a diferença.


