A Chave Inesperada para Construir Confiança e Acreditar Mais em Si Mesmo
O que realmente impulsiona a crença em si mesmo? Mais do que qualquer outra coisa, é fazer o que você diz que vai fazer.
É encarar aquilo que você não quer fazer, mas fazer mesmo assim.
Se você cumpre sua palavra, se você diz “vou fazer isso” e realmente faz, sabe o que acontece? Você começa a acreditar mais em si mesmo.
Hoje, vamos mergulhar fundo em como ter mais confiança e desenvolver a autoconfiança.
Recentemente, em sessões de mentoria e treinamentos sobre mentalidade, uma pergunta persistente surgiu: “Como posso acreditar mais em mim mesmo?”.
Quando essa pergunta se repete, é um sinal de que o tema precisa ser explorado.
O Elo Perdido: Autoconfiança e Autoconfiança
Um dos participantes expressou uma profunda falta de confiança. Ele disse: “Eu minto para mim mesmo. Digo que vou fazer algo e não faço.”
Ele contou exemplos como: “Digo que vou para a academia e não vou. Digo que vou acordar cedo e não acordo. Digo que vou dedicar tempo para crescer meu negócio e não dedico.”
Ao investigar mais a fundo, descobrimos algo crucial: ele não confiava em si mesmo.
Essa era a raiz de tudo.
Então, perguntamos: “Qual é o oposto de não confiar em si mesmo?”.
A resposta veio: “Confiar em mim mesmo.” E o que mais? “Ter confiança em mim mesmo.” Exatamente!
Pense nisso: se você diz que vai à academia dez vezes, quantas vezes realmente vai? Talvez duas ou três.
E quando não vai, o que você diz a si mesmo? Coisas como: “Que diabos você está fazendo? Você é inútil, um fracassado.”
E mesmo quando vai, o que diz? “Não estou me esforçando o suficiente, ainda estou acima do peso, não pareço bem.”
É como se ele se castigasse, faça o que fizer ou não.
A Associação Mental: Por Que Evitamos o Que Nos Fará Bem?
Considere outro exemplo: você visita a casa de alguém com um cão agressivo.
A maioria das pessoas pensa: “Há algo de errado com aquele cão.”
Mas entenda: ele não nasceu agressivo. Ele passou por algo no passado e agora associa a silhueta de um humano ao perigo.
Se você se critica quando não vai à academia e ainda se critica quando vai, o que você acha que está associando à academia em sua mente?
Você está se castigando mentalmente toda vez que vai e toda vez que não vai.
É claro que seu cérebro vai querer evitar essa atividade!
Ele pensa: “Isso é bom ou ruim? Bem, independentemente de eu ir ou não, eu me castigo, então é ruim.”
Isso é um mecanismo de proteção. Da mesma forma que o cão evita humanos, seu cérebro tenta evitar a academia.
Isso se aplica a qualquer área: relacionamentos, carreira, estudos. Nossos cérebros são mestres em associar uma coisa à outra.
Por exemplo, um cão associa o som de um pacote de petiscos à recompensa.
Da mesma forma, nosso cérebro associa coisas a “bom” ou “ruim”.
A pergunta é: aquilo que você evita – a academia, relacionamentos, o crescimento do seu negócio – você associa a algo bom ou ruim?
Não o que você conscientemente sabe que é bom, mas o que seu subconsciente, aquele 95% que opera por trás das cenas, realmente percebe.
Essa é a primeira barreira para agir.
Ação Antes da Crença: O Segredo Revelado
A pergunta natural é: “Como começo a acreditar em mim mesmo para agir?”.
E a resposta pode te surpreender. Quem disse que você precisa acreditar em si mesmo para agir?
A crença não é um pré-requisito para a ação.
Na verdade, se você está fazendo algo que nunca fez antes, algo em que não é bom ou em que é iniciante, você não deveria acreditar totalmente em si mesmo.
Seria até um pouco irracional.
Mas a beleza da ação é que você não precisa de crença prévia para dar o primeiro passo.
Pense em um vendedor: ele não precisa acreditar que alguém vai comprar para conversar com um cliente.
Basta falar com pessoas suficientes e seguir o roteiro, e eventualmente alguém comprará.
Sim, mais crença e convicção ajudam, mas não são obrigatórias para começar.
Você só precisa fazer o que é necessário: ligar, bater na porta, seguir o script.
Nada disso exige que você se condicione magicamente a acreditar.
Não estou dizendo para não fazer afirmações positivas ou não ser gentil consigo mesmo – isso é importantíssimo!
Mas a crença ou o pensamento positivo não são requisitos para a ação.
Ao se preparar para um projeto desafiador, como escrever um livro, é comum ouvir que será difícil.
No entanto, é possível reverter essa mentalidade.
Em vez de focar na dificuldade, é mais eficaz afirmar: “Isso será fácil e sem esforço.”
Repetir essa ideia pode tornar a experiência muito mais leve e produtiva.
Pensamento e fala positiva ajudam a reprogramar seus pensamentos e construir sua autoconfiança, mas não são obrigatórios para dar o primeiro passo.
O Verdadeiro Construtor de Confiança: Faça o que Você Diz que Vai Fazer
Sabe o que mais ajuda a construir a crença em si mesmo? Fazer o que você diz que vai fazer.
E fazer o que você não quer fazer, mas faz mesmo assim.
