Como Ser Mais Confiante: 6 Passos Essenciais para Construir sua Autoconfiança
Uma das perguntas mais frequentes que recebemos é: “Como posso me tornar mais confiante?”. É como o velho dilema do ovo ou da galinha, não é?
Você quer realizar algo em sua vida, mas sente que precisa de mais confiança para isso. No entanto, parece que não consegue agir sem ela.
Mas qual vem primeiro: a confiança ou a conquista? A confiança surge da ação, ou a confiança precede a ação?
Quero que você entenda: ninguém nasce confiante. A confiança é algo que se conquista através das ações que você toma ao longo da vida.
Por isso, acreditamos que a confiança deveria ser chamada de habilidade. Sim, é um conjunto de habilidades, e não uma parte inata da sua personalidade.
E algo que percebemos é que, ao observar uma pessoa confiante – pela forma como ela anda, fala, se porta, ou entra em um ambiente – você percebe algo diferente.
Você vê alguém que agiu e obteve algum tipo de resultado.
O que você não vê, porém, são as centenas de pequenos e privados momentos em que essa pessoa sentiu medo, procrastinou por receio, ou falhou ao finalmente agir.
Momentos em que se duvidou, sentindo-se insuficiente. Porque a confiança não é algo chamativo – isso talvez seja arrogância.
A confiança é uma habilidade cumulativa, algo que cresce com o tempo. Eu mesmo, quando jovem, não era nada confiante em minhas capacidades.
Mas quanto mais me forcei a sair da minha zona de conforto, mais comecei a fazer as coisas que vamos abordar hoje, e a confiança simplesmente cresceu.
Um dia, você olha para trás e pensa: “Uau, eu não sou mais aquela pessoa tímida e insegura”.
Então, vamos mergulhar nisso.
Se você quer ser mais confiante, aqui estão os passos essenciais.
1. Aja!
Você não precisa ser confiante para agir. Pelo contrário, você precisa agir para ter a chance de se tornar mais confiante.
Se você ficar parado, pensando que precisa de confiança para dar o primeiro passo, ficará parado para sempre.
Não dá para meditar ou simplesmente pensar para se tornar mais confiante.
Muitas vezes, a confiança vem dos resultados, de fazer algo que você nem queria fazer, e ver o que acontece.
E não se trata apenas de resultados bons; às vezes, é sobre fazer algo, falhar, e ainda assim seguir em frente.
A confiança também surge de algo crucial: ver a si mesmo se apresentando e tomando a ação necessária, independentemente de como se sentia.
É ver seu medo e, ainda assim, superá-lo, percebendo que ele não o controla.
Trata-se de desenvolver a habilidade de cumprir o que você promete a si mesmo.
Lembro-me de um mentor que dizia: “Estou tentando fazer com que minha proporção de ‘dizer-fazer’ seja de um para um”.
Isso significa que, quando ele diz que vai fazer algo, ele faz, 100% das vezes. Trabalhe em sua proporção de ‘dizer-fazer’.
Trata-se de fazer o que você diz que vai fazer, de priorizar-se.
Não por egoísmo, mas porque seu “eu” futuro vai se encontrar com você em algum momento. Seu “eu” futuro existe.
Ele terá orgulho das ações que você está tomando hoje, ou pensará: “Quem dera eu tivesse feito diferente?”
Cada vez que você cumpre uma promessa a si mesmo, você reforça a autoconfiança, e a autoconfiança é a base da confiança.
A maioria das pessoas não tem autoconfiança, porque, quantas vezes você disse que faria algo e não fez?
Talvez você se esforce mais pelos outros do que por si mesmo. Não pode ser assim.
Há uma pessoa que está sempre observando você, a cada segundo da sua vida: você mesmo.
Então, quando você diz: “Vou fazer isso, e vou fazer isso por mim”, você precisa fazer acontecer.
Sua proporção de ‘dizer-fazer’ deve ser um, ou o mais próximo possível.
2. Visualize o Seu Sucesso
A visualização ajuda imensamente. Lembro-me do meu primeiro jogo de basquete de campeonato.
Eu era o melhor jogador do meu time, e meu grande amigo, o melhor do time dele, era bem melhor que eu.
Eu estava muito nervoso. Minha mãe me sugeriu: “Por que você não visualiza o jogo?”.
Eu tinha uns 13 anos e não entendia. Ela explicou: “Vá para o seu quarto, deite-se, respire fundo e visualize como você quer que o jogo aconteça.
Se fizer isso, não ficará tão nervoso e se sentirá mais confiante ao entrar em quadra”. Eu visualizei o jogo.
No dia seguinte, entrei na partida e me senti mais confiante, como se já tivesse participado de um jogo de campeonato antes.
Não ganhamos – meu amigo era realmente melhor – mas lembro-me de não estar nervoso, mas sim mais confiante.
Você precisa se ver como a pessoa que deseja ser.
Se está nervoso para uma apresentação no trabalho, visualize-se entrando, fazendo a apresentação e arrasando.
Se você não fizer isso, seu cérebro já estará visualizando o futuro, e é por isso que você está nervoso.
