Como Investir em Ações: 6 Princípios Essenciais para Alta Rentabilidade e Baixo Risco

Tempo de leitura: 4 min

Escrito por Tiago Mattos
em abril 5, 2025

Como Investir em Ações: 6 Princípios Essenciais para Alta Rentabilidade e Baixo Risco

Como Investir em Ações: 6 Princípios Essenciais para Alta Rentabilidade e Baixo Risco

Alcançar uma boa rentabilidade com baixo risco é o desejo de todo investidor. Para o mercado de ações, isso é não apenas possível, mas comprovado por décadas de estudos. A chave reside em seguir princípios sólidos, muitos deles detalhados em obras clássicas sobre o tema.

Com base em análises históricas, comprar e manter uma carteira de ações diversificadas no longo prazo emerge como uma das estratégias mais rentáveis em comparação com outros modos de investimento. E, o que é ainda mais notável, estudos mostram que, em horizontes superiores a dez anos, o investimento em ações pode se tornar o mais seguro.

A seguir, apresentamos seis princípios fundamentais para você construir investimentos bem-sucedidos em ações, todos embasados em pesquisas para otimizar suas metas.

1. Mantenha Expectativas Realistas

Um dos pilares do sucesso em investimentos é a clareza sobre o que esperar. Historicamente, uma carteira de ações no Brasil tem oferecido um retorno anual de cerca de 8% acima da inflação. Embora em certos anos os ganhos possam ser bem maiores e em outros, menores, no longo prazo, a média tende a se estabilizar perto desse patamar.

Tentar ganhos muito acima dessa média histórica geralmente implica assumir riscos excessivos, o que pode comprometer seriamente seus objetivos de longo prazo. Lembre-se: é justamente quando você mais precisar dos retornos que a estabilidade se torna crucial.

Os retornos das ações são significativamente mais estáveis no longo prazo do que no curto.

Como disse Benjamin Graham, “No curto prazo, o mercado é uma máquina de votação; no longo prazo, é uma balança”.

Se você investe por dias, semanas ou meses, as ações podem flutuar drasticamente, o que assusta muitos.

Contudo, em um horizonte de investimento de longo prazo (maior que 10 anos), investir em ações não só se mostra a opção mais rentável, mas também a menos arriscada. Com o tempo, essa modalidade pode se tornar menos arriscada até mesmo que a renda fixa, o que é absolutamente notável.

2. Invista em Fundos de Índice (ETFs)

Embora haja um debate sobre a preferência entre investir diretamente em empresas ou em veículos mais abstratos, alocar uma parte do seu patrimônio em fundos de índice (ETFs) é um princípio de diversificação e segurança inegável.

Existem diversos fundos de índice no Brasil com custos de administração baixos, capazes de entregar retornos que, por vezes, superam até mesmo o Ibovespa. Essa estratégia oferece uma exposição ampla ao mercado com um risco diluído.

3. Diversifique com Ações Internacionais

A diversificação não deve se limitar ao mercado doméstico. Ter ações estrangeiras é cada vez mais imprescindível na economia globalizada atual.

As empresas, em sua maioria, possuem participação e atuação em diversas partes do mundo. Incluir ações internacionais em sua carteira não só amplia sua exposição a diferentes mercados e moedas, mas também dilui riscos específicos de um único país.

4. Prefira Ações de Valor

Historicamente, ações de valor (value stocks) têm apresentado retornos superiores e menor risco em comparação com as ações de crescimento (growth stocks).

Mas qual a diferença? Ações de valor são empresas com fundamentos mais sólidos, negociadas a um preço sobre lucro (PL) menor.

Isso significa que, por exemplo, se uma empresa lucra um milhão de reais por ano e seu PL é de 15, ela está sendo negociada a 15 milhões de reais.

Em outras palavras, o PL indica o número de anos que a empresa precisaria lucrar para que o seu investimento inicial fosse ‘retornado’ pelos lucros.

Já as ações de crescimento são aquelas com alta perspectiva de expansão futura, e por causa disso, seu PL tende a ser maior.

O princípio aqui é direcionar seus investimentos para empresas de valor, pois, conforme os estudos, elas consistentemente entregam melhores resultados no longo prazo.

5. Estabeleça Regras Firmes e Controle a Emoção

Este é, talvez, o princípio mais crucial e, paradoxalmente, o mais desafiador de ser seguido: estabeleça regras firmes para sua carteira e mantenha-se fiel a elas, especialmente quando as emoções ameaçarem tomar conta.

Durante crises, quando os preços das ações despencam, as notícias são negativas, as empresas parecem estar em apuros e tudo indica um cenário catastrófico, somos tentados a vender nossos investimentos. No entanto, o oposto é geralmente a melhor opção.

Da mesma forma, em tempos de euforia, quando os mercados atingem picos, os lucros são recordes e o otimismo é generalizado, é difícil resistir à tentação de comprar excessivamente, mesmo quando a prudência sugeriria o contrário.

Este princípio destaca que, no investimento – assim como em muitas outras áreas da vida –, a inteligência emocional é frequentemente mais importante que a inteligência racional. Saber controlar o impulso de agir com base no medo ou na ganância é o que diferencia o investidor de sucesso.

Estes são os seis princípios que podem guiar você a investir seu dinheiro com sabedoria, buscando não apenas alta rentabilidade, mas também minimizando riscos ao longo do tempo. Com disciplina e uma visão de longo prazo, você estará no caminho certo para construir um patrimônio sólido.

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