Desvende o Gênio: 7 Princípios de Vida Inspirados em Leonardo da Vinci
Você já ouviu falar de Leonardo da Vinci, certo? Mas você sabe por que ele é considerado um dos maiores gênios de todos os tempos? Sua genialidade vai muito além do que a maioria imagina.
Leonardo da Vinci não foi apenas um inventor, pintor, escultor, arquiteto, cientista ou engenheiro. Suas habilidades se estendiam por áreas como biologia, anatomia, literatura, botânica, astronomia e cartografia.
É um feito raro, mesmo nas universidades de hoje, aprender tantas disciplinas distintas. Da Vinci, porém, era mestre em todas elas, em uma época sem internet, onde obter informações era um desafio imenso.
Se focarmos apenas em seus talentos centrais, ele foi um dos principais pintores de todos os tempos, criando obras mundialmente famosas como a Mona Lisa e A Última Ceia.
No campo das invenções, é creditado por esboços e ideias que anteciparam o helicóptero, o paraquedas, o carro blindado e muitas outras tecnologias.
Além disso, era ambidestro, capaz de escrever e esboçar simultaneamente com as duas mãos. É por todas essas façanhas, unidas em uma única pessoa, que muitos historiadores o chamam de Gênio Universal.
A jornada para a genialidade pode parecer inatingível, mas podemos trilhar caminhos que nos aproximam dela. Inspirados em Leonardo da Vinci, vamos explorar sete princípios de vida que podem ajudá-lo a expandir seu próprio potencial.
1. A Curiosidade é o Primeiro Passo
Dificilmente alguém foi tão curioso quanto Da Vinci. Um exemplo icônico aconteceu quando, ainda jovem, ele pegava folhas de papel de seu pai e as levava para a floresta perto de sua casa.
Lá, passava horas e horas, dia após dia, usando esse tempo para aprender e entender o processo de mudança das plantas, desenhando cada peculiaridade e anotando reflexões que surgiam.
Enquanto alguns se entediam com uma breve explicação sobre botânica, ele as estudava em cada mínimo detalhe.
Quanto maior for sua curiosidade por algo, maiores serão as chances de você se tornar um mestre naquilo.
Por isso, tente se aprofundar ao máximo no que estiver fazendo e busque todas as respostas para suas dúvidas.
Uma ótima maneira de fazer isso é manter um caderno ou diário para registrar pensamentos, planos e ideias assim que surgirem.
2. Experimente e Comprove
Sempre que Da Vinci aprendia algo novo, ele não se limitava a ouvir ou ler. Ele costumava comprovar por si mesmo o que era dito, por meio de experimentos.
No passo anterior, falamos sobre a importância de ter um caderno, mas sabemos que muitos apenas compreendem a ideia, e pouquíssimos realmente a colocam em prática, fazendo um teste por um mês, por exemplo.
São poucos os que transformam o conhecimento em ação. A experimentação é o segundo passo para se tornar um gênio.
3. Use Todos os Seus Sentidos
Um aspecto em que Da Vinci era extremamente diferenciado era o uso de seus cinco sentidos.
Essa é uma característica fundamental para quem busca ser um “polímata” – uma pessoa que não restringe seu conhecimento a apenas uma área.
Seu contato visual era essencial para pinturas e esculturas; o olfato e paladar, para seus serviços como botânico; e a audição, para poesia e música.
Todos juntos eram cruciais para as variadas dimensões de engenharia que ele propunha.
Ele nunca ficou preso apenas ao dom visual que possuía, mas abraçava todos os detalhes que chegavam aos seus sentidos.
Você também deve fazer uso de seus sentidos em detalhes, não apenas dos olhos.
Se estiver ouvindo uma música, tente entender os padrões sonoros. Se estiver segurando algo, procure sentir sua presença nas mãos.
Se estiver respirando, desfrute da fragrância e das diferenças dos cheiros ao seu redor.
