Águia ou Galinha: Guia para Acelerar Seu Crescimento Profissional

Tempo de leitura: 10 min

Escrito por Tiago Mattos
em maio 20, 2025

Águia ou Galinha: Guia para Acelerar Seu Crescimento Profissional

Águia ou Galinha: Qual Rumo Você Dará à Sua Carreira Profissional?

Você sente aquela tristeza de domingo à noite, sabendo que o fim de semana está acabando e a segunda-feira se aproxima?

Se você se identifica com essa sensação, esta conversa é para você.

Vamos explorar uma diferença fundamental que pode moldar o seu futuro profissional: a escolha de seguir uma carreira como um “profissional águia” ou como um “profissional galinha”.

A Metáfora da Águia e da Galinha no Mundo Profissional

Águias e galinhas são aves, com bico, penas e asas, mas suas vidas são incrivelmente distintas.

Pense nisso: você provavelmente já viu uma galinha de perto, talvez até tenha pegado uma.

Elas são abundantes, controladas, e frequentemente cisca no quintal em busca de qualquer alimento.

Águias, por outro lado, são raras. Elas voam alto, caçam no topo da montanha, são fortes e poderosas.

A galinha é domesticada, mais fraca e, por vezes, medrosa.

Podemos passar o dia inteiro com essas comparações, mas a mensagem principal é clara: todos nós podemos escolher qual dessas aves simboliza melhor nossas ações e decisões no ambiente profissional.

A cada dia, a cada momento, fazemos escolhas que nos aproximam de um comportamento de águia ou de galinha.

Muitos se encontram em uma condição de “galinha”, mesmo que temporária, comportando-se como os colegas, buscando a média, conformando-se com a mediocridade ou cedendo à pressão social do grupo.

Isso tudo simboliza a galinha. Mas talvez, dentro de você, exista um inconformismo, o desejo de se destacar, de voar alto como uma águia.

A grande mensagem é que sempre temos o poder de escolha sobre nosso comportamento.

Você pode, sim, ser um profissional águia, voar mais alto, transformar-se em um profissional raro, admirado e valorizado.

Você pode escolher desenvolver sua carreira mais rápido do que a média, mesmo que a cultura da mediocridade tente puxá-lo para um patamar mais baixo.

A escolha de voar alto está em suas mãos.

Por Que o Mercado Valoriza a Performance?

É comum se esforçar para crescer na empresa e não ver o resultado desejado, talvez recebendo apenas um bônus irrisório ou um aumento simbólico.

Essa é a “migalha” que se joga para a “galinha” ficar quieta no quintal, sem reclamar muito. Mas seu potencial é muito maior!

Para voar mais alto, é crucial entender que o modelo econômico atual é completamente diferente de uma ou duas décadas atrás.

Ainda existem empresas que não se adaptaram, tratando os funcionários como os antigos operários da Revolução Industrial: você entra em um certo horário para girar um parafuso, apertar um botão, sem precisar pensar muito.

Se quebrar um braço, outro toma seu lugar. Nesse cenário, todos são iguais e facilmente substituíveis.

E se você é facilmente substituível, não há como pedir um aumento significativo.

Coloque-se na posição do empregador: se ele tem muitos trabalhadores, todos se comportando como “galinhas” – sem diferencial, facilmente substituíveis, com centenas de outros iguais no mercado –, por que dar um aumento significativo?

A resposta é simples: não há motivo.

Se for fácil substituí-lo, suas chances de ser bem remunerado são mínimas.

Galinhas são abundantes e fáceis de substituir. As fábricas de hoje, por exemplo, usam robôs e mão de obra desvalorizada.

Sobreviverá apenas quem conseguir se tornar competitivo. Isso vale tanto para empresas quanto para trabalhadores.

Como as empresas se tornam competitivas? Adotando um modelo onde a performance individual faz a diferença.

É por isso que os profissionais de sucesso se comportam de maneira diferente: como verdadeiros empreendedores, mesmo sendo empregados.

A Mentalidade Intraempreendedora

Se o seu objetivo é alcançar voos mais altos, você precisa ir além do esperado.

Para ser um profissional disputado e merecer salários maiores, comporte-se como um empreendedor dentro da organização onde você trabalha.

