Bitcoin: Desvendando Mitos e Entendendo Suas Funções Essenciais nas Finanças

Tempo de leitura: 16 min

Escrito por Tiago Mattos
em junho 8, 2025

Bitcoin: Desvendando Mitos e Entendendo Suas Funções Essenciais nas Finanças

Bitcoin: Desvendando Mitos e Entendendo Suas Funções Essenciais

O Bitcoin tem sido alvo de diversas críticas, muitas delas sem fundamento técnico sólido. As objeções mais comuns apontam para sua volatilidade de preço, sugerindo que isso o tornaria inviável para a compra de produtos e serviços, dificultando a precificação.

Outra crítica antiga, e igualmente equivocada, é a suposta demora para a confirmação de transações, impossibilitando até mesmo a compra de um simples café.

Neste artigo, vamos desmistificar esses argumentos e, mais importante, explorar o principal atributo de um meio de pagamento: a confiança.

A Confiança como Pilar Fundamental

A confiança em um meio de pagamento se constrói com o tempo. No caso específico do Bitcoin, porém, há uma distinção crucial: não é preciso confiar em uma entidade específica.

Pode-se simplesmente verificar todas as transações publicamente. Sem uma entidade central, não há uma figura em quem confiar cegamente.

Para que algo sirva como meio de pagamento — seja o Bitcoin, o dólar ou o ouro — ele deve passar por estágios de maturação até que a sociedade possa confiar em seu uso para trocas.

É por isso que muitos apressados o desqualificam, afirmando que “fracassou por isso ou por aquilo”. Lembre-se: o Bitcoin foi criado em 2008 e ainda está em seu processo de amadurecimento.

Bitcoin: Em Plena Fase de Descoberta de Preço

Apesar de ser um projeto promissor com um futuro adiante, o momento presente já oferece muitas oportunidades para quem sabe aproveitá-las.

O preço do Bitcoin ainda oscila consideravelmente porque isso é um comportamento natural da fase de descoberta de preço (price discovery). Indivíduos ao redor do mundo ainda estão chegando a um consenso sobre qual preço consideram adequado para ele.

Alguns entusiastas, por exemplo, preferem receber pagamentos em Bitcoin pelos produtos ou serviços que oferecem. É o caso de um comerciante que, inclusive, dá um desconto cumulativo para quem paga utilizando a criptomoeda.

Há também aqueles que, apesar de aceitá-lo como forma de pagamento, convertem o Bitcoin para uma moeda fiduciária local, como o real ou o euro. E, claro, existem os indivíduos que ainda não o aceitam.

Essa situação não é exclusiva do Bitcoin. Meios de pagamento tradicionais também levaram tempo para serem aceitos e passaram por períodos de grande oscilação, precisando ser comparados e convertidos para que as pessoas compreendessem seu valor.

O caminho comum de evolução histórica dos meios de pagamento é começar como itens colecionáveis, depois se consolidar como reserva de valor, até se tornarem um meio de troca e, por fim, poucos chegam ao estágio de unidade de conta.

Assim, quem afirma que o Bitcoin falhou como meio de troca apenas olhando para o agora desconsidera todo o futuro de um ativo que, em termos históricos, acabou de nascer.

As Três Funções Essenciais de um Meio de Pagamento

Um meio de troca é uma função importante, mas não a única. Quem desqualifica o Bitcoin como dinheiro apenas por sua função de meio de troca para adquirir produtos ou serviços está ignorando que um meio de pagamento possui três funções básicas:

  1. Meio de Troca
  2. Reserva de Valor
  3. Unidade de Conta

Vamos entender em detalhes como o Bitcoin atende a cada uma dessas finalidades.

1. Meio de Troca: Do Escambo à Eficiência Digital

Um meio de pagamento funciona como meio de troca quando é amplamente aceito para pagamento de bens e serviços. A teoria convencional sobre a origem do dinheiro afirma que ele surgiu para facilitar o comércio de bens.

Antes, imaginava-se o escambo, onde um produto era trocado por outro, eliminando a necessidade da “dupla coincidência de desejos”. No sistema de escambo, um indivíduo com porcos que queria sal precisava encontrar alguém que tivesse sal e quisesse porcos em troca – um sistema altamente ineficiente.

