Fé e Desenvolvimento Pessoal: Crer ou Não Crer em Busca de um Propósito Humano

Tempo de leitura: 3 min

Escrito por Tiago Mattos
em maio 12, 2025

Fé e Desenvolvimento Pessoal: Crer ou Não Crer em Busca de um Propósito Humano

Crer ou Não Crer: Uma Conversa Essencial Sobre Fé, Razão e o Ser Humano

Uma das questões mais profundas e recorrentes que recebemos é sobre crenças, se há uma fé específica, se acreditamos em Deus.

Essa curiosidade nos levou a mergulhar na resenha de um livro fundamental que propõe um diálogo aberto sobre o tema.

Estamos falando de “Crer ou Não Crer”, uma obra que coloca em diálogo dois gigantes contemporâneos: o ateu Leandro Karnal e o católico Padre Fábio de Melo.

Imagine por um momento a riqueza de uma conversa entre essas duas mentes influentes.

Religião X Cristianismo: A Grande Ideia Por Trás das Ações

Pense em um empresário que se declara muito religioso, um homem que vive para a igreja.

Ele participa de todos os eventos, está sempre presente nos rituais semanais e até mesmo se envolve ativamente, como conselheiro, citando passagens bíblicas.

É um exemplo dentro da comunidade religiosa.

Porém, ao sair, ele maltrata seus funcionários, impõe salários abusivos e cria condições de semi-escravidão.

Ao mesmo tempo, julga as atitudes de um jovem “impuro” que tenta encontrar forças dentro da própria igreja, tentando afastá-lo de um lugar que ele considera ser apenas para os “santos”.

Agora, do outro lado, imagine um pai de família que não frequenta a igreja aos domingos, mas usa esse dia para cultivar uma horta para as crianças de uma creche sem recursos.

Pense também em um professor que diz não acreditar em Deus, mas que, ao ver um aluno com dificuldade, passa a noite inteira pesquisando métodos diferentes para que o ensino seja assimilado por todos.

É crucial entender: existem muitos líderes religiosos que não são verdadeiramente cristãos, e, da mesma forma, há ateus que praticam valores mais cristãos do que muitos que se dizem católicos.

A primeira grande ideia que o livro nos apresenta é a necessidade de entender a diferença entre ser religioso e ser cristão.

A fé genuína se manifesta em ações, não apenas em rituais ou títulos.

Fé Não é Moeda de Troca: A Essência do Crer

Um fato pouco conhecido é que, no passado, já se teve a oportunidade de trabalhar em uma emissora de TV católica onde é transmitido um famoso programa de direção espiritual.

Nessa cidade, e em outras, é vasto o comércio de produtos religiosos – medalhinhas prometendo proteção, água benta para cessar problemas, Bíblias abertas em Salmos específicos para afastar o mal da casa.

Por que isso acontece? Porque é mais fácil barganhar com o divino do que ter fé genuína.

É muito mais fácil querer transformar uma pedra em pão para todos do que compreender que “nem só de pão vive o homem”.

Acreditar que a materialidade trará proteção, querer barganhar com Deus, é fazer a mesma coisa que a figura central do cristianismo tanto condenou.

A segunda grande ideia que o livro nos traz é: crer não é uma troca de favores.

Não se trata de ser bom para “ir para o céu”.

Precisamos ser bons porque é o correto, porque é a atitude ética e humana esperada.

O Diálogo Humano: Além dos Rótulos e Crenças

Quando se pensa no encontro entre um religioso e um ateu, logo imaginamos dois indivíduos fanáticos defendendo seus pontos de vista a qualquer preço.

No entanto, o livro “Crer ou Não Crer” demonstra que isso definitivamente não aconteceu.

E não aconteceu principalmente por um motivo: por trás do religioso e por trás do ateu, existe um ser humano que busca diariamente ser uma pessoa melhor.

Existe um ser humano que se silencia para ouvir uma opinião completamente contrária à sua, que não perde seu tempo se defendendo e negando tudo o que o outro fala, mas sim usa esse tempo para aprender um pouco mais e evoluir.

Antes de ser religioso ou ateu, existe o indivíduo.

E isso pode ser ampliado para todas as discussões destrutivas que vemos por aí, seja na política ou no fanatismo por times de futebol.

Quando nos desprendemos dos rótulos, pregamos valores humanos como educação, conhecimento, preparo, solidariedade e tolerância, muitas vezes como parte de um desenvolvimento espiritual.

Seja qual for a definição, quando nos enquadramos nesse espírito, sempre queremos o mesmo objetivo: sermos pessoas melhores.

A diferença acontece apenas em “como” fazemos isso: alguns usam a religião, outros não.

Compreender isso facilita muito uma discussão como a que aconteceu nesse livro, onde se debate, se diverge e, surpreendentemente, se fortalece uma amizade.

Sua Jornada de Desenvolvimento Pessoal

A terceira grande ideia é: perceba o objetivo das pessoas.

Às vezes, a discussão é somente sobre “como” e não sobre “por que”.

Seja você ateu, religioso, agnóstico ou qualquer outro, se o que busca é desenvolvimento e melhoria contínua, seja muito bem-vindo.

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