Imagine-se no lugar do seu chefe ou empregador. Você tem um funcionário que pensa e se comporta como se fosse o dono da empresa, implementando melhorias que geram um faturamento extra, por exemplo, um milhão de reais por ano.

O que você faria para reter esse funcionário? Certamente, reagiria ao pedido de aumento.

Um profissional com espírito empreendedor tem um valor muito maior, é raro de encontrar e, por isso, tem chances muito maiores de prosperar na empresa.

Para assumir esse comportamento empreendedor, agindo como uma águia que voa alto, devemos buscar a melhoria contínua.

Isso significa descobrir suas forças e fraquezas e usar o conhecimento para ajustar e melhorar sua performance.

Mantenha o foco em fortalecer seu capital humano, suas experiências e seus relacionamentos, realizando aperfeiçoamentos para aumentar seu valor de mercado.

Os 4 Perfis Profissionais: Onde Você Se Encaixa?

Para entender melhor seu potencial, vamos analisar quatro tipos de profissionais.

Provavelmente, você se identificará com um ou mais desses perfis:

1. O Peão

O peão é aquele funcionário legal, pontual, que busca estabilidade e preza pela segurança.

Tudo o que faz é pensando: “Será que o chefe vai ficar bravo? Ele vai gostar? Vai aprovar?”.

Com todo o respeito, o peão é um tipo de funcionário que não agrega muito valor, pois pode ser substituído com facilidade.

O chefe pode contratar outra pessoa, dar um treinamento rápido, e ela fará seu trabalho.

Se você é facilmente substituível, isso representa um risco enorme.

Pode ser demitido a qualquer momento e, mais importante, não há garantia de um salário alto.

Se você se identifica com esse perfil, o primeiro passo é identificar o que realmente o motiva.

Para se destacar e se tornar uma águia, você precisa gostar de verdade do que faz.

Se a chegada do domingo o deixa triste por saber que o fim de semana acabou, é hora de refletir sobre seus interesses e encontrar um ambiente onde você possa se diferenciar.

Você não quer ser um “peão” para o resto da vida, sem progredir na carreira, sem aumento de salário, vivendo com medo de ser demitido, de errar ou de não conseguir pagar suas contas e as de sua família.

2. O Revoltado

O revoltado é aquele profissional com boa intenção, que quer contribuir com ideias diferentes, mas muitas vezes não é ouvido.

Mesmo que os colegas até pensem que a ideia é boa, ele acaba impondo-a, agindo do seu jeito.

Ele é muitas vezes mal compreendido por não saber se comunicar direito.

Essa imposição gera tensão, atrito e brigas na equipe, e o revoltado acaba sendo isolado pelos colegas.

Por um lado, o peão não tem futuro porque é apático e facilmente substituível.

Por outro, o revoltado também não tem futuro porque é um “sem noção” completo na forma de se comunicar.

Se você se identifica com o perfil do revoltado, precisa investir urgentemente em estratégias para apresentar suas ideias e gerar valor sem querer impor tudo a todo custo.

Invista na sua comunicação para melhorar sua marca pessoal e a percepção que as pessoas ao seu redor têm de você.

Às vezes, um perfil revoltado indica que você está na empresa errada.

Como diz a frase: “Se você é a pessoa mais inteligente da sala, você está na sala errada”.

Se seus colegas são apáticos, reativos, seu chefe não te escuta e ninguém quer suas ideias, talvez seja hora de procurar outra empresa.

Caso contrário, você também pode acabar se tornando apático e reativo, e isso travará seu crescimento.

É fundamental que você esteja sempre no ambiente certo, que permita seu desenvolvimento e o torne um profissional cada vez mais valorizado.

3. O Intraempreendedor

Este é um degrau acima do peão e do revoltado.

O intraempreendedor entende que a chave para crescer na carreira é entregando mais valor. Mas qual a diferença? “Intra” significa “dentro”.

O intraempreendedor é aquele que empreende dentro da empresa de outra pessoa.

Enquanto o empreendedor clássico tem sua própria empresa, o intraempreendedor prefere procurar uma boa empresa, o ambiente certo, para praticar o empreendedorismo como funcionário.

Ele sabe que existem empresas que vão valorizar esse comportamento.

O ponto mais importante é encontrar a empresa certa.

Muito cuidado: se você está na empresa errada, seu comportamento proativo e de boa vontade pode acabar prejudicando mais do que ajudando.

