O Grande Despertar: Como Sua Mentalidade Pode Transformar o Próximo Ano
O ano [2020] foi, para muitos, um período de grandes desafios. Diante disso, a aspiração para um [2021] extraordinário é natural, e para alcançá-lo, é fundamental que trabalhemos nossa mente acima de tudo.
Em meu pensamento, o ano [2023] sequer existe; não vou vivê-lo, e é com essa perspectiva que sigo em frente.
Muitos expressaram o desejo de que o ano [2020] terminasse logo, impacientes para que [2021] chegasse.
No entanto, acredito que a maioria não compreendeu [2020] em sua verdadeira essência.
Para mim, foi possivelmente o maior despertar que a humanidade já experimentou.
Um convite para enxergar tudo aquilo a que estivemos cegos, tudo o que fazemos de errado, e cada oportunidade que temos para nos aprimorar.
Coincidentemente, a expressão “visão 20/20” significa ter uma visão perfeita.
E talvez seja essa a razão pela qual o ano [2020] nos forçou a ver tudo o que antes ignorávamos, tudo a que estivemos adormecidos ou como “zumbis”.
Este ano pode ter sido a maior mudança de paradigma que o mundo já viu. De repente, o que antes estava oculto se tornou tão evidente que é impossível ignorar.
É imperativo que façamos uma mudança, ou, como espécie, corremos o risco de nos extinguir.
Quero abordar alguns pontos essenciais nesse contexto:
O Alerta da Pandemia: Um Despertar para a Realidade
A pandemia, causada pelo coronavírus, nos abriu os olhos para o que havíamos negligenciado:
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A Relação com a Terra: Vivemos como se a Terra fosse apenas um recurso a ser explorado e depredado, sem qualquer respeito ou gratidão.
Esquecemos que cada aspecto de nossa existência – o ar que respiramos, o alimento que consumimos, a água que bebemos – provém dela.
Nós somos a própria Terra, viva e pulsante. Por que não a cuidamos melhor?
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O Tratamento dos Animais: Agimos como se os animais existissem apenas para nosso consumo, sem consciência ou inteligência.
Se observarmos de perto, como nos exemplos de fazendas de laticínios, veremos o descaso com que são tratados, privados de seu habitat natural e de sua alimentação adequada.
Vale a reflexão: o coronavírus não teria surgido do consumo de um animal que provavelmente não deveria ter sido comido?
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O Cuidado com Nossos Corpos: Muitos negligenciam a própria saúde através da alimentação inadequada, da falta de exercícios e do consumo de substâncias que comprometem o sistema imunológico.
A pandemia expôs a vulnerabilidade de corpos malcuidados. Nossas escolhas diárias afetam diretamente nossa capacidade de resistir a desafios como um vírus global.
Esse despertar muda nosso paradigma: talvez seja hora de prestar atenção em como tratamos a Terra, os animais e, principalmente, nosso próprio corpo e a alimentação que escolhemos.
Não é apenas sobre o sabor, mas sobre o impacto em nossa saúde e bem-estar.
Despertando para a Conexão Humana
O ano [2020] também nos revelou a forma como nos tratamos mutuamente, a desigualdade flagrante que teimamos em ignorar.
Precisamos acordar para a realidade de que há pessoas que precisam de nosso apoio e de igualdade.
É absurdo que a cor da pele ou qualquer outra característica física determine como alguém é tratado.
Até que a cor da pele de um homem não seja mais significante que a cor de seus olhos… eu digo: guerra!
A citação de Bob Marley em “War” ressoa profundamente.
Ninguém se importa com a cor dos olhos de alguém, então por que a cor da pele deveria importar?
Fomos forçados a reconhecer que precisamos defender uns aos outros, apoiar, marchar juntos e, acima de tudo, ouvir.
O isolamento nos confrontou com nós mesmos, pois não há para onde correr quando se está confinado.
O ano [2020] nos obrigou a nos olharmos no espelho e perguntar: “O que preciso consertar em mim e no mundo ao meu redor?”.
Estamos todos conectados: não existimos sem a Terra, sem os animais, sem nossos corpos e sem uns aos outros.
É o momento de um grande despertar, uma revolução espiritual.
Eu costumo dizer que vivemos ou para o ego ou para o propósito.
Ou somos egoístas, pensando apenas em nós mesmos, ou vivemos com propósito, pensando nos outros, na Terra, nos animais e em como devemos tratar as pessoas.
Minha própria jornada, por exemplo, me levou a ser quase totalmente vegano.
Após uma profunda experiência espiritual, onde senti a dor de animais torturados, percebi que estava apoiando a crueldade e a exploração.
Compreendi que posso obter todos os nutrientes necessários de outras fontes, sem contribuir para o sofrimento. Foi um despertar visceral que não pude ignorar.