Quando uma sociedade aceita um bem como meio de troca universal, a eficiência das trocas aumenta.

Hoje, como os países fazem para que a população concorde em usar um meio de pagamento? A moeda do governo é usada por todos dentro daquele país como meio de troca, mesmo que seja fraca ou desvalorizada.

Essa aceitação geral acontece por força de lei; cada país tem uma lei que obriga a aceitação da moeda nacional como meio de pagamento e, quase sempre, proíbe ou não reconhece outras moedas estrangeiras. Isso evita a concorrência da moeda local com outras, talvez mais fortes.

Uma maneira simples de o Bitcoin aumentar seu uso como meio de troca seria se o governo baixasse uma lei obrigando a todos a utilizá-lo e aceitá-lo. Foi o que El Salvador fez, por exemplo, em 2021, determinando que o Bitcoin deveria ser aceito como meio de troca.

No entanto, este não é um caminho natural, e talvez seja até desnecessário. A tendência é que o Bitcoin seja cada vez mais aceito como meio de troca nos próximos anos.

Aqueles que limitam o foco apenas à função de meio de troca podem cometer erros de julgamento. Um caso clássico foi a disputa entre 2017 e 2018, com discussões sobre o tamanho dos blocos – um episódio conhecido como a “guerra dos tamanhos de bloco” (Block Size Wars).

Basicamente, quem argumentava que o Bitcoin deveria ter mais transações, e mais rápidas, achava que era preciso aumentar o tamanho dos blocos de transações na rede.

Com blocos maiores, caberia mais informação e mais transações, permitindo que o Bitcoin fosse usado para pagar um café de forma rápida e barata.

Entretanto, a maioria dos desenvolvedores e participantes da rede Bitcoin discordou dessa solução. O problema de aumentar o tamanho dos blocos é que isso centralizaria o Bitcoin, pois apenas computadores muito poderosos, com altíssima velocidade de conexão, poderiam participar.

Uma vantagem da rede Bitcoin hoje é sua leveza, que permite que qualquer indivíduo em casa, mesmo com um computador antigo, rode um nó.

Atualmente, a rede Bitcoin conseguiu implementar soluções para pagar um cafezinho de maneira instantânea e com custo próximo de zero, como, por exemplo, o aumento exponencial de eficiência nas transações que se pode ver na Lightning Network, uma solução de camada 2.

O importante é entender que o caminho vitorioso foi o de manter uma rede leve e descentralizada, e ao mesmo tempo oferecer uma solução como meio de troca.

Existe um problema de praticidade: às vezes, ao comprar algo em Bitcoin, o preço pode ser, por exemplo, 0,00002424 BTC.

Como um Bitcoin tem um preço unitário considerado caro para a maioria, pode-se simplesmente parar de falar o preço em Bitcoin e usar “satoshis” (ou “sats”). Um satoshi é simplesmente 0,00000001 BTC. Usar sats pode ser mais fácil.

Ainda assim, existem alguns desafios para o Bitcoin operar plenamente como meio de troca. Alguns são técnicos, outros de usabilidade, educação e conscientização do público.

Há também desafios jurídicos, pois, em alguns locais, o uso de Bitcoin para compra e venda de produtos e serviços pode ser um evento tributável.

Os fundamentos estão bem encaminhados, e apesar de todos os desafios estarem sendo enfrentados, vale a pena lembrar que a função de meio de troca não é a única função.

2. Reserva de Valor: Protegendo Seu Poder de Compra

A função do Bitcoin como reserva de valor pode ser até superior à das moedas estatais.

Uma reserva de valor é a capacidade que um ativo tem de preservar um certo poder de compra com o passar do tempo. Se um indivíduo guardou uma nota de cem dólares debaixo da cama por mais de 20 anos, ainda pode usar essa nota para pagar por produtos e serviços.

Apesar disso, por causa da inflação, o papel-moeda não é a melhor forma de preservar o poder de compra. Ações, títulos públicos, imóveis, metais preciosos e outros ativos também desempenham a função de reserva de valor e têm a vantagem de que o poder de compra não é tão reduzido pela inflação como acontece com dinheiro vivo ou guardado na poupança.