Infelizmente, existem empresas cuja cultura empresarial estimula o conformismo e a mediocridade, e você pode ser visto como uma ameaça ao se destacar.

Nesses lugares, as pessoas tentarão desmotivá-lo.

A solução para o intraempreendedor é continuar com esse “fogo” e buscar os lugares certos para utilizar seu comportamento.

Ajustar o ambiente ideal é fundamental. Se você está no ambiente errado, sua batalha pode ser perdida.

Além disso, invista na comunicação adequada para cultivar sua rede de contatos, apoiadores, e para ser percebido de forma positiva.

Um intraempreendedor, às vezes, pode olhar com certo desdém para os outros, achando-se melhor ou que os demais são medíocres.

Cuidado com isso! Humildade é crucial.

Não importa quanto talento, quão boas suas ideias, se você for rotulado como arrogante, será malvisto e isolado.

Não se tem sucesso sozinho.

4. O Empreendedor

O quarto tipo de profissional, o empreendedor, está focado em criar valor para os clientes.

Eles compartilham o mesmo “fogo interno” dos intraempreendedores: são pessoas que fazem o que precisa ser feito para contribuir e melhorar.

O funcionário com comportamento empreendedor é excelente em executar e implementar soluções.

Ele usa paixão, criatividade e inspiração, criticando o que está ultrapassado e buscando inovações e processos de melhoria contínua.

Para fazer tudo isso, o empreendedor precisa estar em paz com a própria personalidade.

Um profissional cheio de inseguranças ou que tenta agradar a todos fica paralisado logo no início da jornada, cheio de dúvidas como “Será que vai dar certo? E se estiver errado? O que vão pensar de mim? Sou bom o suficiente?”.

O verdadeiro empreendedor não pode deixar essas dúvidas prejudicarem sua capacidade de implementação e execução. É isso que faz toda a diferença.

O empreendedor entende os riscos e, mesmo assim, segue adiante.

Coragem não é a ausência de medo; é sentir o medo e, ainda assim, continuar. Essa é a coragem que caracteriza o empreendedor.

Ele olha para as coisas e se pergunta: “Por que tem que ser desse jeito?”.

Pense em grandes empreendedores que você admira e veja como eles mudaram o mundo, os mercados e as empresas.

Assuma a Responsabilidade Pelo Seu Crescimento

Se você realmente quer se destacar no mercado, alcançar voos mais altos e, consequentemente, salários melhores, no mínimo você precisa ser um intraempreendedor.

Caso contrário, você se tornará mais uma “galinha” que vai todo dia para o trabalho, fazendo apenas o que o chefe pede e recebendo migalhas em troca.

Independentemente da sua situação atual, você pode mudar. Mas para isso, precisa assumir a responsabilidade pelo seu crescimento profissional.

Ninguém no mundo poderá ajudá-lo se, primeiramente, você não mudar sua atitude.

Muitas vezes, ao falar sobre carreira, surgem argumentos de objeção e justificativa:

“Minha empresa é diferente”, “Meu chefe é complicado”, “Minha cidade é pequena”, “Meu caso não tem como mudar”, “Eu sou assim mesmo”.

Falar assim é estar em um estado de negação, é fugir da responsabilidade.

Porém, quando você reconhece que existe a possibilidade de mudar, de subir na carreira, de parar de se comportar como uma galinha e de crescer como uma águia, a responsabilidade é sua e de mais ninguém.

É uma conclusão lógica e irrefutável. Se existe a possibilidade de crescer mais rápido, de rejeitar migalhas e de voar mais alto, não há como culpar o chefe, a crise econômica ou o vizinho.

A responsabilidade está em suas mãos.

A primeira chave é assumir a responsabilidade de mudar sua atitude. Saia de perto de quem só sabe reclamar.

Comece a criar e desenvolver o hábito de se perguntar: “O que eu posso fazer para melhorar hoje? Como posso ser melhor? Como posso gerar mais valor no trabalho?”.

Fazendo isso a cada dia, você estará progredindo, dando um pequeno passo em direção ao que realmente deseja se transformar e crescer, porque você merece.

Quando menos perceber, você poderá olhar para trás e ver o quanto avançou, deixando de ser um empregado comum e substituível para se tornar um profissional raro e disputado no mercado.

É uma escolha, e essa escolha depende de suas ações.

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