A Chave da Autoconfiança pela Ação: Por Que Fazer é Mais Poderoso Que Acreditar

Tempo de leitura: 6 min

Escrito por Tiago Mattos
em junho 18, 2025

A Chave da Autoconfiança pela Ação: Por Que Fazer é Mais Poderoso Que Acreditar

A Chave para a Autoconfiança: Por Que a Ação É Mais Poderosa Que a Crença

Construir confiança em si mesmo e aprender a confiar mais em seu próprio potencial são passos fundamentais para uma vida plena. Muitas vezes, a jornada começa com uma pergunta simples, mas profunda: “Como posso acreditar em mim mesmo para começar a agir mais?”

Essa questão surgiu recentemente em um encontro de um grupo de mentoria. Durante a conversa, a pessoa revelou o que acreditava ser a raiz do problema: “Acho que o principal problema é que eu minto para mim mesmo.”

Intrigado, eu o incentivei a elaborar. Ele explicou: “Eu digo a mim mesmo que vou para a academia, mas não vou. Digo que vou fazer algo, mas não faço.”

Reconheci imediatamente o padrão da procrastinação. No entanto, ao aprofundarmos a discussão, ficou claro que “mentir para si mesmo” era, na verdade, um sintoma de algo mais profundo: a falta de confiança em si mesmo.

Perguntei então: “Qual é o oposto de não confiar em si mesmo?” Ele pensou por um momento e respondeu: “Acho que seria ter confiança.”

Bingo. Se a confiança fosse o elo perdido, como poderíamos cultivá-la para que ele parasse de “mentir” para si mesmo e começasse a agir de verdade?

O Ciclo Vicioso da Autossabotagem (e o Cachorro Que Entra na Sala)

Ele me deu um exemplo clássico: a academia. Se ele dissesse que iria à academia dez vezes, quantas vezes ele realmente iria? “Talvez duas ou três”, ele admitiu.

E quando ele não ia, o que ele dizia a si mesmo? “Que diabos você está fazendo? Você é inútil! Por que está fazendo isso? Não posso confiar em você, está mentindo para si mesmo!”

Essa era a história negativa constante que ele contava a si mesmo. Mas o que acontecia quando ele ia à academia?

A resposta foi chocante: “Mesmo quando vou, ainda me digo coisas como ‘você não é bom o suficiente’, ‘não está se esforçando o suficiente’, ‘você disse que iria ontem e não foi’, ‘você ainda não está bem’, etc.”

Então, se ele não ia, ele era duro consigo mesmo. E se ele ia, continuava sendo duro consigo mesmo. Percebe o problema?

Pense na analogia do cachorro. Imagine um cãozinho fofo que, toda vez que entra em uma sala, é repreendido ou leva um tapinha no nariz.

Se isso acontece repetidamente, o que ele fará? Ele evitará a sala. Seu cérebro associará o ato de entrar na sala a algo negativo.

Fazemos a mesma coisa conosco. Quando você não vai à academia (ou não faz o que se propôs), você se “esmurra o nariz”.

E quando você vai, você ainda se “esmurra o nariz”.

Subconscientemente, seu cérebro associa a academia a uma experiência mentalmente punitiva, seja por ir ou por não ir.

O resultado? Seu cérebro categoriza “academia” como “coisa ruim”.

A Revolução da Conversa Interna: Seja Seu Próprio Torcedor

Para quebrar esse ciclo, precisamos mudar a forma como nos comunicamos conosco. Que tal começarmos a ser nossos melhores amigos? Aprenda a celebrar a si mesmo.

O conceito é simples: precisamos ensinar nosso cérebro a associar prazer às coisas que precisamos fazer, mas que não temos vontade.

Imagine o mesmo cachorrinho: se, toda vez que ele entrasse na sala, recebesse um petisco, ele associaria a sala a algo bom.

Nossos cérebros funcionam da mesma forma. Eles associam “bom” ou “ruim” a praticamente tudo.

