Inteligência Emocional: Como Dominar Suas Emoções e Alcançar Resultados Extraordinários
Nossos pensamentos moldam nossas emoções. Essas emoções, por sua vez, impulsionam nossas ações, e são as ações que geram resultados concretos no mundo.
Fica claro, então, que aqueles que dominam suas emoções, que possuem uma elevada inteligência emocional, são os que conseguem gerar ações construtivas e colher resultados verdadeiramente espetaculares.
Para entender a profundidade disso, imagine a história de dois homens, Túlio e Dante, com visões de mundo e objetivos distintos, que trilharam caminhos completamente opostos.
Túlio e o Caminho da Responsabilidade Pessoal
Conheça Túlio. Ele enxergava o mundo dividido em apenas dois tipos de indivíduos: os líderes e os submissos. Em um universo onde somente os mais fortes sobrevivem, ele acreditava que era imperativo se tornar um comandante.
Ávido leitor das histórias gregas e romanas, Túlio admirava os heróis que exibiam grandes virtudes como coragem e justiça, sempre como líderes, nunca como meros seguidores.
Ele não nasceu em berço de ouro; teve que trabalhar incansavelmente para chegar onde desejava. Essa jornada o levou a uma crença inabalável: a vida de um homem é o resultado direto de suas ações, e temos total responsabilidade sobre tudo o que nos acontece.
Buscando sempre o melhor, ele se aprimorou tanto física quanto intelectualmente.
Um dia, ao ser abordado por um morador de rua pedindo trocados, Túlio viu ali um homem completamente conformado.
Seus pensamentos foram imediatos: “Como alguém consegue chegar a esse ponto? Quantos erros ele deve ter cometido para estar nessa situação? Por que não age para sair desse buraco, em vez de tentar tirar algo daqueles que trabalharam duro? A responsabilidade é dele, que arque com as consequências.”
E assim, Túlio seguiu seu caminho, sem dar nada, convicto de que, mais cedo ou mais tarde, todos se sentam ao banquete das próprias consequências.
Dante e o Caminho da Compaixão Coletiva
Agora, conheça Dante. Para ele, o mundo se dividia entre aqueles que podem ajudar e aqueles que precisam de ajuda.
Seus pais o ensinaram que a vida já é difícil o bastante e que aqueles que possuem mais devem servir aos que não têm. Dante também era um leitor assíduo, mas seus interesses se voltavam para líderes espirituais que, com sua sabedoria e temperança, eram exemplos de bondade e servidão.
Dante cresceu sem grandes dificuldades financeiras e sempre sentiu uma dívida para com os menos afortunados.
Um dia, ao ser abordado por um morador de rua pedindo trocados, ele enxergou ali um homem completamente desfavorecido.
Seus pensamentos foram: “Como a sociedade permitiu que essa pessoa fosse abandonada? Onde falhamos para que isso pudesse acontecer? Por que eu tenho tanto enquanto ele não tem nada? A vida é tão difícil e cheia de sofrimento; eu mesmo poderia estar na mesma posição que ele.”
E assim, Dante pegou todo o dinheiro que tinha no bolso e entregou ao homem, acreditando ter feito do mundo um lugar um pouco melhor para se viver.
Duas Perspectivas, Uma Reflexão Necessária
Túlio e Dante, duas visões de mundo completamente diferentes, moldadas por suas experiências e culturas.
Um cresceu em uma estrutura de responsabilidade pessoal e força, enquanto o outro em uma de responsabilidade coletiva e ajuda. Cada um enxergou a situação à sua maneira.
Mas qual visão estaria certa? A verdade é que nenhuma delas, em sua totalidade.
Não sabemos nada sobre o morador de rua, nem o que o levou àquela posição. Ele poderia ser tanto um homem que colhe as consequências de suas escolhas quanto um homem abandonado pelo sistema, ou até mesmo um pouco dos dois.
Para nós, que buscamos o próprio aprimoramento, é possível ir além. Podemos dominar nossas emoções e unir esses dois mundos, agindo com uma consciência mais elevada.
Não seríamos nem Túlio nem Dante; seríamos ambos. Poderíamos nos tornar qualquer um deles, dependendo das circunstâncias, mas sempre com uma percepção mais ampla.
Com uma maior inteligência emocional, conseguimos enxergar múltiplas camadas de significado – olhar para o morador de rua e perceber que ele pode ser um subproduto de suas decisões, ou do fracasso da sociedade, ou uma combinação de ambos.
Os 6 Passos para Dominar Suas Emoções
Como, então, podemos dominar nossas emoções e alcançar essa inteligência emocional superior? Siga estes passos:
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Reconheça Suas Emoções Invisíveis: O primeiro passo é trazer à tona as emoções que hoje são imperceptíveis para você, ganhando uma nova camada de significado.
Pergunte às pessoas como elas estão se sentindo e, quando lhe perguntarem, responda com interesse.
Em vez de apenas reclamar, esforce-se para verbalizar o que realmente sente. Muitas vezes, fugimos de nossos sentimentos apontando para os outros.
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Diferencie e Analise: Após reconhecê-las, é crucial diferenciar e analisar essas emoções.
Frequentemente, dizemos estar “tristes”, mas na verdade podemos estar nos sentindo sozinhos, vulneráveis, desesperados, culpados ou machucados.
Da mesma forma, dizemos estar “bravos”, quando podemos estar frustrados, furiosos, críticos, agressivos, amargurados ou humilhados.
A verdade é que existem muitas emoções diferentes, e todas elas exigem que você lide de maneira única.
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Aceite Suas Emoções: Nenhuma emoção é intrinsecamente boa ou ruim por si só; elas são apenas indicadores. Tome o luto como exemplo: por que tentamos fugir desse sentimento? Ele nos mostra todo o apreço que temos por alguém ou algo. Aceitar o luto nos torna infinitamente mais completos.
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Reflita Sobre as Origens: Saber de onde suas emoções vêm é fundamental. Essa reflexão o ajudará a entender os gatilhos e padrões, pavimentando o caminho para o próximo passo.
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Lide com Suas Próprias Emoções: Este é o passo mais importante.
Para lidar com suas emoções, cada indivíduo tem seu próprio modo de agir. Alguns conversam com um psicólogo, outros escrevem (pois escrever é também uma forma de organizar o pensamento), outros fazem uma análise de consciência, leem livros sobre o sentimento em si, praticam esportes ou meditam.
Existem inúmeras formas; encontre a sua.
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Lide com as Emoções dos Outros: Se você passar por todos os passos anteriores, perceberá o quanto este último se torna mais fácil.
Você terá alcançado um nível de compreensão diferente, desenvolvido empatia genuína e será capaz de se sintonizar com as emoções dos outros. Este é o ápice da inteligência emocional.
O Caminho para um Homem Melhor
Passo a passo, todos nós podemos trilhar esse caminho para dominar nossas emoções e cultivar uma inteligência emocional que nos permitirá não apenas alcançar resultados extraordinários em nossa própria vida, mas também contribuir para um mundo mais compreensivo e conectado. Invista em você.


