A Verdade Chocante Sobre o Homem Completo: Por Que a Capacidade de Maldade é Essencial

Tempo de leitura: 4 min

Escrito por Tiago Mattos
em abril 4, 2025

A Verdade Chocante Sobre o Homem Completo: Por Que a Capacidade de Maldade é Essencial

A Verdade Chocante Sobre Ser “Bom”: Por Que Um Homem Completo Precisa Ser Capaz de Maldade

Em reflexões sobre grandes obras como “As 48 Leis do Poder”, um ponto de vista comum, mas frequentemente equivocado, surge: a ideia de que um indivíduo incapaz de maldade é, por definição, um ser moralmente superior.

Contrariando essa visão, e ecoando as palavras de pensadores como Jordan Peterson, argumentamos que essa premissa não só é incorreta, como pode ser perigosamente enganosa.

Se você não é capaz de maldade, a verdade é que você pode se tornar apenas uma vítima.

Inofensivo Não Significa Bom

É fundamental entender que um homem inofensivo não é, necessariamente, um homem bom. Ele é apenas inofensivo.

Pense em um coelho: bonitinho, sem oferecer perigo algum, mas uma presa fácil para predadores.

Um homem verdadeiramente bom, por outro lado, é um homem perigoso que mantém sua capacidade de agir com maldade sob controle voluntário.

Pode parecer contraditório discutir o conceito de “maldade” em um contexto de desenvolvimento pessoal.

No entanto, assim como em filmes sobre vilões que despertam uma parte oculta em nós, há uma necessidade de integrar essa “parte perigosa”.

Ao reconhecer e aceitar seu potencial para o perigoso, você passa a se tratar com mais respeito. E, curiosamente, os outros também passam a te respeitar mais.

Isso não significa que devemos aplicar crueldade ou agir de forma perversa.

A mensagem é clara: ser capaz de cometer atos de maldade e decidir não fazê-lo é infinitamente superior a ser incapaz de qualquer maldade.

A Filosofia das Artes Marciais e o Domínio Corporal

Essa é a filosofia que sustenta o treinamento em muitas artes marciais. O objetivo final não é que você lute, mas sim que compreenda o poder e o perigo inerentes a um confronto.

Quanto maior o tempo e o domínio em uma arte marcial, menor a probabilidade de se envolver em uma briga.

Os detalhes sutis da postura e da confiança são a chave.

Em uma situação de conflito, a capacidade de responder com confiança e domínio corporal geralmente é suficiente para que a situação não escale para algo pior.

Encontrando a “Sombra”: A Jornada de Autoconhecimento

Esse “encontro” com o monstro interior foi nomeado pelo psicólogo Carl Jung como a “Sombra”: todas aquelas características, impulsos e verdades sobre você que você mesmo não quer ou não consegue perceber.

Como Jung bem disse: “Nenhuma árvore pode crescer até o céu sem que suas raízes desçam até o inferno.”

O que ele quis dizer com isso é que, ao analisar seriamente sua própria sombra, você começa a entender por que algumas pessoas — e você também — foram capazes de cometer as atrocidades mais terríveis que já existiram.

Somente com esse entendimento profundo você adquire a possibilidade de ter esses impulsos sob controle, tornando-se mais sábio no processo.

Pense, por exemplo, ao estudar a Alemanha Nazista. Você pode ir além de apenas pensar nas vítimas e começar a refletir sobre as pessoas que cometeram as maldades – não apenas Hitler, mas os milhares de guardas e cúmplices.

Pergunte-se como essas pessoas eram e perceberá que, em muitos aspectos, eles eram como você.

Acreditar que você nunca poderia estar no lugar delas é não conhecer verdadeiramente a natureza humana, incluindo a sua própria.

O Preço da Sabedoria e o Desenvolvimento Pessoal

É por isso que, raramente, os homens decidem se aprofundar no autoconhecimento e buscar a sabedoria.

Eles precisariam “fincar suas raízes no inferno”, e isso, acredite, pode ser dolorido e traumatizante demais.

Se a vida fosse apenas sobre “seguir a sua felicidade” e “fazer o que te faz feliz”, o mundo seria um símbolo de sabedoria. Mas sabemos que não é assim.

Para ser verdadeiramente sábio, é preciso encarar aquilo que você menos quer enfrentar.

Lembre-se da história do Rei Arthur, onde os cavaleiros da Távola Redonda, em busca do Santo Graal, decidem se dividir.

Cada cavaleiro começaria sua busca entrando na floresta pelo ponto que lhe parecesse mais apavorante.

Essa é uma história simbólica que nos diz: a porta para o desenvolvimento pessoal é, invariavelmente, a porta que você não quer entrar.

A razão para isso é bem lógica: tudo o que você gosta de fazer, você já faz com frequência e provavelmente já se desenvolveu naquilo.

Porém, há uma série de coisas sobre você que ainda estão subdesenvolvidas.

Muitas delas estão assim porque você evita olhar para elas, seja por não gostar, por serem difíceis ou por ter alguma trava emocional.

Mas são exatamente nesses assuntos que você deveria se aprofundar para se desenvolver.

Na história de “O Hobbit”, o Condado está em perfeita paz, mas o mal está chegando cada vez mais perto, mesmo sem que os habitantes percebam.

Você tem uma escolha: ou vive como se nada estivesse acontecendo e torce para que o mal não te alcance, ou se prepara para enfrentar a ameaça.

Ou você se torna um homem incapaz de qualquer maldade, tornando-se totalmente refém da crueldade dos outros, ou se torna um “monstro” – alguém que fincou suas raízes no inferno – mas que agora consegue enfrentar as ameaças.

É melhor ser um guerreiro em um jardim do que um jardineiro em uma guerra.

Faça sua escolha e trilhe o caminho para se tornar um homem mais completo e mais forte.

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