Inteligência Emocional: Como Lidar com Sentimentos e Impulsionar Seu Desenvolvimento Pessoal

Tempo de leitura: 3 min

Escrito por Tiago Mattos
em abril 17, 2025

Inteligência Emocional: Como Lidar com Sentimentos e Impulsionar Seu Desenvolvimento Pessoal

A Arte de Lidar com Sentimentos: Como Dominar Suas Emoções e Impulsionar Seu Desenvolvimento Pessoal

Um dos sentimentos que mais marcaram minha infância foi o de inferioridade.

Eu sou um introvertido clássico: gosto de ler, ficar no meu canto, refletir sobre a vida e discutir ideias com outras pessoas.

O problema é que fui criado em um ambiente de pura extroversão. Meus pais, meu irmão, tios e a grande maioria de primos e primas eram expansivos.

Na minha cabeça de criança, esse comportamento introvertido era o que me fazia sentir inadequado, o que me impulsionava a tentar ao máximo ser como eles. E, como não conseguia, o sentimento de inferioridade sempre aparecia.

Hoje, vamos desvendar a natureza dos sentimentos e entender por que reprimi-los ou, no outro extremo, se identificar demais com eles, pode atrapalhar o seu desenvolvimento pessoal.

Sentimentos: Mais do que Emoções, um Mecanismo de Sobrevivência

O que me ajudou a superar esse problema foi compreender que os sentimentos – o meu de inferioridade e qualquer outro que você sinta – são apenas um mecanismo de resposta.

Eles foram desenvolvidos para nos avisar sobre o que é bom ou ruim para a nossa sobrevivência.

Imagine a cena: você está dirigindo calmamente e, de repente, um animal surge no meio da estrada. Sua calma será rapidamente trocada por nervosismo, que é essencial para que seu corpo funcione no modo mais atento e o ajude a tomar a decisão correta.

Da mesma forma, sentir solidão é um aviso para que você possa tomar alguma ação.

Sentimentos são como um reforço para a ação. Nossos sentimentos negativos nos impulsionam a mudar nossas ações, enquanto os positivos são um reforço para continuarmos no caminho certo.

Seu Sentimento é um Conselheiro, Não um Chefe

Gosto de pensar que os sentimentos são conselhos. O problema é que eles foram projetados apenas para nos ajudar a sobreviver e nos reproduzir. Por muitas vezes, ele é um mau conselheiro.

Os exemplos são infinitos: o medo de abrir um negócio é seu corpo reagindo aos riscos; o prazer de vencer uma partida no videogame é seu corpo dizendo que você ganhou algo.

Isso, com certeza, não significa que você deva desistir de abrir seu negócio e passar o dia inteiro na frente de um videogame. Muito pelo contrário!

A Sabedoria Antiga para Decisões Conscientes: A Suspensão do Juízo

O que precisamos fazer é criar o hábito de “colecionar” nossos sentimentos. Na verdade, essa ideia vem de anos e anos atrás.

Filósofos gregos já nos recomendavam desenvolver uma atitude chamada Epoché, ou suspensão do juízo. Isso significa não concordar ou discordar de algo em primeiro lugar.

Traduzindo isso para as nossas práticas diárias: não tome decisões precipitadas, ainda mais quando estiver sob o efeito de algum sentimento forte.

Dê um tempo para as ideias “assentarem”, para que você possa reavaliá-las em diferentes momentos.

É esse ensinamento que levo para minha vida: grandes decisões não devem ser tomadas em um grande momento de euforia ou em um breve momento de tristeza.

Minha Regra de Ouro para Decisões Importantes

Por isso, quero compartilhar uma regra que criei: nunca tome uma grande decisão no mesmo dia.

Sempre a deixe “dormir” com você, para que, ao acordar, a decisão seja mais ponderada.

O Equilíbrio Necessário: Nem Reprimir, Nem Se Deixar Levar

Não quero que pareça que o intuito aqui é negar ou reprimir os sentimentos. Lógico que não!

Negar ou reprimir os sentimentos é o mesmo que recusar um conselho sem sequer ouvi-lo.

A partir do momento em que reprimimos nossos sentimentos, não conseguimos resolver nossos maiores problemas. Até a tristeza tem seu propósito.

Do outro lado, existem as pessoas que se identificam demais com as emoções. Uma discussão acalorada pode surgir de um pico de raiva momentâneo, ou decisões de vida podem ser tomadas em um súbito arroubo de paixão.

Isso acaba atrapalhando a vida da pessoa pelo simples fato de que os sentimentos não duram tanto. O que nos dá raiva hoje não vai nos dar amanhã. O que nos faz feliz hoje não vai fazer amanhã.

Assuma o Controle da Sua Vida Emocional

Encare o sentimento como um conselheiro. Aceite-o, porque você precisa sim dos conselhos dele.

Mas também não o deixe se transformar no seu chefe, porque as decisões dele nem sempre são as que você tomaria.

Seja sábio: ouça seus conselhos, mas mostre que quem manda na sua vida é você.

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