Pelo contrário, o que acontece com alguns ativos é a chamada inflação de ativos. Basicamente, quando economistas aparecem na televisão afirmando que “está tudo bem” e focam na inflação medida por uma cesta de produtos de consumo (o Índice Geral de Preços ao Consumidor), esquecem de uma forma diferente de inflação, que não é medida: a inflação de ativos.

Por causa dos efeitos Cantillon, quando há um aumento na quantidade de dinheiro, os preços aumentam dependendo de como os novos detentores de dinheiro decidem gastá-lo.

Quando o governo imprime mais dinheiro, os primeiros que ganham acesso a esse dinheiro tendem a adquirir imóveis em boas localizações ou ativos financeiros como ações.

É por isso que o preço de casas bem localizadas, de boas ações e de ativos como bons imóveis, ações e o próprio Bitcoin, tende a aumentar por causa da inflação de ativos.

É também por isso que é comum dizer que, quando o governo imprime mais dinheiro, o rico fica mais rico e o menos favorecido fica mais pobre.

Ao usar a palavra “governo” de forma ampla, é como se ele decidisse o que é relevante para o cálculo da inflação.

Ele calcula o aumento do preço do pão, da manteiga, do sabonete e da gasolina, faz uma média proporcional e informa essa taxa como “inflação”. Mas ele não calcula o aumento do preço dos imóveis ou das ações.

Como se o cidadão não tivesse o direito de sonhar em um dia comprar um imóvel bem localizado ou de ser financeiramente independente através de investimentos em empresas que crescem e pagam dividendos.

É absurdo. Quando a televisão anuncia a taxa de inflação, eles querem que o indivíduo se limite a comprar comida e alguns produtos básicos no supermercado, mas ninguém leva em conta o direito de sonhar com um bom imóvel ou bons investimentos.

Esses objetivos se tornam cada vez mais difíceis de serem alcançados por causa da inflação de ativos.

Compare com algumas décadas atrás e verá que está cada vez mais difícil realizar o sonho de alcançar a liberdade financeira para um indivíduo de baixa renda.

Para os jovens da atual geração, pode ser que muitos nunca consigam comprar a casa própria sem ajuda dos pais.

Se olharmos para gerações anteriores, casais com cerca de 40 anos conseguiam comprar a casa própria. O motivo é que o preço dos bons imóveis subiu devido à inflação de ativos.

Quando se observa o preço de ações subindo sem parar, não significa que está acontecendo uma mega prosperidade e que as empresas estão cada vez melhores do que há anos atrás; significa apenas que ocorreu inflação de ativos.

Muitos tiveram acesso a dinheiro barato; o governo imprimiu e distribuiu grandes quantias para compra de ativos. Isso encarece o preço das ações e torna mais difícil para um indivíduo comum ter acesso a esses ativos financeiros.

Talvez, há alguns anos, um indivíduo pudesse dedicar parte do seu salário para adquirir uma boa quantidade de ações de empresas sólidas, mas hoje em dia isso se torna inviável.

Feita toda essa explicação, podemos voltar à função de reserva de valor e entender como a reserva de valor do Bitcoin pode ser considerada até mesmo superior às moedas estatais.

Por quê? A escassez programada. Uma quantidade máxima é impossível de ser inflacionada pela criação de mais Bitcoins do que o já programado.

Não existe uma autoridade central, não existe lei que possa gerar uma “gambiarra” nisso. Isso está programado no software do Bitcoin desde sua criação.

A oferta total de Bitcoin é imune a processos inflacionários; é fisicamente impossível criar mais Bitcoins do que o estabelecido.

Lembre-se: o preço de um bem é definido pela oferta e também pela demanda. Portanto, é muito importante entender qual é a demanda.

Enquanto a demanda se mantiver ou aumentar ao longo dos próximos anos, o preço do Bitcoin tende a subir ou, no mínimo, manter seu poder de compra, pois sua oferta é limitada a um número máximo.

