Controle da Ansiedade: Entenda Seu Cérebro Primitivo e Assuma o Comando

Tempo de leitura: 2 min

Escrito por Tiago Mattos
em fevereiro 19, 2025

Controle da Ansiedade: Entenda Seu Cérebro Primitivo e Assuma o Comando

Seu Cérebro Primitivo e a Ansiedade Atual: Aprenda a Assumir o Controle

Já parou para pensar que, no fundo, nosso cérebro ainda funciona como há milhares de anos? Imagine nossos ancestrais, vivendo em cavernas.

Ao sair, a ameaça de um leão espreitando era real e iminente. Aquelas preocupações e o medo eram essenciais para a sobrevivência.

Eles nos mantinham vivos, garantiam a perpetuação da espécie. O perigo era palpável, e o instinto de alerta era uma ferramenta vital.

No entanto, os tempos mudaram drasticamente. Hoje, a maioria de nós não se preocupa mais com leões selvagens em Nova York, ou com a caça por comida. Temos acesso a tudo que precisamos, e a segurança física é uma realidade para muitos.

Mas há um porém: aquela parte primitiva do nosso cérebro, que se programou para buscar perigos, ainda está ativa, e busca incessantemente por algo com o que se preocupar, mesmo que não haja uma ameaça real à nossa vida.

É aqui que entra uma poderosa ferramenta de autoconhecimento. A proposta é simples, mas transformadora: observe o pensador.

Imagine-se em uma sala de cinema, o único espectador. Seus pensamentos, suas preocupações e seus sentimentos surgem na tela à sua frente. Você os observa passarem, sem julgamento, sem emoção, como se fossem apenas cenas de um filme.

Ao notar um pensamento que não lhe agrada, não se apegue a ele, não o julgue, nem sinta culpa por tê-lo.

Apenas o reconheça e se pergunte: “O que eu preferiria que fosse?”. Em seguida, substitua-o ativamente pelo pensamento que você deseja ter. É um exercício de substituição consciente, onde você assume o controle da narrativa da sua mente.

Muitas de nossas ações e reações iniciais são puramente instintivas, e não temos controle sobre o primeiro pensamento que surge.

Mas a boa notícia é que temos total controle sobre o segundo pensamento. Se uma preocupação surge, e você não a deseja, pode imediatamente questionar e substituí-la. Não se trata de negar a existência do pensamento, mas sim de escolher não alimentá-lo.

Compreender que essa parte de nosso cérebro existe, mas que não precisamos ser reféns dela, é libertador. Essa prática diária pode aliviar significativamente a ansiedade, o medo e as preocupações desnecessárias, abrindo espaço para um estado mental mais tranquilo e focado no que realmente importa. Assuma o controle da sua mente e transforme a forma como você reage ao mundo.

Você vai gostar também: