O Poder Oculto do Ego: Como Usá-lo a Seu Favor para Crescer e Ajudar Outros
Quando ouvimos a palavra “ego”, a primeira imagem que nos vem à mente é frequentemente negativa, não é?
Pensamos em arrogância, em alguém que se excede, ou naquelas situações em que “o ego dele tomou conta”.
Parece um aspecto destrutivo e indesejável da nossa psicologia.
Mas e se eu dissesse que é possível usar o seu ego para o bem? Que ele pode ser uma força poderosa para o seu desenvolvimento pessoal e para criar um impacto positivo no mundo?
Sim, eu acredito que podemos.
E mais do que isso: o ego é uma parte intrínseca de nós, talvez algo que nunca desapareça completamente.
Se vamos conviver com ele por toda a vida, por que não aprender a usá-lo de forma construtiva?
O Ego: Uma Parte Inevitável da Sua Jornada
Pense bem: se você vivesse até os 100 anos, seria realista esperar que seu ego simplesmente sumisse? Provavelmente não.
O ego é uma parte fundamental da nossa composição psicológica, algo que se desenvolve desde a infância.
Livros de psicologia confirmam que ele integra a nossa estrutura mental.
E se não podemos nos livrar dele, o mais inteligente a fazer é aceitá-lo e aprender a direcioná-lo para algo positivo.
Comecei a entender isso mais profundamente ao longo dos últimos meses.
Enquanto escrevia um livro, passei por inúmeras rodadas de edição, dedicando incontáveis horas para aprimorá-lo, adicionar, subtrair e refinar cada palavra.
Fazia isso enquanto ainda gerenciava meu negócio e uma equipe de mais de 30 pessoas.
Meu objetivo era criar o melhor livro possível, porque eu sabia que, quanto melhor ele fosse, maior a chance de impactar a vida de alguém.
E quanto mais vidas impactadas, maior a probabilidade de ser recomendado e alcançar ainda mais pessoas.
A Dupla Face da Ambição
Enquanto pensava nisso, dei um passo para trás e me permiti um exercício de advogado do diabo, como gosto de fazer, tentando ver os dois lados da moeda.
Percebi que, sim, eu realmente queria ajudar pessoas e impactar o mundo com meu trabalho.
Mas também havia uma outra motivação: eu queria vender muitos livros, queria ser um autor best-seller e, claro, fazer mais dinheiro com isso.
E pensei: há algo errado em querer vender muito? Em querer ser um best-seller?
Não, não há nada de errado.
E percebi que ambos os lados eram verdadeiros.
Eu realmente queria impactar o mundo, e, francamente, seria ótimo ganhar dinheiro com isso também.
Foi então que me ocorreu: seria possível que meu ego — essa minha parte ambiciosa e “egoísta” que almejava um livro de sucesso e lucro — estivesse, na verdade, me ajudando a criar um trabalho ainda melhor?
E se, por causa do meu ego, eu criasse algo superior, eu acabaria ajudando mais pessoas.
Isso significava que meu ego, essa coisa que deveria ser tão “má”, estava me ajudando a ser mais útil?
A resposta era surpreendente: sim, estava!
Entendi que o ego pode, de fato, ser usado para o bem, mas precisa ser direcionado corretamente.
O Ego Como Um Touro Treinado (Não Selvagem)
Imagine o ego como um touro.
Um touro selvagem, solto em um espaço pequeno, pode ser perigoso e destrutivo.
Mas um touro criado em uma fazenda, treinado para puxar um arado, pode cultivar a terra e ajudar a produzir alimento para toda uma vila.
É o mesmo animal, mas usado de maneiras diferentes.
Um é usado intencionalmente, o outro corre perigosamente sem controle.
Assim é o seu ego.
Por muito tempo, e o meu também, ele pode ter corrido solto, causando problemas.
Mas, se usado corretamente, ele pode ser uma ferramenta intencional e poderosa para o seu crescimento.
3 Passos Para Usar Seu Ego Para o Bem
Como, então, você pode começar a usar seu ego para o bem?
Reflita por um momento: quando digo “ego” ou “lado egoico”, o que vem à sua cabeça sobre si mesmo?
É o seu egoísmo, sua inveja, seu lado crítico, sua arrogância, suas inseguranças, seu egocentrismo, sua defensiva, seu apego a certas coisas, sua resistência à mudança, seu perfeccionismo?
Qual dessas características parece “gritar” mais alto em você? É com essa que começaremos a trabalhar.
Passo 1: Reconheça e Aceite
O primeiro passo é aceitar que seu ego é parte de você, assim como seu braço é parte do seu corpo.
Você não corta seu braço porque ele tem pelos ou sardas, certo?
Você o aceita como ele é.
Da mesma forma, precisamos aceitar nossos lados egoicos.
Sim, eu tenho um ego.
Tenho meus momentos de egoísmo, de egocentrismo, de ser crítico ou defensivo.
Todas essas são facetas de mim, assim como sou extrovertido ou tímido, alegre ou calmo.
O ego está lá, possivelmente desde a infância, e é improvável que desapareça.
Aceitá-lo, no entanto, diminui muito o controle que ele exerce sobre você.
Passo 2: Mude Sua Relação Com Ele
É como se casar e ter que lidar com os sogros.
Você pode não se dar bem com eles, mas eles estão lá.
Se não vão embora, você precisa mudar sua relação com eles.
Com o ego é a mesma coisa.
Você precisa encontrar o lado bom que existe nele.
Meu egoísmo, ao escrever o livro, me ajudou a criar uma obra melhor, que, por sua vez, pode impactar mais vidas.
Se o ego está lá, como você pode mudar sua relação com ele?
Em vez de estar em constante batalha, procure o bem que ele já produziu.
Pense em situações passadas: que bem surgiu da sua defensiva, do seu egoísmo ou de qualquer outra característica egoica?
Pode ser difícil no início, pois você está tentando ver algo que sempre considerou negativo por uma lente positiva.
Mas eu garanto que o bem está lá.
Passo 3: Use-o Intencionalmente Para o Bem
Tendo aceito seu ego e mudado sua relação com ele, o terceiro passo é usá-lo para criar algo melhor no mundo.
Pense no ego como uma ferramenta em sua caixa.
Você pode pegar seu ego quando quiser criar um conteúdo melhor porque quer que mais pessoas o ouçam, para ser mais reconhecido, ou para ter mais sucesso.
Isso é o lado egoico, sim.
Mas ele também o está impulsionando a criar um trabalho de mais qualidade, que impactará mais pessoas.
É como escolher a ferramenta certa para o trabalho.
Você usa um martelo para pregar um prego, não para parafusar.
Seu ego e seus diferentes aspectos podem ser usados dependendo da necessidade.
A chave é usá-lo intencionalmente.
Você o usa, ele não te usa.
Por muito tempo, é o ego que nos usa.
A questão é: como podemos aprender a usar essa ferramenta da nossa caixa de forma consciente?
Ao passar por este processo, você perceberá que será muito mais fácil se libertar do julgamento sobre seu próprio ego.
Você começará a ver que ele tem um propósito, que pode ser usado para o bem e, se utilizado corretamente, pode ajudá-lo a construir uma vida melhor para si mesmo e para aqueles ao seu redor.
É assim que você se torna amigo do seu ego e o usa para o seu maior bem.