Essa é a essência do grande despertar: parar de ser egoísta e perceber que estamos todos juntos nisso.
Nenhuma parte do sistema — seja a Terra, os animais, nossos corpos ou uns aos outros — pode falhar sem afetar o todo.
Precisamos nos unir, ajudar a todos, independentemente da aparência, crenças, cor da pele, gênero ou orientação sexual.
Precisamos ouvir mais e impor menos nossas opiniões, calçando os sapatos do outro para realmente entender e apoiar.
Seja a Mudança: Desenvolvendo a Força de Vontade
O universo ou a força divina interveio e disse: “Chega! Acordem! Mudem o que estão fazendo, porque é insustentável.”
Fomos zumbis por tempo demais, adormecidos. Agora estamos acordando para a realidade.
Há muita escuridão no mundo, mas há muito mais luz. Em vez de ser a escuridão, seja a luz.
A única forma de eliminar a escuridão é trazer a luz, e a única forma de trazer a luz é ser a mudança que você quer ver no mundo.
Não posso obrigar ninguém a mudar, mas posso ser o exemplo.
Se você deseja fazer deste ano o melhor de sua vida, aqui está a minha principal recomendação: desenvolva sua força de vontade.
Fortaleça sua mente, seu corpo, sua resiliência, sua motivação e seu ímpeto.
Muitas pessoas admiram os outros e desejam ter a mesma motivação ou disciplina. Isso não nasce pronto; é desenvolvido, como um músculo.
Força de vontade é a capacidade de dizer: “Não sinto vontade de fazer isso, mas sei o que quero para minha vida, então vou fazer mesmo assim.”
É seguir em frente, independentemente das circunstâncias ou de como você se sente.
Sejamos honestos: somos um tanto moles.
Se compararmos com nossos ancestrais, que enfrentavam desafios diários pela sobrevivência, vivemos em edifícios com ar-condicionado, comida facilmente acessível, sem a necessidade de caçar ou lutar por nossa terra.
Isso não significa que não possamos construir resiliência. Pelo contrário, significa que nos acostumamos ao conforto e precisamos desenvolver uma mente de ferro que diga: “Vou fazer de qualquer jeito, porque sei o que preciso fazer.”
Uma mente e um corpo moles não mudam o mundo, não mudam a própria vida, nem a vida de seus entes queridos. A responsabilidade da mudança é nossa.
Lembro-me de um meme: um político perguntava “Quem quer mudança?”, e todos levantavam as mãos.
Depois, ele perguntava “Quem quer mudar?”, e todas as mãos abaixavam.
As pessoas querem que as coisas sejam feitas por elas, mas não querem se levantar e fazer.
Se você se identifica com essa abordagem direta, provavelmente é o tipo de pessoa que vai atrás do que quer, que vai conquistar a si mesmo e desenvolver a mente necessária para impactar o mundo.
Quebrando a Zona de Conforto: O “Borracha que Estoura”
A última coisa que queremos levar para o próximo ano é a zona de conforto.
É preciso romper com o que nos limitou. O ano [2020] pode ter sido bom ou difícil para você, mas não precisa se arrastar.
É hora de romper laços e perguntar: “O que eu quero?”.
A zona de conforto pode ser comparada a um elástico.
Pessoas esticam o elástico (se desafiam) por alguns dias, e então ele volta ao normal.
Elas voltam a dormir demais, param de ir à academia, de ler, de se alimentar bem. O elástico encolhe porque caímos em velhos hábitos.
O que você precisa fazer? Quebrar o elástico. Puxe-o por tempo suficiente, e ele vai estourar.
É isso que buscamos: nos puxar para fora da zona de conforto todos os dias, com consistência, até rompermos e criarmos uma nova versão de nós mesmos, com uma zona de conforto muito maior e mais expansiva.
Minha recomendação para isso é simples: faça o que você não quer fazer.
É o conceito de “comer o sapo”: há sempre pelo menos uma coisa que você detesta fazer no dia. Faça-a primeiro.
Quem quer comer um sapo? Ninguém! Mas se você o faz logo pela manhã, você conquista o dia.
Para mim, um exemplo perfeito são os banhos gelados. Não é por sadismo, mas porque não quero fazê-lo.
E sei que a voz que me diz para não entrar na água fria é a mesma que me diz para dormir mais, faltar à academia, comer aquela pizza extra. Meu trabalho diário é conquistar essa voz interior.
A batalha de sua vida é você contra você mesmo. É o seu eu que busca a grandeza versus o seu eu que tenta mantê-lo na zona de conforto.
Se você não está onde quer na vida, é porque o seu eu que o limita tem prevalecido. Se está, é porque tem conquistado essa voz.
Muitos desistem de desafios por causa de algo tão simples como um banho gelado.
