Produtividade e Ansiedade: O Papel Oculto das Crenças de Infância em Seus Hábitos
Então, você está pensando: “Opa, ano novo, vida nova!”
Mas será mesmo que basta querer para colher resultados diferentes este ano? Se olharmos para os anos anteriores, talvez você se lembre o quão desafiador é mudar nosso comportamento, mesmo quando há uma vontade genuína.
A grande questão é: por que alguns hábitos são tão difíceis de transformar? Por que temos tanta resistência a mudanças?
Aqui vem uma pergunta ainda mais interessante: você já notou de onde vem aquela ansiedade que nos paralisa, que nos dá vontade de buscar formas fáceis de relaxar?
A resposta pode surpreender: tudo começa na nossa infância. Quando éramos crianças, por volta dos 7 anos de idade, já estávamos interagindo com os adultos e outras crianças ao nosso redor. Conseguíamos entender os acontecimentos e, a partir daí, fomos criando uma série de comportamentos aprendidos.
Somos seres sociais, e captar os sinais do nosso grupo social é crucial. Nós nos conformamos às regras do grupo para sermos aceitos, e nossa mente cria uma representação da realidade, uma interpretação dos fatos. Assim, vamos construindo um conjunto de regras e crenças em nossa mente.
As primeiras crenças são fortemente influenciadas pelo ambiente.
É comum encontrar adultos que ainda vivem de acordo com certos padrões desenvolvidos na infância, repetindo a programação de preferências, medos, aversões e até vícios que uma criança de 7 anos poderia ter.
Quando somos crianças, o ambiente ao nosso redor exerce uma forte influência porque ainda não temos um senso crítico desenvolvido. Temos uma grande necessidade de aprovação e conexão, o que nos torna muito suscetíveis à influência das pessoas que admiramos.
Por exemplo, é comum na adolescência alguns jovens começarem a fumar ao admirar um colega mais velho que fuma. Eles copiam o comportamento de alguém que admiram.
Na infância e mesmo na adolescência, ainda nos falta a experiência de vida necessária para fazer escolhas plenamente conscientes. É por isso que, legalmente, existem exceções à responsabilidade por atos cometidos por crianças e adolescentes.
Diante disso, a pergunta que fica é: será que não está na hora de você rever suas crenças?
Na infância, éramos condicionados a dizer “gosto disso”, “não gosto daquilo”, “acredito nisso”, “não acredito naquilo”.
Contudo, muitas dessas opiniões são, na verdade, fruto de influência alheia. Não são convicções independentes ou lúcidas, mas sim uma série de condicionamentos que absorvemos do nosso ambiente, da mídia que consumimos.
E se não ganhamos consciência desse processo, é muito provável que, mesmo na vida adulta, muitas dessas programações permaneçam intocadas em nossa mente, simplesmente porque nunca as questionamos.
As crenças conflitantes são uma grande fonte de ansiedade, um dos maiores males do nosso século.
Se, por um lado, você tem uma grande vontade de prosperar financeiramente, mas por outro, carrega a crença de infância de que dinheiro está associado a ganância, maldade ou imoralidade, o que acontece? Um conflito interno que o perturbará.
Outro exemplo: você pode ter o desejo de ter grande liberdade sexual, de se relacionar com várias pessoas sem compromisso, mas, por outro lado, seu lado moralista condena esse tipo de comportamento que você mesmo está realizando.
Novamente, um conflito interno. Em todos os momentos de incoerência, haverá uma dissonância que causará ansiedade.
E é daí que procuramos uma fuga, uma válvula de escape. O entretenimento vazio surge como uma solução fácil e rápida para lidar, ao menos temporariamente, com essas crenças conflitantes.
Buscamos um entretenimento superficial: jogar videogame para uma experiência imersiva que nos faz esquecer a realidade, passar horas nas redes sociais ou navegando no computador.
Por que fazemos isso? É uma necessidade de escape para aliviar a ansiedade, para deixar o tempo passar sem precisar enfrentar os conflitos internos.
No entanto, esses conflitos estão nos dando um sinal – um sinal importante de que é hora de rever nossas crenças.
Se você deseja lidar melhor com essa ansiedade e com os bloqueios em seus hábitos, é crucial dedicar o tempo necessário para fazer uma avaliação séria de sua vida, de seus comportamentos e, principalmente, de suas crenças.
É nesse processo de autoconhecimento e questionamento que reside a chave para a verdadeira mudança.
Muitos já se beneficiaram de um programa estruturado que auxilia nesta jornada de reflexão e transformação. Se busca um caminho para um novo ano, com novos resultados, com certeza um mergulho profundo em si mesmo é o primeiro passo.