Ação Antes da Crença: O Paradoxo da Autoconfiança

A questão seguinte é: “Como começo a acreditar em mim para agir?” E aqui está a grande revelação: quem disse que você precisa acreditar em si mesmo para agir? A crença não é um pré-requisito para a ação.

A beleza de tomar uma atitude é que você não precisa acreditar em si mesmo nem um pouco. Você só precisa fazer.

Se você é um vendedor, não precisa acreditar que alguém vai comprar. Você só precisa fazer ligações suficientes, seguir o roteiro, e eventualmente alguém vai comprar.

É claro que a convicção ajuda, mas, em última análise, basta que você perceba que, se tomar a ação, os resultados virão. É assim que a vida funciona.

E quando você obtém esses resultados, adivinha? Você ganha mais confiança em si mesmo.

Você não precisa acreditar que vai perder peso para ir à academia ou fazer um treino intenso.

Você não precisa acreditar que vai perder peso para cortar a comida não saudável da sua vida ou beber mais água e menos refrigerantes.

Você não precisa acreditar que vai perder peso para descansar mais. A crença não é um pré-requisito. Você só precisa agir na direção que deseja seguir.

Construindo Sua Confiança Tijolo por Tijolo

O que realmente ajuda a construir a crença em si mesmo mais do que qualquer outra coisa? Fazer o que você não quer fazer.

Mostrar-se para si mesmo, mesmo quando não há vontade, e celebrar-se por isso, constrói confiança. Confiança é, em sua essência, a confiança em si mesmo.

Comece a se perguntar: “Onde tenho quebrado a confiança comigo mesmo?”

Você pode construir confiança simplesmente fazendo o que não queria fazer, independentemente dos resultados.

Quando os resultados começam a aparecer e você se celebra por eles, você constrói ainda mais confiança.

Se você obtiver resultados melhores do que antes, começará a acreditar ainda mais em si mesmo. E se você fizer isso repetidamente, sua crença continuará a crescer.

Então, como obter resultados? Tomando ações na direção que você quer seguir. A vida não é complicada; nós a tornamos assim.

A confiança não nasce, ela é construída tijolo por tijolo. E esses tijolos são as paredes que construímos ao longo da vida.

Se você vê alguém confiante e pensa “queria ser assim”, saiba que ele trabalhou para isso. Não é arrogância; é a crença real em si mesmo, a confiança de que ele aparecerá quando precisar aparecer.

Então, se você quer acreditar em si mesmo, levante-se e tome uma atitude.

O Poder da Ação Combinada com a Positividade

Quando você toma uma atitude e adiciona uma conversa interna positiva, você se torna “super-humano”. Voltemos ao exemplo da academia:

Ao entrar na academia: Celebre-se! “Uau, você está aqui! Não queria vir, mas estou orgulhoso de você por ter entrado pela porta!” Isso gera um pequeno pico de dopamina, o sistema de recompensa do seu cérebro.

Ao terminar cada série: “Parabéns! Você está indo muito bem!” Celebre cada pequena vitória.

O que acontece? Você começa a se sentir muito melhor. Você recebe dopamina ao final de cada série.

É como dar um petisco ao cachorro toda vez que ele entra na sala. Você vai querer continuar voltando à academia. Subconscientemente, você vai começar a desfrutar da experiência.

Pode parecer loucura que apenas celebrar a si mesmo possa levar a isso, mas é a verdade. Trata-se de tomar atitudes e se tornar seu maior fã.

Pare de ser tão duro consigo mesmo! Se há alguém neste mundo com quem você precisa ser gentil e se comunicar bem, é com você mesmo. Quanto melhor você for consigo, melhor será para todos ao seu redor.

Em última análise, se você quer construir crença, confiança e autoestima, mude a maneira como fala consigo mesmo e tome as ações necessárias para conquistar a vida que deseja.

Os resultados virão. Você só precisa ter certeza de que está indo na direção certa.

Um dia, você vai acordar, olhar no espelho e perceber: “Eu sou muito mais confiante.”

E não será por ter lido um livro, meditado, ou tentado se convencer de algo. Será porque você agiu.

Você fez as coisas que não queria fazer, obteve resultados e se tornou mais confiante no processo.

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