Mas o ponto é: ao vencer essa pequena batalha diária, você ganha ímpeto para o resto do dia.
Vivendo com Propósito: É um “Sim Total”?
Meu principal objetivo para [2021] (e espero que seja o seu para os próximos anos) foi e continua sendo: viver como se o último dia da minha vida fosse 31 de dezembro deste ano.
Isso significa viver cada dia como se fosse o último, como se [2023] não existisse em minha mente. Não sei se verei [2023], e essa perspectiva muda tudo.
Quando você vive como se o tempo fosse limitado, suas ações se tornam intencionais.
Se este fosse seu último dia, você faria o que está em sua agenda? É um “Sim Total“?
Ou você acorda pensando “Ah, tenho que fazer isso…”?
Avalie cada aspecto da sua vida:
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Sua rotina matinal: É um “Sim Total“?
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Seu trabalho: Mesmo que seja um emprego para pagar as contas, você pode buscar maneiras de torná-lo mais alinhado com o que você ama.
Ou planejar um caminho para algo que seja um “Sim Total“.
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Seu trajeto para o trabalho: Pode ser mais cênico e prazeroso, mesmo que leve um pouco mais de tempo. O prazer da jornada vale a pena.
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Seu carro: Não precisa ser luxuoso, mas pode ser algo que te alegre, que te faça sentir bem ao dirigir.
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As pessoas em sua vida: Aqueles com quem você passa mais tempo – são um “Sim Total“?
Ou há quem você deveria “deixar de seguir”, como faria nas redes sociais, por serem negativos ou tóxicos?
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Sua rotina noturna: Você a preenche com algo que te nutre, como leitura ou meditação, ou apenas com o piloto automático do sofá e da TV?
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Seus pertences: O que você tem te traz alegria e utilidade? O que você mudaria se este fosse seu último ano na Terra?
Comece a examinar cada detalhe e faça pequenas mudanças.
Meu amigo, um empresário bem-sucedido, me disse uma vez: “Quando dirijo um carro que gosto, me apresento melhor em tudo o que faço.”
Essa pequena mudança de ter um carro que amava impactou sua atitude e sua performance.
O Que Você Realmente Quer?
Uma pergunta crucial para se fazer, e talvez escrever em um diário: O que eu quero?
Permita-se ser o mais amplo possível.
Depois, especifique: “O que eu quero na minha família? No meu corpo? Na minha saúde? Nos meus relacionamentos? No meu negócio? Minhas finanças? No meu tempo livre? Nas minhas viagens?”
E vá ainda mais fundo, detalhando cada aspecto.
Em seguida, pergunte: O que eu não quero?
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Não quero mais pessoas negativas.
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Não quero conversas que não tragam crescimento.
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Não quero processos desnecessários em meu trabalho.
Ao identificar o que você quer e o que não quer, você perceberá quantas rotinas e hábitos diários você executa sem realmente desejar.
Se este fosse seu último dia, você faria essas coisas? Provavelmente não.
Então, por que agir como se tivéssemos todo o tempo do mundo?
Construa o dia perfeito para você, a vida perfeita. Uma vida que você amará e que o fará acordar animado.
Um amigo, que passou por uma depressão após perder uma fortuna, superou-a ao se perguntar: “O que me faria feliz?”.
Ele fez uma lista imensa de coisas que o alegravam e passou a planejar seus dias para incluir o máximo possível dessas atividades.
Sua frase mais marcante foi: “Não deixarei minha felicidade ou minha depressão ao acaso.”
Nosso dia chegará. Faz sentido, então, viver uma vida que amamos.
Comece a ser intencional em cada escolha, e você perceberá que está construindo uma vida que realmente ama.
Sua vida é ditada pelas ações que você toma. A forma como você faz uma coisa é a forma como você faz tudo.
Se você hesita em tomar um banho gelado, talvez hesite em outras pequenas coisas na vida.
Se você não se esforça nos treinos, talvez não se esforce em seus relacionamentos ou finanças.
Desenvolva a resiliência de um guerreiro e a disciplina para ter uma força de vontade inabalável. Isso não se nasce com; é construído dia após dia.
Pergunte-se: Onde estou me limitando? Onde estou cedendo à zona de conforto? Onde estou desistindo cedo demais?
Ao identificar esses pontos, você pode começar a desenvolver a força de vontade necessária.
Não se preocupe em mudar os outros; seja a luz. A mudança começa em você, e ao se tornar um farol, você inspira aqueles ao seu redor a enxergar suas próprias possibilidades.
Espero que você não chegue ao fim da vida desejando ter feito mais.
Desejo que você olhe para trás e veja a disciplina e a força de vontade que o levaram a viver plenamente, a impactar o mundo e a si mesmo.
Viva cada dia como se fosse o último, com intencionalidade, e transforme cada momento em um “Sim Total“.


