MacBook Air M1 (2020): Análise Completa do Notebook Quase Perfeito para o Dia a Dia

Tempo de leitura: 9 min

Escrito por Tiago Mattos
em março 20, 2025

MacBook Air M1 (2020): Análise Completa do Notebook Quase Perfeito para o Dia a Dia

MacBook Air M1 (2020): O Notebook Quase Perfeito para o Dia a Dia

O lançamento do novo MacBook Air de 2020 com o chip M1 da Apple gerou um burburinho considerável no mundo da tecnologia. Para quem busca um notebook de entrada, mas com performance de ponta, a busca pode ter chegado ao fim. Este modelo se aproxima do que muitos consideram a perfeição para sua categoria.

A versão anterior, do início de 2020, já era um excelente notebook, quase ideal. Muitos recomendavam o MacBook Air para quem procurava um Mac acessível.

No entanto, aquele modelo sofria com problemas de desempenho térmico, ruído excessivo da ventoinha e superaquecimento. A boa notícia? A versão com M1 não apresenta nenhum desses problemas.

Este laptop é simplesmente fantástico e, a seguir, detalharemos por que ele é uma escolha tão inteligente para quem busca um MacBook com preço razoável. Se a ideia é investir cerca de mil dólares em um notebook (ou 900, com o desconto estudantil), este é o modelo a ser considerado.

O Poder do Processador Apple M1

A grande novidade reside no processador. A Apple, que antes utilizava chips da Intel, agora migrou alguns de seus laptops – incluindo o MacBook Air, MacBook Pro e Mac mini – para seu próprio chip, o Apple Silicon M1.

Isso significa que o processador é semelhante aos encontrados em iPhones e iPads: extremamente rápido e otimizado de forma excepcional para o hardware da Apple.

Com a empresa controlando o software, o hardware e agora o processador, o nível de desempenho alcançado é impressionante. O resultado é uma experiência “sempre ligada”, onde o aparelho é ativado instantaneamente ao ser aberto, assim como um iPhone.

Desempenho em Números

Ao contrário de outros fabricantes, a Apple não foca tanto em especificações de velocidade de clock. A integração de hardware e software é tão eficiente que os números brutos são menos relevantes.

No passado, com os chips Intel, falava-se de Core i9 de 3.2 GHz com oito núcleos, etc. Agora, é simplesmente o processador M1.

Mas para aqueles que se importam com os números, os benchmarks do Geekbench revelam o verdadeiro poder. No desempenho single-core, os modelos M1 do MacBook Pro, Mac mini e MacBook Air estão muito à frente de tudo o mais.

Até mesmo o iMac de meados de 2020 com um Intel Core i9 de 3.6 GHz e 10 núcleos é cerca de 25% mais lento que estes novos chips M1 presentes no MacBook Air de 900 dólares (para estudantes).

Para um estudante, esse nível de desempenho é insano. Para um usuário comum, ou até mesmo um profissional, é altamente improvável encontrar problemas de desempenho devido à velocidade desses processadores.

No desempenho multi-core, a situação é igualmente impressionante. Enquanto há Mac Pros de ponta que custam dezenas de milhares de dólares, o Mac mini com M1 e os processadores M1 em geral alcançam pontuações na faixa de 7200 a 7400.

Este laptop, com um custo muito inferior, supera em desempenho multi-core até mesmo o MacBook Pro de 16 polegadas com processadores Intel i9 de oito núcleos lançado no ano anterior – um verdadeiro monstro de máquina.

Comparado a modelos de MacBook Pro mais antigos, como o de 15 polegadas de 2018, a diferença é ainda maior, mostrando que o M1 oferece uma performance robusta por um preço incrivelmente acessível.

Gestão Térmica Excepcional

Uma característica notável do MacBook Air com M1 é a ausência de ventoinha. O modelo anterior, do início de 2020, que já era bastante elogiado, tinha sérios problemas de superaquecimento e ruído quando submetido a tarefas mais exigentes.