Seu cérebro já visualizou você tropeçando nas palavras, parecendo um idiota, caindo no palco, ou com as calças caindo na frente de toda a empresa.
Seu cérebro já visualizou, inconscientemente, o pior acontecendo.
O que você precisa fazer é começar a visualizar o melhor cenário possível.
Você precisa se ver dominando aquela apresentação, precisa se ver como aquela pessoa confiante.
A maioria das pessoas, sem querer, visualiza o que não quer. É por isso que estão nervosas, por isso não são confiantes, porque estamos sempre ensaiando mentalmente algo, quer percebamos ou não.
Nosso cérebro, a maior habilidade humana, é também, dizem, nossa maior fraqueza.
A maior força que manteve nossa espécie viva foi a capacidade de visualizar o futuro e nos preparar para o perigo.
Isso é bom para o perigo, mas não para tentar ser mais confiante, pois o que estamos visualizando são os aspectos negativos da vida, as coisas que estamos tentando evitar, as coisas que tememos.
Então, estamos sempre ensaiando algo mentalmente. A questão é: você está ensaiando o que teme, ou está ensaiando ser mais confiante?
A visualização é um ensaio mental para o seu ‘eu’ futuro.
3. Afirmações Poderosas
No passado, eu era contra as afirmações, achava bobas. Mas nos últimos cinco anos, mudei completamente de ideia.
Você precisa melhorar a forma como fala consigo mesmo.
Pense na pior pessoa que já existiu na sua vida, aquela que o tratou pior. Aquele valentão da escola que o incomodava, ou quem quer que tenha sido.
Quero que você entenda que, por mais que essa pessoa tenha sido ruim, há uma grande chance de que, ao longo da vida, você tenha sido pior consigo mesmo, por causa das coisas que diz a si.
É tão triste ver quantas pessoas têm um diálogo interno tão negativo.
Você precisa mudar a narrativa em sua cabeça sobre si mesmo.
Precisa se tornar o tipo de pessoa que fala consigo da maneira que gostaria de ser falado, como se fosse seu maior fã.
Não se trata de arrogância.
Lembro-me de um amigo que estava dando uma palestra anos atrás, e uma pessoa perguntou: “Você parece muito cheio de si”.
E ele, um homem muito confiante, respondeu: “De quem mais eu deveria estar cheio? O resto do mundo quer que eu me encha de todos os outros.
Se há uma pessoa de quem eu deveria estar cheio, em quem deveria acreditar plenamente, essa pessoa sou eu”.
E se ele fala dessa forma, é porque acredita plenamente em si mesmo, o que é o oposto do que vemos no mundo de hoje.
Você precisa mudar a narrativa em sua cabeça sobre si mesmo.
Precisa falar e afirmar a maneira como quer pensar sobre si e como quer que sua vida seja.
Você pode usar incantações.
Se você mora sozinho, por favor, use incantações! Quando eu morava sozinho, eu as usava o tempo todo.
Depois, me mudei com minha parceira e pensei: “Ela vai me achar louco se eu fizer isso”.
Incantações, ou afirmações ditas em voz alta e com energia, precisam ser ditas alto, com energia e repetição, tão alto que seu sistema nervoso preste atenção ao tom, não apenas às palavras.
Quando algo drástico acontece em sua vida, algo que o ‘religa’ – como um acidente de carro que faz alguém ter medo de dirigir pelo resto da vida – isso acontece por um único momento, uma experiência intensa que mudou tudo em sua mente.
O que você está tentando fazer com as incantações, embora não seja tão drástico quanto um acidente, é fazer seu sistema nervoso reagir: “Uau, esta é uma grande experiência, um evento intenso! Preciso internalizar isso o mais rápido possível!”.
Seu crítico interno, que tem dominado por muito tempo, é uma voz desatualizada que tenta protegê-lo.
As afirmações ‘religam’ esse roteiro padrão. As incantações, que são afirmações com poder, tentam realmente penetrar em seu sistema nervoso mais rapidamente.
Elas ensinam ao seu cérebro que a segurança pode vir de criar a vida que você quer, e não apenas de ficar parado se protegendo.
Então, você precisa começar a falar consigo mesmo de forma diferente.
4. Falhe Muito (e Aprenda)
Por alguma razão, as pessoas pensam: “Preciso me tornar confiante em mim mesmo para não falhar”.
E muitos tentam evitar o fracasso, pois um dos maiores medos é o de falhar.
Eu diria que o medo que mais ouço das pessoas é o medo do fracasso.
Mas é impossível criar a vida que você quer sem falhar.
Eu, por exemplo, tenho um negócio de sucesso agora, mas tive vários negócios fracassados onde perdi dinheiro.
Cheguei a ficar cinco meses atrasado no pagamento do meu carro porque meu negócio estava indo muito mal.
Como diz o criador da Honda, o sucesso é 99% fracasso.
Você precisa cair de cara no chão repetidamente.
E uma vez que você percebe que o fracasso não vai matá-lo, você não se importa tanto e não terá tanto medo.
