Você se pega constantemente checando o celular, navegando por grupos de WhatsApp, mesmo quando há tarefas mais importantes te esperando?
Usa seu horário de trabalho ou estudo para resolver assuntos pessoais, acorda cedo para se dedicar, mas quando chega ao local, percebe que não se planejou para nada, transformando seu dia no mais improdutivo possível?
Se você não é proativo, espera ordens para agir, acredita que o único objetivo nos estudos é tirar nota alta e na primeira dificuldade desiste, paralisado, sem saber o que fazer…
O que você realmente espera conquistar com essas atitudes?
Você Está No Controle, Mesmo Sem Saber
A reflexão de hoje é sobre como, na maioria das vezes, somos nós mesmos que escolhemos o rumo da nossa vida.
Pense por um instante: visualize o tipo de pessoa que acabamos de descrever – só não pode ser você. Lembre-se de um amigo ou colega que se encaixa nesse perfil.
Agora, imagine que você é o dono de uma grande empresa e precisa de alguém para um cargo executivo crucial.
Você, em algum momento, consideraria contratar essa pessoa? Provavelmente não, certo?
Então, por que você tem permitido que essas atitudes dominem sua própria vida?
Talvez você não tenha pensado em uma resposta para isso ainda, mas existem algumas possíveis explicações para esses comportamentos que podemos chamar de autodestrutivos.
1. A Crença de Não Merecer
A primeira delas é a crença de não merecer. Psicólogos e cientistas sugerem que existe algo em nós que nos faz sentir indignos de tudo de bom que acontece.
Talvez você tenha nascido em uma família com boas condições financeiras e sinta que não merece tal privilégio, ou talvez seja um homem bonito e acredite ser injusto com os outros.
A partir do momento em que acreditamos não merecer algo, começamos a nos sabotar.
Afinal, não assumir o controle da própria vida é, talvez, a maior forma de autossabotagem.
2. A Dependência Que Não Acaba
A segunda explicação remonta à infância e adolescência. Desde o nascimento até, digamos, os 15, 20 ou até 30 anos, vivemos sob a tutela de nossos pais (ou responsáveis).
Eles decidem o que comemos, quanto gastamos, o que fazemos na maior parte do tempo e como devemos nos comportar.
Depois de tanto tempo fazendo o que os outros querem – e não o que nós queremos – torna-se difícil sair desse hábito, dessa mentalidade.
Ninguém nos diz, de repente, que a vida agora é totalmente nossa responsabilidade e que precisamos nos virar para conseguir o que queremos.
Assim, ficamos eternamente esperando que alguém faça algo por nós.
Esse “alguém” pode ser nossos pais, nosso cônjuge, o governo, ou até mesmo os jogos da loteria.
Se você se identifica com esse grupo, nosso pedido é: saia dessa situação o mais rápido possível!
3. Procrastinação como Alívio do Estresse
Há uma terceira explicação que diz que a procrastinação é, na verdade, uma forma que o cérebro encontra para aliviar o estresse.
Isso faz total sentido. A pergunta é: o que anda te estressando?
Podem ser finanças, relacionamentos, seu próprio trabalho ou qualquer outra coisa.
Aquela “nuvem negra” que ronda sua cabeça incessantemente pode ser a saúde de um familiar ou as dificuldades de um amigo próximo.
Você já está estressado com tudo isso, e quando chega ao trabalho ou precisa estudar, percebe que precisa usar toda a sua força cerebral.
Mas o cérebro não aguenta a carga. É nesse momento que você pega o celular para ver as coisas mais inúteis que encontra.
Passam-se duas horas e nada foi feito.
Pensando assim, é incrível a semelhança entre procrastinar e outras coisas, como a luta pelo emagrecimento.
A pessoa se alimenta bem, mas perde o foco e come um doce.
Depois disso, pensa que tudo está arruinado e não come apenas um, mas dez, o que de fato destrói a dieta.
Com a procrastinação, é o mesmo. Assim como um homem em dieta que come um doce, a diferença é pegar apenas um doce e não o pote inteiro.
Assuma o Controle: 3 Passos para Uma Vida Mais Produtiva
Não estamos aqui apenas para apontar problemas, mas para oferecer soluções.
Aqui estão três passos para você expandir o controle sobre si mesmo e permitir-se viver uma vida mais equilibrada e com potencial muito maior:
1. Perdoe-se
Você não é um robô que trabalha 24 horas por dia, 7 dias por semana.
No primeiro momento em que se vir fora de foco, tenha total percepção disso.
Identifique o estresse que o levou a esse comportamento autodestrutivo e se perdoe.
Aconteceu: você pegou o celular em vez de fazer o que era importante.
Permita-se errar e, em seguida, volte ao foco novamente.
2. Identifique o Hábito Ruim
Perceba que o que você faz é, na verdade, um hábito ruim.
Você tem um momento de estresse e a primeira coisa que seu cérebro pensa é: “Não vou conseguir, estou muito atarefado. Deixa eu pegar meu celular aqui”.
E então surge esse hábito ruim, que lhe dá como recompensa fotos de gatos, piadinhas ou qualquer outra distração nos grupos de WhatsApp.
3. Transforme o Gatilho em um Hábito Positivo
Agora, pegue esse hábito ruim e use-o como mola propulsora para um hábito bom.
A partir de hoje, pelos próximos 30 dias, faça um pacto consigo mesmo:
em todo momento em que você se pegar procrastinando, decida parar e trabalhar por 5 minutos na coisa mais importante para você, com foco total.
Seu objetivo é ter 100% de concentração durante esses apenas 5 minutos.
Isso mesmo, só isso!
O objetivo desses três passos é transformar o gatilho de um hábito ruim em um hábito bom.
Você já deve saber que a esmagadora maioria das pessoas que começam a fazer algo importante por 5 minutos acabam fazendo por muito mais tempo.
Lembre-se sempre: você pode e deve ter total controle sobre sua vida.
Comece hoje a construir a produtividade e a vida que você merece.