Quando você faz algo difícil que realmente não quer fazer, e o faz de qualquer maneira, mesmo que não seja um sucesso imediato, você ainda constrói a crença em si mesmo.
Não se trata de sucesso ou fracasso, mas de você se apresentar para si mesmo.
Há sempre alguém observando você – e essa pessoa é você mesmo.
Resultados são ótimos, mas a ação e o cumprimento da sua palavra são ainda melhores.
Ao se apresentar e seguir adiante com suas ações, e se você obtiver resultados melhores do que antes, você começará a acreditar mais em si mesmo.
E se você fizer isso repetidamente, sua crença continuará a crescer.
A maioria das pessoas quer ler um livro ou encontrar uma “pílula mágica” para ter mais confiança, mas isso não existe.
Você precisa agir, fazer o que precisa ser feito, e eventualmente obterá os resultados desejados.
Como obter resultados? Agindo na direção que você quer ir. É simples.
Exemplos Práticos:
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Para perder peso: Você não precisa acreditar que perderá peso para ir à academia, suar em um treino, cortar besteiras, beber mais água ou descansar.
Mas se você fizer todas essas coisas de forma consistente, adivinha? Eventualmente, você subirá na balança e verá um peso menor.
A crença não foi necessária para agir. Mas quando você vê um peso menor, você começa a acreditar um pouco mais, e depois mais, e mais.
Essa é a crença que você esperava conseguir por meio de uma lavagem cerebral, mas que só vem com a ação.
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Para o sucesso em vendas: Se você sabe que X ligações equivalem a Y pessoas atendendo, que equivalem a Z pessoas comprando, você não precisa acreditar que pode faturar uma alta quantia para pegar o telefone, ler o roteiro de vendas ou aprender a superar objeções.
Se sua matemática estiver correta, e você agir — fizer as ligações, conversar com todos, superar objeções, seguir o roteiro —, você atingirá sua meta.
Você não precisou acreditar em si mesmo, apenas agiu. E quando você age, você obtém resultados, e cada resultado te faz acreditar um pouco mais.
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Para escrever um livro: Você não precisa acreditar em si mesmo para escrever 500 palavras por dia, para delinear a trama ou para definir um cronômetro e escrever por 20 minutos.
Você não precisa acreditar que alguém vai querer ler seu livro para editar o primeiro rascunho ou compartilhar com um amigo.
Mas ao agir, você eventualmente obtém os resultados desejados. E o simples ato de obter resultados, ou mesmo de se ver agindo, construirá sua confiança.
Quando você vai à academia consistentemente, sem se preocupar em acreditar, você eventualmente se olha no espelho e vê melhorias.
Sobe na balança e vê um número menor.
E quando isso acontece, você acredita um pouco mais. E semana após semana, você ganha mais confiança.
Nas vendas, cada venda te dá um pouco mais de crença.
O Ciclo da Competência e Confiança
Qual a lição principal aqui? Você não precisa acreditar em si mesmo para agir.
Se você está esperando que a confiança e a crença caiam do céu, vai esperar para sempre.
Você só precisa tomar a ação certa, e eventualmente os resultados virão.
Quando os resultados vêm, você começa a acreditar um pouco mais em si mesmo.
Um dia, você acordará e perceberá que tem muito mais confiança do que tinha há um, dois ou três anos.
Não porque você quis acreditar ou esperou pela crença, mas porque você agiu em busca dos resultados que desejava.
Uma pessoa confiante não nasce pronta.
Ninguém nasce pensando: “Uau, que cara confiante!”.
Uma pessoa confiante é construída tijolo por tijolo, ação por ação, resultado por resultado.
Tudo isso vem de alguma forma de ação.
Existe um conceito chamado Ciclo da Confiança e Competência.
A maioria das pessoas se pergunta: “O que vem primeiro? A confiança ou a competência?”.
É uma pergunta capciosa.
Você não precisa de nenhum dos dois primeiro. Você precisa agir para se dar a chance de se tornar mais confiante (acreditar mais em si mesmo) e mais competente (desenvolver as habilidades e o conhecimento necessários).
Se você quer ser confiante, se quer acreditar em si mesmo, precisa se levantar e AGIR.
Não há livro que substitua isso, nem meditação que faça o trabalho sozinha.
O Combustível Adicional: Diálogo Interno Positivo
Para dar um impulso extra, pare de se criticar na sua própria cabeça.
Comece a falar positivamente consigo mesmo sobre as ações que você está tomando.
Se você age em direção aos seus objetivos e, ao mesmo tempo, é seu maior fã em sua própria mente, você desenvolve uma autoconfiança quase sobre-humana.
Inconscientemente, ao longo da vida, a maioria de nós se condicionou a não acreditar em si mesmo, o que dificulta a ação.
Mas quando você começa a agir, a prestar atenção e a reprogramar seus pensamentos para acreditar em si mesmo, a ser mais gentil e a falar positivamente, e você começa a ver resultados, sua confiança e competência crescem exponencialmente.
Se você realmente quer desenvolver a confiança e a crença em si mesmo, entenda: a única maneira de chegar lá é agir.
Fazer o que você diz que vai fazer e encarar as coisas difíceis que você sabe que deveria fazer.
Se você fizer isso, a confiança e a autoconfiança virão.
Faça sua missão de melhorar o dia de alguém.


