Como Vencer a Procrastinação: Os 5 Maiores Erros (e Estratégias Eficazes)

Tempo de leitura: 5 min

Escrito por Tiago Mattos
em abril 7, 2025

Como Vencer a Procrastinação: Os 5 Maiores Erros (e Estratégias Eficazes)

Procrastinação: Os 5 Maiores Erros que Você Comete (e Como Vencê-los!)

Olá, leitor! Se você já se pegou adiando tarefas importantes, deixando para depois o que poderia fazer agora, então você sabe bem o que é a procrastinação.

Eu mesmo venho cometendo muitos desses erros em diversas áreas da minha vida. Mas a boa notícia é que, ao entender esses deslizes comuns, podemos criar estratégias eficazes para superá-los.

Neste post, vamos mergulhar nos 5 erros cruciais que os procrastinadores costumam cometer.

Prepare-se para insights que podem mudar a forma como você enxerga sua produtividade!


Erro 1: Não Entender a Diferença Entre Procrastinação Real e Falsa

Muitas vezes, pensamos que estamos procrastinando, mas na verdade, estamos apenas priorizando as coisas de forma diferente.

O que é “procrastinação falsa”? É quando nos dizemos que estamos adiando algo, mas, na realidade, estamos apenas reorganizando nossas prioridades.

Por exemplo, você pode querer começar um projeto pessoal. Mas se você já trabalha em tempo integral, é um estudante universitário e ainda quer dedicar horas à sua família e ter um sono adequado, simplesmente não há horas suficientes no seu dia para adicionar um novo projeto.

Isso não é procrastinação, é uma questão de priorização.

A procrastinação real acontece quando você tem tempo para fazer algo, quer fazer aquilo e, mesmo assim, escolhe não fazê-lo.

A solução que encontrei para diferenciar isso é simples: se não há um bloco de tempo dedicado à tarefa na sua agenda, não é procrastinação. É apenas uma escolha de não priorizar.

Mas, se você reservou um horário, digamos, para ir à academia entre 18h e 19h, e decide não ir, isso é procrastinação real.

Entender essa distinção nos impede de nos culpar desnecessariamente.


Erro 2: Bater em Si Mesmo Pela Procrastinação

E por falar em se culpar desnecessariamente, este é o segundo erro: a tendência de nos chicotearmos pela procrastinação.

Mas o que é a procrastinação? Em sua essência, é um mecanismo evolutivo útil, onde tendemos a preferir ganhos de curto prazo em vez de benefícios de longo prazo.

Em tempos pré-históricos, focar na auto-realização que daria frutos em 10 anos não era útil se você pudesse ser devorado por um tigre a qualquer momento.

Nossos ancestrais precisavam otimizar o presente. Procrastinar, de certa forma, nos permitia conservar energia e recursos em coisas que poderiam não valer a pena.

Quando procrastinamos, muitos de nós pensam: “Eu sou uma pessoa ruim”.

Mas o que tenho percebido é que, ao procrastinar, não sou uma pessoa ruim; estou apenas agindo de acordo com a programação do meu passado evolutivo.

Podemos escolher exercer mais controle sobre isso criando sistemas, mas não precisamos nos flagelar.

Grande parte da luta contra a procrastinação vem dessa autocrítica excessiva.


Erro 3: Apertar o Botão “Esforce-se Mais”

Este é um clássico! O botão “esforce-se mais” é quando pensamos: “Eu sei que estou procrastinando e só preciso fazer isso.

Preciso me esforçar mais, ser mais disciplinado.” Colocamos a responsabilidade em nós mesmos de simplesmente ter mais força de vontade.

Seja escrevendo um relatório, estudando para uma prova ou fazendo um projeto, a resposta que damos a nós mesmos é sempre: “Só preciso sentar e fazer”.

Mas, na prática, essa abordagem não funciona a longo prazo. É como lutar contra nossa própria psicologia humana.

Se sua única solução para um problema é “tentar mais”, essa não é uma forma sustentável de ser produtivo.

A verdadeira solução não está em se esforçar mais, mas em pensar em termos de sistemas.


Erro 4: Nos Tratar Como Humanos (e Não Como Sistemas)

Pode parecer estranho, mas é um erro nos tratarmos apenas como “pessoas” quando o assunto é superar a procrastinação.

Deveríamos, na verdade, pensar em nós mesmos como sistemas.

Quando nos vemos como “humanos”, assumimos que podemos simplesmente aplicar mais esforço, mais tempo, ser mais disciplinados.

Colocamos uma expectativa irreal de que faremos mais por pura vontade.

Se, em vez disso, pensamos em nós mesmos como máquinas ou sistemas, a perspectiva muda.

Você não pode simplesmente fazer um computador funcionar o dobro da velocidade sem mudar algo em seu código ou no sistema em que ele opera.

Então, quando estou procrastinando, por exemplo, na academia, a abordagem correta não é “só preciso ir”.

É: “Que sistema posso projetar para tornar mais provável que eu vá?”

Eu não sou um humano que pode simplesmente aplicar mais esforço; sou um sistema que, se a “programação” mudar, pode realizar a tarefa.

Exemplos de sistemas para a academia:

  • Encontrar uma academia mais perto de casa.
  • Escolher uma academia onde eu realmente goste de ir.
  • Contratar um personal trainer.
  • Ter um amigo de treino (um parceiro de responsabilidade).
  • Usar um aplicativo para registrar meus treinos e compartilhar com alguém.
  • Ter um plano de treino claro.

Esses são todos sistemas que ajudam a reduzir a procrastinação.

Eu nunca penso “só preciso me esforçar mais e ir à academia”, porque sei que isso não é sustentável para fazer algo que sei que quero fazer e para o qual já reservei tempo.

A moral da história: pense em si mesmo como um sistema, não apenas como um humano.

Projete um sistema que torne muito mais fácil fazer o que precisa ser feito, em vez de depender apenas da força de vontade.


Erro 5: Empurrar a Pedra Morro Acima

Este é o último erro e um em que eu caio muito: tentar fazer algo que, fundamentalmente, não queremos fazer.

Se uma tarefa não nos energiza, não é divertida, interessante ou significativa, é como empurrar uma pedra morro acima.

É incrivelmente fácil procrastinar coisas que achamos chatas, desmotivadoras, exaustivas ou sem sentido.

O erro é acreditar que essas tarefas são “chatas por padrão” e que “não há nada que eu possa fazer além de me forçar a fazê-las”.

Empurrar a pedra morro acima pode funcionar algumas vezes, mas não é uma fonte sustentável de motivação ou produtividade.

A vida não precisa ser uma eterna batalha contra o tédio.

A solução que encontrei é dupla:

  1. Pense em sistemas (como discutimos no Erro 4).

  2. Pergunte-se: Como posso tornar essa tarefa mais energizante? O que posso ajustar na minha abordagem ou na própria tarefa para que ela regenere minha energia em vez de drená-la? Como posso torná-la mais agradável?

Pode ser através de um desafio pessoal, incorporando elementos de jogo à tarefa ou simplesmente encontrando um novo ângulo que a torne interessante.

Não se contente em fazer o que é chato; descubra como transformá-lo.


Espero que essas reflexões sobre os erros comuns da procrastinação e suas soluções o ajudem a encarar suas tarefas de uma nova forma.

Lembre-se, o caminho para uma maior produtividade e bem-estar começa com o autoconhecimento e a criação de estratégias inteligentes. Até a próxima!

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