Passei uma boa parte da minha vida me preocupando constantemente.
Se as pessoas atrasavam para a reunião, se o dinheiro ia faltar no final do mês, se uma apresentação importante (no trabalho ou na faculdade) não sairia perfeita.
Hoje, é praticamente impossível viver estressado sobre qualquer assunto, e mesmo que isso aconteça, a preocupação dura tão pouco tempo que é difícil alguém sequer perceber.
Neste post, vamos explorar como você pode evitar preocupações e começar a viver plenamente.
1. Não Se Preocupe: Analise a Situação e Tome uma Atitude
A primeira grande ideia é simples: não se preocupe, analise a situação e tome uma atitude.
Conheço um homem que sempre viveu preocupado. Quando tinha prova na faculdade, não conseguia dormir direito. Quando saía para um encontro, preocupava-se demais se tudo sairia bem e até se a pessoa seria um bom parceiro no futuro.
Quando estava atarefado, reclamava da falta de tempo. E quando tinha tempo livre, preocupava-se por não ter nada para fazer. Ele era uma bomba-relógio ambulante, sempre preocupado com a próxima catástrofe.
O maior problema disso tudo era que ele estava tão preocupado com o futuro que deixava de aproveitar o presente. Não dormia bem, não tinha encontros agradáveis e não sabia usar bem o tempo.
Mas então, devemos esquecer o futuro e aproveitar somente o presente? Não! Na verdade, quero que você pense e se prepare cuidadosamente para o futuro. O que você não deve é ficar inquieto.
Normalmente, as pessoas ficam apenas inquietas, remoendo o problema, remoendo ainda mais, até chegar ao ponto de ficarem neuróticas. Mas remoer problemas não irá ajudar nem um pouco a resolvê-los. Não seja esse tipo de pessoa.
Seja aquela pessoa que para, pensa e se prepara para o que está vindo, seja algo bom ou ruim. Analise a sua situação – problemas financeiros, de relacionamento ou até de saúde – analise e veja o que pode ser feito.
2. Qual é a Pior Coisa que Poderia Acontecer?
A segunda grande ideia: qual é a pior coisa que poderia acontecer?
Ainda me lembro do dia em que estava fazendo um trabalho importante no computador. Já eram horas e mais horas de dedicação, e do nada, antes que eu pudesse salvar qualquer coisa, a energia acabou.
Puxa, minha vida acabou naquele momento! Como eu iria conseguir fazer tudo de novo? Como explicaria ao professor? Eu iria “bombar” de ano, e minha vida com certeza seria a pior possível!
Essas foram as perguntas que passaram pela minha cabeça há vários anos, um pouco antes da luz voltar e eu ver que o computador havia salvado automaticamente quase todo o meu trabalho.
Com essa pequena história, que acontece com quase todo mundo, podemos aprender duas coisas:
Primeiro, se você não define exatamente qual é a pior coisa que poderia acontecer, seu cérebro, preocupado demais, vai associar uma queda de energia à completa ruína da sua vida. Ele fará você pensar que sua preocupação é muito maior do que ela realmente é.
Em segundo lugar, normalmente essa “pior coisa” nunca acontecerá. Quando você ligar seu computador de novo, o trabalho estará lá. Ou você pode até ter que refazê-lo, mas desta vez, com certeza o fará mais rápido e melhor.
Acredito que foi essa pergunta que me fez, por exemplo, fazer uma apresentação importante pela primeira vez. Meu cérebro começou aquele processo: “Vou apresentar, as pessoas não vão gostar, vão me julgar, vou me sentir um fracassado, talvez até excluído socialmente, minha vida vai acabar!”.
Parece brincadeira, mas é mais ou menos isso que acontece na nossa cabeça, tanto consciente quanto inconscientemente. Mas o que poderia acontecer de verdade? A pior coisa que poderia acontecer na realidade era um ou vários comentários negativos. Apenas isso. O que, na verdade, nem aconteceu.
