O Segredo dos Alunos de Alta Performance: Lições Valiosas sobre Aprendizado
Imagine por um instante que, hoje, fosse apresentada a você uma prova idêntica à que você fez anos atrás. Acredita que sua nota seria maior ou menor do que a que havia tirado na época? Provavelmente menor, não é mesmo?
Somos todos aqueles que estudam na véspera do exame e esquecem praticamente tudo logo depois. A pergunta que fica é: se o resultado é esse, para que estudamos?
Nosso sistema educacional, por vezes, parece um grande edifício com rachaduras enormes, e o reparo se torna cada vez mais complexo.
Contudo, em meio a esse cenário, existe um ambiente onde mais de cem alunos se reúnem em uma sala, completamente disciplinados, realizando suas tarefas diariamente.
Eles são esforçados e ostentam as melhores taxas de aprovação nas grandes universidades: os cursinhos.
O Que o Cursinho Faz de Diferente? Duas Revelações!
Diante disso, a questão é inevitável: o que o cursinho possui de diferente da escola tradicional que explica essas mudanças tão marcantes no comportamento e desempenho dos alunos?
As respostas mais comuns que ouvimos são que o aluno do cursinho é mais maduro, sabe o que quer, ou está mais motivado.
Mas a verdade por trás dessa transformação reside em apenas dois pontos cruciais:
1. O Aluno Quer Aprender, Não Apenas Passar
No cursinho, o aluno não busca mais um diploma. Ele está ali por um único e claro objetivo: ingressar na faculdade.
Para ele, a média da escola já não importa. Seu foco é ser um dos melhores, e para isso, ele precisa, de fato, aprender.
A necessidade de assimilar o conteúdo se torna intrínseca, não apenas uma condição para uma nota.
2. Professor e Aluno no Mesmo Time: A Prova como Aliada
Na escola comum, muitas vezes, o professor e o aluno parecem travar uma batalha, com o educador como um “carrasco” de um lado e o estudante, responsável por si, do outro.
No cursinho, a dinâmica é completamente diferente. As questões das provas não são elaboradas pelos mesmos professores que dão as aulas, mas por outra pessoa. E o entendimento disso muda tudo.
Professor e aluno se unem, pois têm objetivos semelhantes. O vestibular se torna um adversário comum a ser combatido juntos.
O aluno precisa de um bom desempenho nessa prova, e o professor, por sua vez, precisa que seus alunos se saiam bem, pois isso demonstra a eficácia de seu ensino e impacta diretamente sua própria evolução profissional.
Em vez de provas que geram ansiedade pela nota e levam ao estudo de última hora, são aplicados simulados. O aluno os encara como oportunidades para corrigir falhas e tirar dúvidas.
Grande Ideia 1: Professor e aluno precisam jogar no mesmo time.
A Atividade Essencial que Ninguém Dá Valor: A Tarefa
Agora, vamos refletir sobre a rotina comum de um estudante. Ele vai à aula (manhã, tarde ou noite), pode ou não prestar atenção à matéria do dia, e ao final, o professor pode ou não deixar uma tarefa, que, invariavelmente, pode ou não ser feita pelo aluno.
Há vários caminhos possíveis na educação de um estudante comum, mas existe apenas um que leva ao aumento da inteligência.
Existe um pensamento comum e equivocado de que a tarefa é apenas um “algo a mais” da aula, que pode ser dada ou não, e feita ou não.
O problema dessa mentalidade é que, mesmo tendo uma aula excelente, o estudante acaba não exercitando o que aprendeu e, consequentemente, não assimilando de verdade.
Em sala de aula, ele praticamente apenas assiste. Ou seja, ele é um “aluno” durante as aulas.
Ele só aprende de verdade quando estuda em casa, sozinho, realizando as tarefas. Nesse momento, ele se transforma em um “estudante”, e é aí que seus neurônios são ativados para o verdadeiro aprendizado e evolução.
Grande Ideia 2: A atividade principal de um estudante é a tarefa; a aula é a atividade secundária.
O Desafio dos Nossos Hábitos Digitais e o Caminho para a Real Inteligência
Nossos hábitos modernos nos levam a passar cada vez mais horas do dia diante de telas – TVs, celulares, computadores.
Isso nos induz a atitudes mais passivas do que ativas, ou seja, recebemos mais informações do que, de fato, realizamos algo, como praticar um esporte ou uma brincadeira.
Além disso, a imagem emitida por esses equipamentos não é natural para nós em termos de evolução.
Pesquisas já comprovaram que nosso grau de atenção é significativamente maior quando usamos papel e caneta ou dispositivos eletrônicos que não emitem luz, em comparação com os eletrônicos comuns.
Onde queremos chegar com isso? Não estamos proporcionando a nós mesmos e às crianças o melhor ambiente para aprender.
E qual seria esse ambiente? O ambiente da contação de histórias e da leitura. É nele que as redes neurais fazem conexões e onde a inteligência é literalmente construída.
E aqui, o importante é qualquer tipo de livro, desde que seja prazeroso.
Precisamos fazer com que cada vez mais pessoas encontrem prazer na leitura.
Grande Ideia 3: Crie prazer pela leitura.
Essas foram três grandes e transformadoras ideias extraídas de uma leitura acessível e muito reveladora. Que elas inspirem um novo olhar sobre o processo de aprendizado e o caminho para se tornar um estudante cada vez melhor.


