7 Erros Comuns ao Crescer um Negócio: Otimize Resultados e Evite-os

Tempo de leitura: 11 min

Escrito por Tiago Mattos
em abril 14, 2025

7 Erros Comuns ao Crescer um Negócio: Otimize Resultados e Evite-os

7 Erros Comuns Que Cometi Ao Crescer Meu Negócio (e Como Você Pode Evitá-los)

Ao longo dos últimos anos, um profissional que era médico se tornou um empreendedor e autor do livro “Produtividade Que Traz Bem-Estar”.

Esse livro explora como ser mais produtivo de uma forma que realmente traga satisfação.

Durante a jornada de crescimento de um negócio do zero para mais de 5 milhões de dólares anuais em receita, e de uma equipe individual para mais de 14 colaboradores em tempo integral, cometi muitos erros.

Este artigo busca compartilhar esses sete grandes equívocos na esperança de que você possa evitá-los, seja em seu empreendimento ou em sua vida, pois muitos deles são aplicáveis a diversas áreas.

Erro 1: Não Ter Metas Claras

Este é um ponto crucial que eu gostaria de poder voltar no tempo e martelar em minha própria mente.

Imagine que estamos no Ponto A e queremos chegar a algum lugar. Com meu negócio, eu sabia que buscava liberdade financeira e a autonomia para, se quisesse, largar meu emprego e ter renda passiva.

No entanto, durante boa parte do processo de crescimento, não havia uma meta clara, um destino definido para o qual eu trabalhava.

Meus mentores perguntavam: “Qual é sua meta de receita para o ano?” E eu respondia: “Não sei, não tenho uma meta de receita além de ser lucrativo.”

A razão pela qual eu não queria definir metas nos primeiros dias era porque não queria estabelecer algo fora do meu controle ou um número arbitrário.

Meu objetivo era apenas “fazer um ou dois conteúdos por semana e ver o que acontece”.

Nos primeiros tempos, essa abordagem orientada para a ação funcionou. Mas quando comecei a contratar pessoas, elas olhavam para mim em busca de direção.

Como eu não tinha um rumo claro, minha equipe também se sentia perdida. Era como ser o capitão de um navio que contrata a tripulação, mas não sabe para onde ir.

Outra crença minha era: “Se eu definir uma meta e não alcançá-la, ficarei desapontado.”

Percebi que essa lógica estava errada. A decepção é uma escolha. Posso escolher ficar ou não desapontado, independentemente de atingir o alvo.

Como meu coach executivo disse, “é como jogar dardos com uma venda nos olhos. Pelo menos tire a venda e visualize o alvo.

Mesmo que não faça mais nada, apenas por ver o alvo, você tem muito mais chances de alcançá-lo.”

Para muitos profissionais que buscam orientação, a primeira pergunta que faço é: “Qual é a meta?”

É alcançar um faturamento específico este ano? É crescer sua audiência? É desfrutar do processo?

Sente-se e defina uma visão aproximada do seu destino. Isso tornará infinitamente mais fácil encontrar o caminho.

E não significa que você não possa mudar de ideia. É muito mais fácil guiar um navio em movimento do que um parado. Ter um objetivo é fundamental para iniciar a jornada.

Erro 2: Definir Metas Demais

Uma vez que compreendi o valor de ter um destino em mente, cometi o erro de definir muitas metas.

O ideal é focar em apenas uma meta principal para o seu negócio, e talvez duas ou três outras que apoiem a realização daquela meta central.

Em certo ponto, eu tinha uma lista ridícula de objetivos: atingir um faturamento X, uma margem de lucro Y, crescer em diversas plataformas digitais, aumentar a lista de e-mails, expandir a venda de cursos.

Empreendedores mais experientes olhavam para aquela lista e diziam: “Isso é demais.”

Mesmo agora, ainda tenho a tendência de definir muitos objetivos, mas aprendi com isso.

Meu objetivo principal para o negócio no próximo ano é lançar um novo produto e tentar levá-lo a um certo patamar de faturamento.

É apenas isso que estou focando. Isso não significa que não farei outras coisas, mas tudo o que faço é filtrado com esse destino em mente.

Quando oriento outros empreendedores, pergunto: “Um ano a partir de agora, o que você gostaria de estar celebrando no negócio?”

Eles podem listar várias coisas: atingir um certo faturamento mensal, crescer em suas redes sociais, iniciar um boletim informativo, criar novos produtos.

Eu anoto tudo e, em seguida, faço a pergunta decisiva: “Se eu pudesse balançar uma varinha mágica e fazer apenas um desses objetivos acontecer, qual seria?”

Geralmente, eles escolhem o objetivo de lucro ou faturamento. Essa é a “única coisa”.

O restante pode ser um meio para chegar lá, mas definir a “única coisa” é incrivelmente útil.