Realmente, temos uma tendência enorme em prever catástrofes: o avião que irá cair, a economia global que não irá se sustentar ou a Terceira Guerra Mundial que está a caminho.
Agora, quero que pense sobre qual a probabilidade de o pior acontecer. A chance de morrer num acidente de avião é de uma em mais ou menos 11 milhões. Então, por que ter medo de andar de avião?
Outra coisa: quantas vezes a economia global entrou em colapso? E mais uma: quantas vezes você já viu uma guerra mundial? Tendo em mente a probabilidade para que o evento ocorra, fica mais fácil saber lidar com ele.
3. Mantenha-se Ocupado
A terceira grande ideia: mantenha-se ocupado.
Mas não falo sobre as pessoas que querem trabalhar mais de 12 horas por dia e pensam que serão as únicas que conseguirão mudar o mundo. Falo sobre ter um tempo para ler um livro interessante, tocar um instrumento, passar um tempo agradável com quem você ama ou trabalhar em um projeto que você adora.
E o que acontece quando você faz isso? Acontece que seu cérebro não consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo. É literalmente impossível se concentrar 100% em uma coisa e, ao mesmo tempo, se preocupar sobre como a economia está mal.
Então, na verdade, a melhor forma de tirar todos os pensamentos negativos da sua cabeça é começar a colocar pensamentos positivos nela. Mantenha-se ocupado fazendo as coisas que você ama, e seu cérebro será incapaz de pensar nas coisas que preocupam.
4. Por Quanto Você Venderia Suas Pernas?
A quarta grande ideia: por quanto você venderia suas pernas?
Teve um tempo em minha vida que parecia que tudo estava dando errado. Eu estava sem dinheiro, meus pais ficaram doentes, meus relacionamentos também não iam muito bem, e eu não sabia como melhorar tudo isso. Estava sem perspectiva e não sabia como sair do buraco onde estava.
Até que, em um determinado momento, tive uma reflexão profunda que literalmente mudou minha vida e me deu um “soco no estômago”. Eu tinha praticamente tudo na vida e estava reclamando por tão pouca coisa.
Às vezes, ficamos trabalhando e nos preocupando toda a nossa vida com o intuito de conquistar tudo aquilo que queremos: comprar nossa grande casa, ter o melhor carro e todas aquelas outras coisas que a mídia diz que deveríamos comprar se formos realmente pessoas de sucesso.
E aí, depois de 40 anos de trabalho, estresse e preocupação, se você tiver ainda muita sorte, conseguirá tudo isso. Ok, digamos que tudo isso valha em torno de 1 milhão de reais.
Quando você chegar nesse tempo, com mais de 60 anos, com suas pernas e seu vigor físico dos seus 20 ou 30 já não sendo os mesmos, será somente neste momento que você vai querer começar a viver?
E aí que vem a grande pergunta: você venderia suas pernas por um milhão de reais? Eu não. E provavelmente você também não.
Agora que pensamos nisso, não é ilógico pensar em se “ferrar” a vida inteira para poder ter o mesmo valor que você dá para as suas pernas? Você não precisa ser um monge tibetano para dizer isso, você pode ser um capitalista para entender tudo isso.
E agora, você irá ignorar tudo isso e continuar trabalhando sem parar? Ou vai ao menos aproveitar o que você considera valer mais de um milhão de reais? E, ao invés disso, ficar se preocupando e se estressando para talvez conseguir um milhão de reais no final da sua vida?
Não sei se você realmente entendeu, mas o que talvez esteja fazendo é deixar de usar algo que para você tem o mesmo valor de uma mansão, mais seu carro preferido, mais umas dez grandes viagens que você sempre quis fazer.
Por que você está tão preocupado em algum dia poder comprar todas essas coisas? Isso para mim é loucura, é doença. Hoje, você já tem tudo o que precisa para ser feliz. Você já tem algo que, para você, vale mais do que um milhão de reais.
Essas foram algumas das ideias do livro “Como Evitar Preocupações e Começar a Viver”. Um grande abraço a todos vocês e lembre-se: seja uma pessoa melhor!