Com a ventoinha em ação, o aparelho ficava muito quente, especialmente se usado no colo.

Com o chip M1, essas preocupações desaparecem. O novo MacBook Air não tem ventoinha e nem precisa dela, tamanha a eficiência do processador.

Mesmo com cerca de 20 abas abertas no Chrome, Slack, Spotify e uma chamada de Zoom, o aparelho não chega perto de esquentar. Essa eficiência é um dos seus maiores trunfos.

O único cenário onde isso poderia ser um problema é para quem utiliza aplicativos extremamente intensivos por longos períodos.

Nesses casos, o MacBook Pro (com ventoinha) poderia ser uma opção melhor, pois teoricamente teria menos “thermal throttling” (redução de desempenho para controlar a temperatura) em picos de uso.

No entanto, para a vasta maioria dos usuários, o MacBook Air oferece o desempenho térmico perfeito.

Compatibilidade de Aplicativos

A transição para os processadores M1 levanta a questão da compatibilidade. Como a Apple projetou seus próprios chips, os programas que antes rodavam em Macs eram otimizados para a arquitetura x86 da Intel.

Agora, muitos aplicativos – incluindo todos os desenvolvidos pela Apple (Safari, Final Cut, Fotos, Mensagens, etc.) – já foram otimizados para o novo chip M1.

Para softwares de terceiros, a situação está melhorando rapidamente. Muitos produtos da suíte Adobe, por exemplo, ainda não estão totalmente otimizados, mas as atualizações estão a caminho (uma versão otimizada do Photoshop está prevista para o início do próximo ano).

No entanto, mesmo as versões não otimizadas do Premiere Pro e Photoshop funcionam perfeitamente bem, segundo relatos de outros analistas.

A preocupação com a compatibilidade só seria relevante para quem utiliza um aplicativo muito específico e de nicho em seu fluxo de trabalho.

Antes de adquirir um desses modelos M1, é recomendável pesquisar se seus aplicativos essenciais já foram atualizados e são compatíveis com o novo chip. Para 99% das pessoas, essa questão não será um problema.

Design e Peso

O design do MacBook Air M1 continua o mesmo, com seu formato em cunha já conhecido e apreciado. É leve e elegante.

Pesando apenas 1.262 gramas (ou 1.2 kg), é surpreendentemente mais leve e, para estudantes, até mais barato do que um iPad Pro de 12,9 polegadas com Magic Keyboard, que chega a pesar 1.366 gramas.

A única ressalva no design talvez sejam as bordas da tela, que poderiam ser mais finas para um visual mais moderno, semelhante a alguns laptops Windows atuais. No entanto, a base do design permanece excelente.

Teclado Impecável

O teclado é outro ponto alto, sendo exatamente o mesmo da versão anterior e já considerado um dos melhores. Com teclas com bom curso e uma resposta tátil agradável, ele proporciona uma experiência de digitação excelente.

A presença da tecla Escape física é um alívio para muitos, especialmente em contraste com a Touch Bar presente em alguns modelos MacBook Pro.

Há também o botão Touch ID para login e segurança, além das teclas de função na parte superior para controle de brilho e multimídia. É um teclado fantástico, sem reclamações.

Bateria de Longa Duração

A autonomia da bateria é uma das áreas onde o MacBook Air M1 realmente se destaca. A Apple anuncia de 15 a 17 horas de reprodução de vídeo ou navegação na web para o MacBook Air, com mais duas horas no MacBook Pro (que tem uma bateria ligeiramente maior).

Isso representa um aumento de pelo menos 50% em relação às gerações anteriores.

O impressionante é que o tamanho físico da bateria não mudou, mas o chip M1 é incrivelmente eficiente no uso da energia.

Essa melhoria significa uma liberdade enorme, eliminando a necessidade de carregar o carregador para todo lugar. É um ganho significativo na qualidade de vida do usuário.