A propósito, um erro que não cometi é o de não usar a inteligência artificial para potencializar minha produtividade.

Se você deseja aprender mais sobre como aproveitar a IA para seu negócio, é crucial entender as melhores práticas.

Existem ferramentas e estratégias que podem otimizar seu fluxo de trabalho, garantir a qualidade do conteúdo gerado e integrá-lo de forma ética em suas operações diárias.

Para um escritor, por exemplo, é fundamental estar ciente dos riscos de plágio e saber como usar a IA como um assistente, e não como um substituto, para manter a originalidade.

Erro 3: Não Reconhecer Múltiplos Caminhos

Para ir do Ponto A ao Ponto B, sempre há múltiplos caminhos.

No ano passado, quando buscávamos um certo faturamento, eu sabia de alguns caminhos: produzir mais conteúdo ou vender mais programas de treinamento.

O que eu não percebia é que existiam outras abordagens: ofertas de alto valor agregado com suporte ao cliente independente do meu tempo, desenvolver software, iniciar um negócio baseado em serviços para outras empresas, ou até mesmo consultoria corporativa e workshops de desenvolvimento para grandes organizações.

Esses são apenas alguns exemplos, específicos da minha situação, mas o ponto é: para qualquer destino, há sempre várias formas de chegar lá.

Alguns desses caminhos você conhecerá, outros você nem imagina que existem.

O que eu realmente gostaria de ter feito é: primeiro, ler mais livros sobre como ir do Ponto A ao Ponto B.

Mas, mais importante, eu gostaria de ter conversado com pessoas que já haviam feito o que eu queria fazer.

Eu conhecia muitos empreendedores que já alcançavam o faturamento que eu almejava, mas não me ocorreu que eu poderia simplesmente contatá-los e pedir conselhos.

Não percebi que poderia contratar um coach que já tivesse construído um negócio semelhante.

Embora talvez não houvesse muitos que tivessem feito exatamente o mesmo percurso, os princípios de negócios e da vida são amplamente os mesmos.

Há uma frase de um livro de Ben Hardy e Dan Sullivan: “Quem, não Como“.

Ao pensar em como chegar a um objetivo, não comece pensando “como” vou fazer isso, mas sim “quem” poderia me ajudar ao longo do caminho.

Imagine uma abelha tentando sair por uma janela. Ela continua batendo no vidro, sem perceber que, a poucos metros, há uma abertura na janela por onde ela poderia facilmente sair.

Se a abelha tivesse perguntado a outra abelha que já estava do lado de fora, esta teria dito: “Vá dois metros para lá e passe pelo buraco.”

O erro real foi este: sempre há múltiplos caminhos. Existem os que você conhece e os que você nem imagina que existem.

Vale a pena dedicar um tempo para conversar com outras pessoas que já estiveram no destino B (e além) para que elas possam te dizer o que você está perdendo.

Elas podem analisar sua estratégia e apontar falhas ou sugerir abordagens muito mais fáceis.

Erro 4: Falta de Foco

Mesmo quando eu tinha uma meta e um caminho claro, meu foco se espalhava em muitas direções ao mesmo tempo.

Dividir sua atenção e energia em múltiplas áreas geralmente resulta em pouco progresso em qualquer uma delas.

Pense nisso: sua energia pode se espalhar em todas as direções, ou pode ser direcionada para apenas uma coisa.

O segundo cenário sempre gera muito mais progresso.

Os períodos em que mais avancei em meu livro, por exemplo, não foram quando tentava equilibrar o livro com a criação de conteúdo, a gestão do negócio e outros projetos.

Eu estava focado em tanta coisa que não progredia em nada.

Mas quando decidi: “Nas próximas duas semanas, a única coisa relacionada ao trabalho em que preciso focar é o livro”, o progresso foi enorme.

Devemos nos concentrar nos 20% de esforços que nos levarão a 80% do objetivo.

Pense: se eu pudesse focar minha atenção e energia em apenas uma coisa no trabalho, uma na saúde e uma nos meus relacionamentos, quais seriam elas?

Qual é aquela única coisa que, se eu realmente me concentrasse nela por, digamos, um mês, me levaria a um progresso enorme em direção ao meu objetivo?

Erro 5: Tentar Fazer Tudo em Paralelo, Não em Série

Este erro, que ainda cometo em vários graus, é tentar fazer as coisas em paralelo em vez de em série.

Na física, um circuito em série tem a corrente passando por um componente, depois pelo próximo, e assim por diante.

Em um circuito paralelo, a corrente se divide, passando por todos os componentes ao mesmo tempo e depois se reunindo.

Eu costumava pensar que a maneira de fazer as coisas era ter muitas tarefas em paralelo, esperando fazer progresso em todas elas.

Mas ao longo dos anos, percebi o enorme poder de fazer as coisas em série, em sequência.