Feitos todos esses esclarecimentos, deve-se levar em conta que existem muitos especuladores que fazem trade de Bitcoin, e por causa disso o preço oscila muito.

Por isso, é importante ter clareza sobre o horizonte de tempo que se deseja utilizar para essa função de reserva de valor. Para um horizonte de tempo curto, o risco é muito maior, pois pode ser necessário usar essa reserva justamente no momento em que o Bitcoin entrou em um processo de baixa de preços.

No entanto, para um longo horizonte de tempo, os gráficos históricos mostram uma tendência de que o Bitcoin seja uma boa reserva de valor, tão boa quanto o ouro, ou até melhor.

Hoje, muitos argumentam que o Bitcoin ainda está no estágio de reserva de valor.

Mas isso não significa que ele ficará para sempre nesse estágio e nunca evoluirá para também servir como meio de troca e, quem sabe um dia, como unidade de conta.

3. Unidade de Conta: O Parâmetro para o Valor

A unidade de conta é o bem utilizado como base para medir o preço de outros bens. Poucos meios de pagamento chegam a esse estágio.

A última função básica de um meio de pagamento é servir como unidade de conta. É o bem que utilizamos para medir o valor de outros bens, produtos e serviços.

Por exemplo, quando dizemos “um Bitcoin vale 60.000 dólares americanos”, estamos usando o dólar como uma unidade de conta, uma unidade de medida.

Quando um meio de pagamento é utilizado como unidade de conta, geralmente significa que é considerado relativamente forte e estável.

Por isso, em países com crise econômica e inflação muito alta, a população geralmente faz uma conversão de preços para dólar ou euro, ou outra moeda mais forte, em comparação com a moeda fraca daquele país.

Veja o caso do Brasil em 1990, com a inflação de 80% ao mês. Um cafezinho que custasse mil cruzeiros em fevereiro de 1990 podia custar 1.800 cruzeiros em março, e 3.200 cruzeiros em abril.

Imagine fazer contas, orçamento, pagamentos, tentar controlar suas finanças com preços que mais do que dobram a cada dois meses! Para tentar manter uma unidade de medida nesse tempo de crise, era preciso utilizar outra unidade de conta, como o dólar, para realmente conseguir entender o valor real dos preços dos produtos e serviços.

E isso não é coisa do passado. Hoje, em países como a Argentina, a moeda local não serve como reserva de valor nem como meio de troca para o dia a dia das pessoas, sendo o dólar americano usado como reserva de valor e unidade de conta.

Por toda essa explicação, observa-se que o Bitcoin ainda está longe de servir como unidade de conta. Não porque não seja um meio de pagamento forte, mas simplesmente porque seu preço oscila demais.

Assim, para muitos, ele não serve como parâmetro para entender melhor qual o valor dos produtos e serviços negociados em Bitcoin.

A maioria dos comerciantes que aceitam Bitcoin faz o seguinte: eles têm um preço definido em moeda local (fiduciária) e, quando alguém decide pagar em Bitcoin, eles fazem a conversão naquele momento.

Mas nada impede que as pessoas comecem a fixar preços primeiramente em Bitcoin, ou até em satoshis, e depois, se alguém quiser pagar em moeda governamental, o valor seja calculado para essa moeda.

A Jornada de Maturação do Bitcoin

O Bitcoin está dando seus primeiros passos como meio de troca, com um enorme potencial adiante. Ele tem poucos anos de vida e, principalmente, poucos anos de uso em uma escala maior.

Foi concebido em 2008, mas só em 2013 começou a ganhar notoriedade. Nenhuma tecnologia, em 10 anos de vida útil, conseguiu sair do zero e se tornar um meio de pagamento universalmente aceito.

Quem conhece a história do dinheiro sabe que existe todo um processo de vários estágios para ser considerado um meio de pagamento, pois o principal atributo de um meio de pagamento é a confiança, e leva muito tempo para que as pessoas confiem em um bem a ponto de depositar nele o patrimônio construído com o trabalho de uma vida inteira.

Para começo de conversa, não é preciso confiar no Bitcoin; pode-se simplesmente verificar tudo publicamente.

