Como Superar o Medo de Começar Algo Novo: Dê o Primeiro Passo com Confiança

Tempo de leitura: 6 min

Escrito por Tiago Mattos
em março 4, 2025

Como Superar o Medo de Começar Algo Novo: Dê o Primeiro Passo com Confiança

Como Superar o Medo de Começar Algo Novo e Dar o Primeiro Passo

Você já sentiu aquele frio na barriga, aquela paralisia inexplicável diante de um novo projeto, ideia ou desafio?

Esse é o medo de começar, um obstáculo comum que impede muitos de nós de alcançar nosso potencial.

Mas a boa notícia é que ele pode ser superado. Vamos explorar as duas principais raízes desse medo – a ansiedade social e a autocrítica – e como podemos enfrentá-las.

Enfrentando o Medo da Desaprovação Social

O medo do julgamento alheio, da rejeição ou de afetar nossa “posição social” é uma das formas mais potentes de ansiedade social.

E a verdade é que não há uma pílula mágica para isso, mas posso compartilhar o que funcionou para mim.

Ao longo dos anos, muitas coisas deixei de fazer por receio da desaprovação social, do tipo “o que vão pensar de mim?”.

Entender a origem desse medo foi crucial para superá-lo.

Essencialmente, o medo da desaprovação social – a preocupação com o que os outros pensarão – é um golpe na nossa necessidade de pertencimento.

Se pensarmos nos nossos ancestrais, ser ostracizado da “tribo” significava, muitas vezes, a morte.

Sem amigos, sozinho na selva, você seria presa fácil.

Nosso cérebro, especialmente a amígdala (a parte responsável pelo medo), evoluiu para ser extremamente sensível a ameaças sociais.

O risco de ser excluído era um risco de vida. É por isso que desenvolvemos o medo de sermos vistos como tolos, o medo do julgamento, o medo da rejeição.

Passo 1: Entenda que é Normal.

Reconhecer que essa reação é totalmente normal e biologicamente programada foi um divisor de águas.

Nosso cérebro foi literalmente projetado para nos impedir de nos expor se houver um risco de desaprovação social.

Mas a pergunta é: esse comportamento, evolutivamente programado, ainda é útil hoje?

Correr de um leão, claro, é um instinto vital.

Mas será que deixar de criar um projeto online porque você se preocupa com o que seus amigos pensarão é realmente uma ameaça à sua sobrevivência?

Seria fatal se você convidar alguém para sair e receber um “não”? Provavelmente não.

Trezentos mil anos atrás, sim, poderia ter sido.

Mas hoje, o pior que pode acontecer é sentir um desconforto momentâneo.

Compreender isso me ajudou a relativizar o medo da ansiedade social.

Meu irmão, a propósito, foi um verdadeiro visionário nesse aspecto.

Ele começou a criar conteúdo há anos e parecia não se importar com o que os outros pensavam.

Já para mim, essa barreira era muito maior e exigiu essa compreensão profunda para ser superada com o tempo.

Passo 2: A Mentalidade “Ninguém se Importa”.

A segunda coisa que me ajudou foi perceber que a maioria de nós superestima demais a importância que os outros dão às nossas ações.

Faça um experimento mental: seu melhor amigo decide iniciar um podcast e começa a entrevistar pessoas que ele conhece.

Quanto você o julgaria por isso? Provavelmente nada.

Você provavelmente pensaria: “Que legal, um podcast! Avise quando eu puder ouvir.”

Talvez, por um milissegundo, você pense algo bobo, mas logo esqueceria.

A verdade é que todos estão tão preocupados com o que os outros pensam deles que raramente estão pensando em você.

Como disse Eleanor Roosevelt: “Você passará a vida se preocupando com o que os outros pensam sobre você até perceber que eles mal pensam em você.”

Ninguém está gastando energia cerebral pensando no que você está fazendo.

Eles têm suas próprias vidas e problemas.

Essa revelação me trouxe a “Mentalidade Ninguém se Importa” (MNI).

Sempre que me sinto paralisado pelo medo da desaprovação social, lembro a mim mesmo: ninguém se importa.

Tudo bem. Ninguém está pensando em mim. Posso simplesmente fazer o que preciso fazer.

