Alimente Sua Mente: 5 Hábitos Essenciais para um Cérebro Saudável e Poderoso
Imagine por um instante: nossos ancestrais, vivendo em um tempo distante, preparando um delicioso sanduíche com hambúrguer e queijo, seguido por um saboroso sorvete de sobremesa. Parece divertido, não é? Mas, com certeza, não era assim que acontecia.
Nos dias atuais, porém, essa é a realidade para a grande maioria das famílias no Brasil. Ingerimos uma média de mais de 70 kg de trigo a cada ano, um alimento que não guarda nenhuma semelhança genética, estrutural ou química com o que os caçadores-coletores um dia consumiram. Por que essa conversa sobre história? Porque talvez seja aí que resida o problema.
Cada vez mais, vamos contra a nossa fisiologia, usando ingredientes e alimentos para os quais não fomos geneticamente preparados. E existe um órgão que, apesar de poderoso, passa despercebido nas notícias, mas que sofre muito com esse tipo de alimentação: o nosso cérebro.
Este artigo se propõe a explorar insights valiosos para um cérebro saudável e alerta, reduzindo assim o risco de doenças cerebrais degenerativas no futuro. As dicas que você verá a seguir são baseadas em pesquisas aprofundadas e fazem parte das recomendações encontradas no livro “A Dieta da Mente”, uma obra que tem transformado a visão sobre a relação entre alimentação e saúde cerebral.
Dica 1: Elimine ou, ao menos, diminua o glúten
Quem tem o costume de ler embalagens de alimentos com certeza já deve ter visto o aviso “contém glúten” ou “não contém glúten”. Mas você sabe para que serve essa informação?
Antes de aprofundar meu conhecimento sobre o tema, eu pensava que esse aviso só servia para o número mínimo de pessoas que tinham intolerância grave ao glúten.
No entanto, pesquisas e exames já constataram que a grande maioria das pessoas possui, pelo menos, um pouco de sensibilidade ao glúten. E isso pode estimular processos inflamatórios no corpo inteiro, inclusive no nosso tão poderoso cérebro.
Então, alimentos como tortas, pizzas e cupcakes deverão passar um pouco mais longe das nossas dietas. Já aviso que não é uma tarefa fácil, já que muitos alimentos contêm glúten, mas é algo que já comecei a fazer com a minha dieta.
Dica 2: Controle o consumo de açúcar
Para quem algum dia já pensou em alguma dieta saudável para o corpo, a diminuição da quantidade de açúcar consumida, como em sorvetes e outros doces, está praticamente em primeiro lugar. Vivemos em uma sociedade que consome açúcar como nunca antes havíamos consumido.
Você sabia que a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda o consumo de cerca de 25 gramas de açúcar por dia, e que hoje consumimos em média seis vezes mais do que isso diariamente? É isso mesmo: comemos atualmente, em média, seis vezes mais açúcar do que nosso corpo precisa.
E não precisamos ser médicos para perceber a explosão de pessoas com obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e outras condições causadas pelo uso excessivo do açúcar.
Na nossa família, sempre tem um caso, algum amigo que está assim, ou aquele conhecido que vemos todo dia. Cada vez mais, vemos mais e mais casos.
Nessa hora, a gente começa a perguntar: “Mas eu praticamente nem uso açúcar na minha alimentação. Como assim eu como seis vezes mais que o recomendado?”
O que acontece é que a indústria alimentícia se aproveita tanto do quanto nosso corpo gosta de açúcar que está colocando o ingrediente em praticamente todos os alimentos.
Só um copo do refrigerante mais famoso do Brasil tem 37 gramas por lata, o que já é bem mais do que o recomendado para um dia.
E isso sem falar do pão de forma integral, que com apenas duas fatias tem mais do que essa quantidade. Pior ainda, o açúcar, aliado à farinha de trigo, potencializa carboidratos e o açúcar.
Dica 3: Aumente o consumo de gorduras boas
A pergunta que fica depois que falamos em tirar glúten, tirar o açúcar e tirar carboidratos é: “O que, então, devemos comer?” A dica é investir nas chamadas gorduras boas.
Não é aquela batatinha que você come, não é a coxinha frita e também não é aquele pão com mortadela que deixa até a sua mão brilhando.
É um outro tipo de gordura, encontrado em outros alimentos.
Fomos criados e acostumados com a ideia de que a gordura é algo ruim para o nosso corpo, o que em muitos casos é verdade.
E também sempre ouvimos que, se quiséssemos emagrecer e ficar saudáveis, devíamos fazer uma dieta pobre em gorduras.
O problema é que isso vai contra o que, de novo, nossos ancestrais se alimentavam. O que se aprende é que deveríamos buscar mais fontes de gorduras — de gorduras boas — encontradas, por exemplo, nas sementes, que são muito mais semelhantes ao que nossos ancestrais comiam.
Dica 4: Exercite-se regularmente
Agora já falamos um pouco sobre alimentação, mas ainda existem dois itens que precisamos destacar se quisermos ter uma mente mais poderosa. O primeiro deles é o exercício.
Existe um elo muito grande entre praticar exercícios e ter uma vida mais saudável, e isso todos já devem saber. Mas o que as descobertas mais recentes tornam mais do que claro é o elo extremamente forte entre exercícios e a saúde mental. O exercício, nas palavras de cientistas, parece construir um cérebro resistente ao encolhimento físico.
Na verdade, como seres humanos, sempre fomos fisicamente ativos. Foi só em um período bem recente que conseguimos o privilégio de uma vida sedentária. Porém, nosso corpo, que foi moldado há muitos anos atrás, exige exercícios aeróbicos regulares para sustentar uma qualidade de vida.
Dica 5: Priorize o sono de qualidade
Por último, algo que é subestimado por quase todos: o sono. Pesquisas e mais pesquisas apontam para a ligação direta entre uma boa noite de sono e a qualidade da sua mente.
Se você é a pessoa que ainda pensa que, dormindo duas horas a menos por dia, estará “ganhando” mais duas para ser usadas, saiba que você está enganado.
Algo chamado “queda de produtividade” irá te derrubar. Digo isso porque uma das grandes mudanças na minha vida ocorreu quando li sobre isso e resolvi colocar em prática.
Eu também era desses que resolviam dormir menos do que precisava por dia com o intuito de fazer mais coisas.
A partir do momento que aumentei minhas horas de sono, boom: a produtividade, a vontade de fazer coisas gratificantes, e até o início de novos projetos, tudo isso aconteceu.
A dica é simples e também gostosa: arrume seu quarto, deixe-o como um local apropriado para dormir e simplesmente durma.
Essas foram cinco dicas para nutrir o seu cérebro e melhorar a sua qualidade de vida. Se quiser saber mais, recomendo fortemente a leitura do livro “A Dieta da Mente”.
Aguardo seus comentários com dúvidas e sugestões de leituras complementares. Vamos todos juntos nutrir a nossa mente!