Além disso, o tempo de maturação para se tornar um meio de pagamento confiável e universalmente aceito não será tão longo quanto o das moedas tradicionais, porque a velocidade da tecnologia hoje é muito maior do que antigamente.

Ainda assim, o Bitcoin tem que passar pelos estágios de evolução até se tornar um meio de pagamento amplamente aceito.

Pense, por exemplo, no dólar americano, considerado por muitos o meio de pagamento mais forte do mundo, mas que já existia há 250 anos atrás. O que o dólar é hoje, ele passou por vários estágios de maturação até adquirir a confiança que possui.

De modo geral, a evolução de um meio de pagamento segue um caminho: o primeiro estágio é quando um bem se torna um item colecionável, algo que várias pessoas querem colecionar, seja para guardar ou para algum uso específico.

Isso aconteceu teoricamente com conchas, miçangas e ouro, mas não acontece com moedas estatais modernas, pois são impostas por lei.

No segundo estágio, esse bem passa a funcionar como reserva de valor. Como reserva de valor, é um bem que serve para preservar o poder de compra ao longo do tempo.

Quando um bem é colecionado por muitas pessoas, a ponto de ser reconhecido como uma forma de preservar a riqueza, ele passa a funcionar como reserva de valor.

Muitos consideram que o Bitcoin está exatamente nesse estágio, trilhando o caminho para funcionar cada vez mais como uma reserva de valor estável. Quanto mais indivíduos se interessam por ele, mais ele se valoriza e aumenta seu poder de compra.

Quando a quantidade de indivíduos que procuram e compram Bitcoin tende a crescer exponencialmente, a partir de um certo ponto, o Bitcoin deve estabilizar sua oscilação.

É difícil prever exatamente quando isso acontecerá. A estimativa é que o limite de emissão de Bitcoins (quase 21 milhões) seja atingido por volta de 2140, mas é provável que os preços fiquem bem mais estáveis antes.

Se observar os gráficos desde 2008, verá que a volatilidade, embora ainda forte, tem a tendência de diminuir ao longo do tempo.

É nesse ponto que o Bitcoin tende a atingir o estágio em que pode funcionar como meio de troca.

Uma vez estabilizado como reserva de valor, com oscilações menores, as pessoas devem começar a usá-lo em larga escala para comprar e vender produtos, pagar serviços, e para adquirir desde bens de alto valor até o cafezinho da manhã.

Quando esse estágio chegar, a tecnologia também deve ter avançado muito, e o Bitcoin poderá funcionar de uma maneira muito mais rápida e eficiente do que os meios de pagamento atuais.

Há quem diga que isso nunca acontecerá, mas mesmo que nunca seja amplamente usado como meio de troca, não é necessariamente um problema.

Veja o ouro, por exemplo: ele nunca voltou a ser um meio viável para comprar pequenos bens; ninguém usa ouro para pagar um cafezinho. Mas, mesmo assim, ninguém diz que o ouro não é uma boa reserva de valor.

Se o Bitcoin realmente se popularizar a ponto de ser universalmente aceito, ele pode até chegar ao estágio mais avançado: ser uma unidade de conta.

Ou seja, no futuro, poderemos querer converter o valor de uma moeda governamental mais fraca e instável para um valor específico cotado primeiramente em Bitcoins, ou até mesmo, melhor ainda, em satoshis, para entendermos melhor o valor de um bem.

O Futuro Promissor do Bitcoin

Hoje, o Bitcoin é uma tecnologia nova, ainda nos seus primeiros passos de consolidação, mas com um futuro muito promissor adiante.

Ele já funciona como reserva de valor e caminha a cada dia para ser cada vez mais um meio de troca, talvez até mesmo chegando a funcionar como uma unidade de conta, uma referência para outras moedas.

Mas, até lá, não se deve desqualificar o Bitcoin como dinheiro, especialmente quando se observa que ainda não é comum ver indivíduos pagando um cafezinho na esquina com ele.

O que se deve fazer é aproveitar essa fase em que o Bitcoin ainda está se consolidando como reserva de valor para adquiri-lo por um preço muito melhor e mais acessível do que provavelmente valerá no futuro.

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