Essa é uma das razões pelas quais vendas é uma habilidade tão crucial e por que, se você for um bom vendedor, sempre terá um emprego:
em vendas, você leva ‘não’ na cara a maior parte do dia.
Eventualmente, você chega a um ponto em que pensa: “Não me importo mais, não é grande coisa, vou continuar”.
Assim, você supera a rejeição e o fracasso.
Mas a confiança também vem de falhar e depois se levantar após o fracasso, e continuar.
Isso constrói confiança, não apenas os resultados do sucesso.
É a sensação de “não vou desistir de mim mesmo”.
Confiança não é apenas “eu sempre venço”.
Confiança, mais do que qualquer coisa, se eu pudesse resumir em uma ou duas frases, é: “Eu confio em mim mesmo e posso lidar com o que quer que aconteça”.
Isso é confiança. Não é “eu sempre ganho”, “eu sou bem-sucedido em tudo”.
É “eu confio em mim mesmo e posso lidar com o que quer que aconteça”.
5. Diga SIM a Coisas Fora da Sua Zona de Conforto
Se você quer construir mais confiança, comece a dizer ‘sim’ a coisas que estão fora da sua zona de conforto, quando normalmente diria ‘não’.
Apenas tente dizer ‘sim’. Faça coisas que são completamente fora da sua zona de conforto.
Dizer ‘sim’ não é sobre forçar-se; é sobre expandir, sobre entender que a confiança cresce nessa ‘zona de alongamento’.
A confiança se expande quando você está um pouco fora da sua zona de conforto e se sente muito desconfortável, mas faz mesmo assim.
E você não ‘morre’. E então você pensa: “Puxa, que bom que eu me dediquei a isso”.
A confiança vem de perceber que você está um pouco fora da sua zona de conforto repetidamente, e você está apenas ‘esticando’ essa zona de conforto, sem entrar em pânico, mas fazendo o que precisa.
Então, você precisa se perguntar: “A próxima versão de mim diria ‘sim’ a isso?”. Essa é a sua deixa.
“O que a melhor versão de mim faria neste momento? A melhor versão de mim decidiria não fazer isso? A melhor versão de mim teria medo?
A melhor versão de mim recuaria e se diminuiria, como fiz durante toda a minha vida, ou a melhor versão de mim diria: ‘Vamos lá, vamos tentar!’?”
Comece a dizer ‘sim’ a coisas que você normalmente diria ‘não’.
6. Faça o que Você Não Quer Fazer
Melhorar em fazer o que você não quer fazer constrói confiança.
Essa é uma das razões pelas quais eu adoro (e odeio) os banhos de água fria.
Nunca gostei de fazê-los, mas adoro a sensação e a confiança que construo em mim mesmo quando faço algo que não quero fazer.
Nunca quis tomar um banho de água fria, mas sempre quis sentir a confiança que construo em mim mesmo ao fazê-lo.
Faço isso desde 2015, quando ouvi falar daquele cara maluco chamado Wim Hof.
Pensei: “Estou tentando construir algo incrível na minha vida. Preciso fazer coisas que me assustam, preciso fazer coisas que não quero fazer.
Preciso conquistar essa vozinha interior na minha cabeça e aprender a ouvi-la e dizer: ‘Dane-se, vou fazer mesmo assim!'”.
Então comecei a entrar em água fria e, anos depois, é algo enorme que todo mundo está fazendo.
E se há dias em que você quer acordar cedo, mas o alarme toca e você não quer levantar?
Faça o que você não quer fazer: levante-se cedo, mesmo assim.
Há dias em que você estará cansado e não vai querer treinar? Não quer fazer? Faça mesmo assim.
Esses pequenos momentos na sua vida são o que constrói confiança, não é criar uma empresa de milhões.
São esses pequenos e minúsculos momentos, essas microdisciplinas que criam essas enormes mudanças de identidade ao longo do tempo.
Elas se acumulam repetidamente.
Então, você tem esses pequenos momentos de: “Sabe, não quero acordar, mas vou acordar mesmo assim”.
“Sabe, não quero fazer essa ligação de prospecção, mas vou fazer mesmo assim”.
“Sabe, não quero treinar, mas vou treinar mesmo assim”.
“Sabe, não quero tomar um banho frio, mas vou tomar mesmo assim”.
São esses pequenos momentos na sua vida que você acumula às centenas e milhares, e com o tempo, você avança um ano, dois, cinco, dez anos, e pensa: “Caramba, estou muito mais confiante do que jamais estive em toda a minha vida!”.
Por quê? Por causa dessas pequenas e minúsculas decisões, desses momentos em que você fez o que não queria, mas sabia que seria bom para você.
Esses momentos em que você decidiu sair da sua zona de conforto, esses momentos em que você agiu e falhou, se levantou e continuou.
Esses momentos em que você decidiu falar consigo mesmo e ser seu maior fã e se impulsionar.
Esses momentos em que você visualizou o futuro que deseja e o que está tentando criar.
E esses momentos em que você agiu quando não queria. É aí que a confiança é construída.
Você não pode ler um livro sobre confiança e se tornar confiante.
Você precisa fazer essas coisas para construir confiança dentro de si.