Foi incrivelmente libertador quando comecei a criar meu próprio conteúdo.

Pensei que muitos se importariam; na verdade, quase ninguém se importou.

Algumas pessoas riram no começo, e depois, quando o projeto ganhou sucesso, essas mesmas pessoas queriam aparecer.

Mas, no geral, as pessoas estão ocupadas com suas próprias vidas. Não há necessidade de se preocupar.

Superando o Medo da Autocrítica e do Fracasso

A segunda grande barreira é o medo da autopercepção: “e se eu não for bom o suficiente?”.

A autocrítica e o medo de falhar são inimigos poderosos.

Minha estratégia para isso é simples, mas poderosa: abaixe a barra ou abraçe o imperfeito.

Geralmente, se estamos com medo de começar algo porque achamos que não somos bons o suficiente, é porque nosso padrão está muito alto.

Vejo isso o tempo todo em nosso programa de mentoria para criadores de conteúdo.

Muitos de nossos alunos, 90% dos quais eram iniciantes completos, tinham dificuldade em começar por uma combinação de perfeccionismo, autocrítica e medo de falhar.

Eles comparavam seus primeiros passos ao trabalho de um profissional estabelecido.

Imagine se você quisesse aprender a dirigir, mas se comparasse instantaneamente com um piloto de Fórmula 1.

Seria ridículo, certo?

Você pensaria: “Nunca serei tão bom, então nem vou tentar.” É exatamente a mesma coisa.

Passo 1: Reconheça que você vai ser ruim no começo.

Se você está começando algo, você vai ser ruim nisso. E está tudo bem.

Abraçar essa mentalidade de iniciante, essa mentalidade de crescimento, de que “é ok ser ruim no começo”, é fundamental.

Sempre que me pego procrastinando, geralmente é porque a barra está muito alta.

A solução é abaixá-la.

Uma vez que consigo começar e fazer a coisa de forma consistente, então posso elevar a barra e buscar a maestria.

Por exemplo, hoje, tenho dificuldade em ir à academia regularmente.

Para mim, uma vitória é simplesmente aparecer e fazer um único exercício. Eu abaixei a barra.

Às vezes, faço uma “sessão simbólica” onde eu apenas apareço, faço uma série de supino e vou embora.

Mas se eu estivesse competindo para ser um atleta profissional, isso não seria suficiente.

Teria que elevar a barra. Mas para começar, abaixar a barra é o segredo.

Passo 2: Entenda o Ciclo de Melhoria.

Alguém pode perguntar: “Como você melhora se sempre abaixa a barra?”.

É uma excelente pergunta e gosto muito dela.

Há três níveis:

  • Nível 1: Começar. Seu objetivo é apenas dar o primeiro passo. Se você está começando, abaixe a barra e abraçe o imperfeito.
  • Nível 2: Fazer Bem. Uma vez que você está fazendo a coisa de forma consistente (por exemplo, um projeto online por semana), então você pode elevar a barra e tentar fazer bem.
  • Nível 3: Otimizar. Depois de fazer bem, você pode focar em refinar e otimizar.

Reconheça onde você está na sua jornada de melhoria.

Para a academia, preciso abaixar a barra.

Para um canal de conteúdo, onde já sei como criar vídeos, preciso elevar a barra e buscar a excelência.

Tenho outra frase que gosto de usar, ligada ao excesso de pensamento (overthinking): “Eu posso pensar demais, desde que esteja agindo.”

O excesso de análise se torna um problema quando impede a ação.

Você pode analisar e pensar mil vezes sobre as coisas – eu faço isso com meus projetos.

Mas eu digo a mim mesmo: enquanto eu estiver publicando conteúdo consistentemente, o excesso de pensamento é aceitável.

Se eu parar de agir, então o excesso de pensamento não é bom.

Pense nisso como uma estrutura: a consistência é a fundação.

E em cima dela, você pode ter o excesso de pensamento e a análise.

Enquanto essa fundação estiver firme, você continuará avançando, construindo a vida que deseja.

Mas se a análise e o excesso de pensamento se tornam a fundação, e a ação se torna apenas um ‘acréscimo’, você nunca chegará a lugar nenhum na vida.

Pelo menos é isso que eu digo a mim mesmo, e isso me ajuda muito.

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