Não coma apenas para saciar a fome, mas use vários sentidos: olhe para os detalhes da comida, sinta seu cheiro e sabor, mastigue e perceba as diferentes texturas.
Essa atitude de atenção plena na vida com certeza ajudará a aumentar seu foco e inteligência.
4. Conforte-se com os Paradoxos
Imagine se eu fizesse duas afirmações que, à primeira vista, parecem opostas: primeiro, que a motivação é ruim e a autodisciplina deve ser preferida; depois, que começar as manhãs com afirmações positivas é interessante.
Alguém poderia imediatamente me julgar, dizendo que me contradigo. Mas essa mesma pessoa poderia tentar entender em que situação cada afirmação foi feita, ou até questionar se não entendeu algo.
Para a maioria das pessoas, duas afirmações diferentes e aparentemente opostas causam confusão e levam a um julgamento rápido, escolhendo a opção que melhor se alinha à sua opinião.
Mas os gênios não agem assim. Eles tentam entender as duas coisas que, à primeira vista, parecem ser opostas.
Não são rígidos a ponto de fazer um julgamento imediato, mas buscam mais informações para chegar a uma conclusão embasada.
O quarto passo rumo à genialidade é ficar confortável com os possíveis paradoxos da vida.
5. Equilibre Ciência e Arte
Atualmente, vivemos na era da ciência. Tudo precisa ser explicado por ela, enquanto qualquer forma de arte é encarada por muitos como um desperdício, algo inútil.
A maioria dos pais, por exemplo, preferiria que seus filhos estudassem algo relacionado à ciência, e fogem de tudo que se conecta à arte.
Da Vinci, no entanto, sabia da importância de ambas as áreas. Ele foi um mestre tanto nas artes quanto na ciência, porque sabia que elas se complementam.
Enquanto a ciência busca saber muito sobre um assunto específico, a arte expande nossos horizontes.
A ciência transmite exatidão, a arte transmite beleza.
O conteúdo que você consome hoje não o atrai apenas pela informação em si, mas também pela forma como é apresentado.
Se o material não tivesse um planejamento artístico cuidadoso, provavelmente você não estaria aqui.
A mesma atitude é necessária para a leitura de livros: o aprendizado pessoal é ótimo, mas reserve tempo para ler ficção também.
Dar importância tanto à ciência quanto à arte é o quinto passo rumo à genialidade.
6. Cuide do Corpo e da Mente
Se pedirem para você imaginar um gênio, provavelmente virá à sua mente a imagem de alguém magro, de óculos, talvez com algumas atitudes peculiares.
Essa visão é muito diferente dos gênios do passado. Da Vinci, por exemplo, era um bom nadador, cavalgava e fazia muitos exercícios, preocupando-se com sua forma física.
Ele fazia isso porque sabia que corpo e mente estavam conectados de alguma forma.
Portanto, se você quer desenvolver seu potencial, dê um cuidado especial à sua saúde.
Cuidar da saúde não é só fazer exercícios; mais importante que isso é cuidar da sua alimentação, seguindo uma dieta adequada, e também do seu sono, criando um ambiente apropriado para dormir.
Ter consciência de que corpo e mente estão conectados e trabalhar nisso é o sexto passo para se tornar um gênio.
7. Entenda que Tudo Está Conectado
Da Vinci foi um grande desbravador do corpo humano, estudando e desenhando seus órgãos e elementos funcionais, o que serviu tanto para suas pinturas quanto para seus projetos de engenharia.
Este princípio também é exemplificado por Steve Jobs, que usou seus conhecimentos em caligrafia, aprendidos em aulas opcionais da faculdade, para enriquecer a experiência dos usuários dos computadores Apple.
Lembre-se de que tudo está conectado e que suas experiências – boas ou ruins – do momento presente podem ser usadas no futuro para se conectar com outras ideias e fazer com que você deixe sua marca no mundo.
Entender que tudo está conectado a tudo é o sétimo passo rumo à genialidade.