Se eu fosse um criador de conteúdo e quisesse desenvolver um curso online para gerar receita, eu estaria disposto a fazer uma pausa na produção de vídeos por algumas semanas para focar totalmente no curso.

Essa seria a próxima peça do dominó: uma vez que o curso estivesse pronto, eu poderia promovê-lo em todos os conteúdos futuros.

Até mesmo na saúde, meu coach me explicou: “Quero ganhar massa muscular, perder gordura, ficar mais flexível e mais móvel.”

Ele respondeu: “Tudo bem, mas é muito difícil fazer tudo isso ao mesmo tempo. Por que não sequenciamos? Começamos ganhando massa, depois focamos em perder gordura, e só então nos preocupamos com flexibilidade e mobilidade.”

Faz todo o sentido. Aprendi o poder do sequenciamento em vez de tentar fazer tudo de uma vez.

Erro 6: Não Utilizar Métricas de Acompanhamento

Retornando à analogia da jornada: você está no Ponto A, quer chegar ao Ponto B, e existem vários caminhos.

Mesmo escolhendo um caminho, tendemos a desviar. Precisamos de algo que nos diga se estamos no caminho certo.

No mundo dos negócios e na vida, esse “algo” são as métricas, os números. Porque números não mentem.

Em um negócio, você pode definir quais métricas precisa atingir para garantir que está no rumo certo. E então, você as acompanha.

Como dizem, “o que é medido é gerenciado”, “o que é medido é aprimorado”.

Quando eu precisava avançar em meu livro e não estava fazendo progresso, meu coach executivo sugeriu: “Por que não acompanhamos o número de palavras escritas por dia em uma planilha?”

Comecei a fazer isso e percebi que escrevia apenas 400 palavras por dia. Isso me deu a opção de trabalhar mais ou ajustar minha meta ou meu caminho.

Em quase tudo na vida, você pode usar métricas para verificar se está no caminho.

Na academia, exames periódicos, fotos de progresso e medições podem ajudar.

No entanto, é importante reconhecer que toda métrica tem efeitos colaterais imprevistos.

Se você define “peso” como métrica para um objetivo de saúde, o efeito colateral pode ser a obsessão por aquele número, em vez do objetivo real de bem-estar.

Às vezes, a métrica se torna o objetivo em si, afastando as pessoas do propósito original.

Erro 7: Não Dedicar Tempo Suficiente para Pensar

Este erro, que ainda cometo e busco corrigir, é não reservar tempo suficiente para a reflexão.

Keith Cunningham aborda isso em seu livro “The Road Less Stupid”, defendendo que, uma vez por semana, por pelo menos uma hora, você deve se isolar com um caderno e uma caneta para pensar.

Pensar sobre seu negócio, sua vida. Ele oferece prompts úteis para guiar essa reflexão:

  • Minha meta está correta?
  • Meu caminho está correto?
  • O sistema que uso é eficaz?
  • Minhas métricas são legítimas?

Alguns prompts valiosos incluem:

  • Que atalhos estamos tentando tomar que não são atalhos, mas miragens de ganância, preguiça ou impaciência?
  • Nos próximos 100 dias, o que devo fazer menos para abrir espaço para o que preciso fazer mais?
  • Quais são as três coisas que eu poderia começar a fazer que me levariam a 80% do caminho?
  • Onde otimizei para o “fácil” em vez dos resultados?
  • Onde estou executando inconsistentemente a coisa certa?
  • Onde estou executando consistentemente a coisa errada?
  • Onde substituímos nosso julgamento do que queremos entregar pelo que o cliente realmente quer?
  • Onde fizemos um trabalho ruim ao definir expectativas, entregas e resultados?
  • Quais “mochilas” estou carregando que não são mais úteis?

Implementamos para nossa equipe a “Hora da Clareza”, um momento semanal em que todos se reúnem virtualmente, desligam notificações e usam apenas papel e caneta para pensar individualmente sobre suas áreas do negócio.

A ideia que mais impulsionou meu negócio – a criação de um programa de treinamento – surgiu quando eu estava em uma cafeteria, em 2020.

Com um caderno e uma caneta, simplesmente escrevi. Depois de muita reflexão, tive a ideia de um curso sobre como criar conteúdo, já que as pessoas pareciam interessadas.

Esse curso transformou o negócio quase da noite para o dia. Esperávamos vender poucas vagas na primeira turma, mas vendemos centenas, gerando uma receita significativa em pouco tempo.

Essa ideia veio de um momento de quietude, com uma caneta e um caderno. Essas ideias não surgem quando estamos imersos na luta do dia a dia.

Precisamos dar um passo atrás, reservar tempo para pensar. E se pudermos fazer isso, podemos fazer um progresso enorme em nosso trabalho e em nossas vidas pessoais.

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