Pare de Sonhar, Comece a Agir: A Chave para Conquistar Seus Objetivos
É bem provável que você já tenha sentido uma vontade imensa de alcançar um objetivo. Talvez tenha passado horas a fio sonhando com o quão bom seria atingir aquela meta tão desejada. Se isso soa familiar, então este texto é para você.
A era de ficar apenas sonhando acordado, apenas “querendo” as coisas, está com os dias contados. O que você deseja é importante, mas o que realmente importa e trará resultados significativos para sua vida é aquilo que você faz.
Você já traçou metas e, por algum motivo, não conseguiu atingi-las? Existe uma mudança, uma pequena alteração de perspectiva, que pode aumentar drasticamente suas chances de sucesso: trocar o “querer” pelo “fazer”.
É a diferença entre o que não está sob seu controle e aquilo que você pode, de fato, controlar. Uma mudança sutil, mas com o poder de gerar grandes impactos.
A Armadilha do “Querer”: Por Que Ele Frustra?
O “querer” reside em um nível muito abstrato, muitas vezes fora do nosso alcance direto. A maioria das pessoas, ao definir uma meta, se limita a raciocinar nesse plano etéreo do “eu quero”. Por exemplo, alguém pode dizer: “Eu quero emagrecer 10 quilos em 2 meses” ou “Eu quero conseguir um novo emprego em 90 dias”.
O grande problema desse “querer” é que ele não depende apenas de você. Mesmo que você redefina a frase para algo como “Eu vou emagrecer” ou “Eu vou conseguir um novo emprego”, ainda falta clareza sobre o que exatamente será feito.
Por mais que você se esforce ao máximo, nada garante que seu corpo e mente queimarão aqueles 10 quilos no tempo exato. Da mesma forma, distribuir currículos não garante que a empresa dos seus sonhos o contratará.
O “querer” tende a falhar justamente por ser abstrato demais e não estar totalmente sob nosso controle. Mesmo com o máximo de dedicação, o resultado pode não vir, e isso invariavelmente leva à frustração.
O Poder Transformador do “Fazer”: Foque no Controle
A atitude inteligente é substituir o “querer” pelo “fazer”. O “fazer” significa focar naquilo que você consegue controlar diretamente.
Primeiramente, você utiliza a força motivacional do “querer” para definir o que você deseja. Depois, o foco muda para implementar e realizar esse “fazer”. E o “fazer” não se resume a pensar apenas no objetivo final; ele está acima de tudo direcionado à ação específica que você irá executar.
Por exemplo, em vez de “Eu quero perder 10 quilos em 2 meses”, o objetivo se transforma em uma série de atividades que você irá “fazer”:
- “Eu vou consultar um nutricionista de confiança.”
- “Eu vou parar de comprar alimentos processados e ricos em açúcares.”
- “Eu vou modificar minhas refeições seguindo um plano alimentar detalhado.”
Perceba que estas ações estão sob seu controle. Depende apenas de você comer o que está previsto no plano. Se você cumpre o planejado, você atinge a meta do dia.
Isso não garante que você perderá os 10 quilos exatos em dois meses, pois o ganho e a perda de peso são multifatoriais, dependendo de muitos fatores. Mas garante que você está fazendo a sua parte.
O mesmo princípio se aplica a outras metas. Você não pode garantir que conseguirá um novo emprego específico, mas pode traçar a meta de “ligar pessoalmente para cinco empresas do meu setor a cada dia útil, oferecendo meu currículo e buscando uma entrevista”. Isso está sob seu controle.
Metas de Resultado vs. Metas de Processo
O “querer” faz parte de um grupo de metas chamadas Metas de Resultado. Uma meta de resultado é conceitual; ela ajuda a esclarecer sua visão e o que você almeja.
Mas para que essa visão se transforme em realidade, é necessário implementar uma série de procedimentos, que são as Metas de Processo. É dentro do processo que reside o “fazer”.
Metas de processo precisam ser objetivas. É a mesma ideia dos famosos critérios SMART (Específicas, Mensuráveis, Alcançáveis, Relevantes e com Prazo definido), que funcionam tão bem para as metas de resultado, mas que também são cruciais para as metas de processo, o que chamamos aqui de “fazer”.
Você não pode simplesmente traçar uma meta genérica como “Vou me alimentar melhor” ou “Vou estudar mais para concursos”. As metas de processo exigem um detalhamento maior:
- Quais alimentos você vai comer? Em que quantidade? Por dia, por refeição, por semana?
- Quais matérias você vai estudar? Por quanto tempo a cada dia? Quando você voltará do trabalho para se dedicar a isso?
Quanto mais específico você for em suas metas de processo, maiores serão suas chances de sucesso.
Por Que Suas Resoluções de Ano Novo Costumam Falhar?
Um caso clássico de metas de resultado com baixa probabilidade de realização são as resoluções de ano novo. O sentimento de renovação que acompanha a virada do ano, junto com a empolgação, nos leva a traçar metas ambiciosas.
Contudo, quase sempre, essas metas caem na categoria do “querer” e não estão sob nosso controle. Dizemos que vamos emagrecer, conseguir um novo emprego ou alcançar outra coisa que, na verdade, não depende apenas dos nossos esforços.
Desta vez, você pode fazer diferente. Mude o foco. Em vez de apenas querer, comece a fazer. Transforme seus desejos em ações concretas e controláveis. Sua jornada para o sucesso começa no momento em que você decide agir.


