Em uma palestra renomada, Ken Robinson nos convida a refletir sobre a importância de valorizar a criatividade no ambiente escolar.
Sem dúvida, a criatividade é uma habilidade que pode ser desenvolvida e que possui um valor imenso na economia atual.
Em discussões anteriores, já exploramos os medos que frequentemente sufocam essa capacidade vital.
Embora haja um consenso sobre as propostas de Ken Robinson, a verdade é que grandes transformações no sistema educacional básico podem levar um tempo considerável para se concretizarem.
A necessidade de investir em nossa formação criativa é urgente.
É por isso que sugerimos que cada um de nós decida, agora, por conta própria, desenvolver os talentos essenciais para a nova economia criativa.
Se o objetivo é ter soluções inovadoras, a prática é indispensável.
Imagine-se em uma situação profissional onde uma solução criativa é exigida.
No momento crucial, porém, surge um bloqueio total, impedindo qualquer produção de qualidade.
Será extremamente difícil, nesse instante, forçar-se a ser criativo se você não tiver o preparo necessário.
Anote isto: se você busca a capacidade de gerar a ideia certa na hora certa, é preciso iniciar o processo agora, muito antes de a necessidade surgir.
Nesse sentido, a criatividade assemelha-se à defesa pessoal: para agir no momento certo, o preparo deve ter começado muito tempo antes.
Para preparar nossa criatividade, devemos aceitar a probabilidade de cometer erros.
Se a aversão ao erro for total, nossa iniciativa se torna acanhada.
Afinal, a originalidade só se manifesta quando nos desviamos do padrão comum e do convencional.
O modelo educacional atual, por exemplo, ainda é moldado pelas necessidades de uma era industrial, onde o erro é penalizado e estigmatizado.
Todos são incentivados a se comportar e raciocinar de maneira padronizada, quase como em uma linha de produção.
É importante ressaltar: você não precisa cometer erros propositalmente.
Nem estamos sugerindo que você deva fazer o oposto do que todos fazem apenas por ser diferente – isso também não faz sentido.
Na maioria das vezes, o mais eficaz é modelar, seguir o caminho já trilhado por outros.
Apoie-se nos ombros de gigantes e aproveite as experiências e os conhecimentos de grandes mestres. Isso é válido.
No entanto, buscamos consciência nesse processo; não queremos repetir ações sem compreender a razão por trás delas.
Em nossos estudos, sempre enfatizamos a escolha consciente.
Haverá, sim, situações em que faz sentido seguir um caminho oposto, experimentar o desconhecido e, de fato, ser criativo.
A criatividade, afinal, é algo que se desenvolve.
Cuidado para não se tornar prisioneiro das etiquetas que seu próprio preconceito criou.
Observe, por exemplo, a crença comum de muitas pessoas que se descrevem como analíticas e objetivas, mas que se consideram “sem criatividade”.
Esse é um rótulo que elas atribuem a si mesmas, muitas vezes por uma ansiedade em relação à experimentação de processos criativos.
Não existe uma divisão binária entre pessoas criativas e não criativas, como há entre pessoas altas e baixas.
A criatividade é uma habilidade que se desenvolve, não um dom inato.
É algo que você já desenvolveu ou que ainda não desenvolveu.
Assim como qualquer outra capacidade, a criatividade pode ser praticada passo a passo.
Naturalmente, no início será mais desafiador, mas, conforme se adquire maestria, é possível fortalecer essa habilidade.
O primeiro passo é remover a máscara, o rótulo de “não ser criativo”.
O Teste do Profissional Criativo: Saudável, Brilhante e Consistente
Você se considera um profissional criativo? Faça o teste: um bom profissional criativo possui três grandes características: ele é saudável, brilhante e consistente.
Se você é apenas saudável e brilhante, mas carece de consistência, significa que não é um profissional totalmente confiável.
Tudo parece depender da sorte, do imponderável, do acaso. Há momentos de alta produtividade e criatividade, e outros de total bloqueio.
Se você é brilhante e consistente, mas não é saudável, o resultado é fadiga e esgotamento.
Infelizmente, essa é a realidade de muitos profissionais de elite, altamente produtivos e competitivos, que em certa idade enfrentam infartos ou problemas de estresse crônico.
E existem, ainda, aqueles que são saudáveis e consistentes, mas não são brilhantes.
Essa é a maioria que se mantém na mediocridade.
Em um mercado cada vez mais competitivo, é fundamental saber se destacar da multidão, ativando a característica de ser brilhante naquilo que faz.
Qual desses perfis se encaixa melhor para você?
Quais desses três elementos — ser saudável, brilhante e consistente — você acredita que precisa desenvolver mais?
Lembre-se: você é o único responsável pela sua criatividade.
Não importa as circunstâncias, no final das contas, o desenvolvimento dessa habilidade depende exclusivamente de você.
A criatividade é, portanto, uma habilidade que pode ser treinada.
A maestria é alcançada passo a passo, fortalecendo todos os recursos necessários.
Sem prática, jamais será possível desenvolver o hábito e o talento criativo.
O desafio é que vivemos em um estado de constante atenção parcial, sendo interrompidos o tempo todo.
Isso dificulta a concentração necessária para desenvolver a criatividade.
Se você sente que precisa aprimorar seu foco, saiba que existem treinamentos dedicados que podem ajudar a fortalecer sua capacidade de concentração e, consequentemente, impulsionar sua criatividade.
São abordagens que condensam o conhecimento essencial, permitindo um progresso significativo em pouco tempo.