Para quem planeja manter o laptop por muitos anos, como cinco ou oito anos, e sabe que a bateria tende a degradar com o tempo, o MacBook Pro pode ser uma alternativa interessante, pois oferece um pouco mais de autonomia por um custo adicional.

Trackpad e Tela

O trackpad, como de costume nos Macs, é o melhor da categoria. Poucas mudanças foram feitas desde 2011/2012, além da adição do Force Touch e feedback háptico, mas não era preciso mudar muito: é um trackpad perfeito, insuperável.

A tela é a mesma das versões recentes: um display Retina de alta definição (2560 x 1600 pixels) com 400 nits de brilho. É uma tela excelente para a maioria das pessoas na maioria das situações.

O MacBook Pro, com 500 nits, é 25% mais brilhante. Para quem trabalha em ambientes muito iluminados, como ao ar livre em um dia ensolarado, o brilho extra do MacBook Pro pode fazer a diferença.

Portas e Conectividade

O MacBook Air M1 possui duas portas USB 3.4 Thunderbolt e uma entrada para fone de ouvido. Duas portas são suficientes para a maioria dos usuários, especialmente considerando a melhoria da bateria.

Usuários profissionais com muitos periféricos, no entanto, podem sentir falta de mais portas. Como são portas USB-C Thunderbolt, adaptadores (“dongles”) serão necessários para dispositivos USB-A mais antigos.

Microfone e Câmera

O microfone do MacBook Air oferece recursos padrão de boa qualidade. A câmera, no entanto, permanece uma Facetime HD de 720p, que historicamente não é das mais impressionantes.

A novidade é que, com o chip M1, o Neural Engine do processador aprimora a imagem em tempo real, similar ao que acontece nos iPhones e iPads. Isso significa que, em chamadas de vídeo (FaceTime, Zoom), a imagem será sutilmente melhorada por software, não por uma mudança no hardware da câmera em si.

Configuração e Preço

O modelo base do MacBook Air M1 custa cerca de 999 dólares (com desconto de 100 dólares para estudantes). Para a maioria das pessoas, essa configuração base é perfeitamente adequada, com 256 GB de SSD e 8 GB de RAM.

Para profissionais que executam muitos aplicativos multi-core e precisam de mais RAM, a atualização para 16 GB pode ser vantajosa.

No entanto, se o trabalho exige o máximo de performance, talvez seja melhor aguardar pelos próximos MacBook Pros de 14 e 16 polegadas, que devem oferecer um desempenho ainda superior no início do próximo ano.

Para estudantes com orçamento limitado, o modelo mais básico do MacBook Air é mais do que suficiente.

Para quem trabalha com arquivos de vídeo 4K muito grandes, a atualização do SSD para 1 TB ou 2 TB pode ser necessária, mas esses são casos de uso mais profissionais que talvez se beneficiem de outras máquinas.

Em resumo, a configuração mais recomendada para a maioria é a mais acessível.

A decisão de aumentar a RAM de 8 GB para 16 GB é debatida; muitos argumentam que para a maioria dos usuários, e especialmente para estudantes, a diferença não será perceptível no dia a dia.

Contudo, se o orçamento permitir e a intenção for manter o laptop por muitos anos, 16 GB oferecem uma maior longevidade.

Vale a Pena Comprar o MacBook Air M1 (2020)?

Se o orçamento para um laptop gira em torno de mil dólares, é difícil encontrar algo melhor que o MacBook Air M1. Ele oferece um pacote quase perfeito de desempenho, autonomia de bateria e experiência de uso.

No entanto, se a intenção é manter o laptop por um período muito longo e o investimento adicional de 300 ou 400 dólares for viável, vale a pena considerar o MacBook Pro, que oferece um pouco mais de bateria e, em alguns cenários, um respiro térmico extra para cargas de trabalho extremamente pesadas.

Você vai gostar também: