Chega de “Deveria”: Liberte-se das Expectativas e Construa a Vida Que Você Deseja
Já parou para pensar em quantas vezes a palavra “deveria” domina seus pensamentos e decisões?
“Eu deveria estar ganhando mais dinheiro”, “Eu deveria estar casado”, “Eu deveria ter filhos”… Se a sua vida parece preenchida por esses “deverismos”, este texto é para você.
Hoje, vamos mergulhar fundo no porquê você precisa parar de se cobrar tanto e, mais importante, descobrir de onde vêm essas cobranças.
Quem Inventou os Seus “Deverias”?
Muitas vezes, a pressão vem de fora, não de uma voz interior.
Quem te disse que você deveria estar em tal ponto da vida, ter certa quantidade de dinheiro, um carro específico, uma casa, ou mesmo ser casado com filhos aos 25?
Foi a sua família? A sociedade? Seus amigos? Revistas? As redes sociais?
É fundamental questionar a origem dessas vozes.
Não existe um caminho único para o sucesso, nem uma receita de bolo para a felicidade.
A ideia de que “a vida deveria ser assim” é um mito. No entanto, muitos de nós acabamos absorvendo esses “deverismos” alheios e os internalizamos como se fossem nossos próprios objetivos e desejos.
Os “Deverismos” Estão Te Estressando?
Pense na fonte do seu estresse. É a lacuna entre onde você está e onde você acha que deveria estar?
Essa disparidade é uma fonte constante de ansiedade.
Se você sente que deveria estar casado, por exemplo, de onde veio essa crença? Foi uma única pessoa? Uma repetição constante da sociedade, da mídia?
É crucial identificar se esses “deverismos” são, de fato, seus próprios anseios.
Muitos vivem uma vida baseada em roteiros escritos por outros, sem sequer saber o que realmente querem para si. Já pensou nisso?
Desmascarando os “Deverismos” Mais Comuns
Vamos listar alguns dos “deverismos” mais ouvidos, e para cada um, a mesma pergunta: Quem te disse isso?
- “Você deveria estar em um relacionamento agora.”
- “Você deveria estar casado a essa altura.”
- “Você deveria ser médico/advogado/seguir essa carreira.”
- “Você deveria ganhar um certo valor de dinheiro.”
- “Você deveria ter uma casa própria/filhos/estar poupando.”
- “Você deveria seguir o caminho ‘seguro’.” (Se 2020 nos ensinou algo, é que o “seguro” nem sempre é tão seguro assim, especialmente quando sua segurança depende totalmente de outros.)
- “Você deveria fazer faculdade.” (Será que as pessoas mais bem-sucedidas são as que necessariamente foram para a faculdade? As estatísticas mostram que não.)
- “Você deveria acreditar nas mesmas coisas que seus pais (religião, política).”
Esses são apenas alguns exemplos de como os “deverismos” podem moldar sua trajetória.
O perigo é que você pode estar construindo uma vida que não te pertence, uma vida que não reflete seus verdadeiros desejos e paixões.
A Crise da Meia-Idade e os “Deverismos”
Muitos chegam aos 40, 45 anos, e se dão conta: “O que minha vida se tornou? Não era isso que eu queria!”.
Esse é, muitas vezes, o resultado de ter seguido uma série de “deverismos”:
- Terminar o ensino médio e ir direto para a faculdade, mesmo sem querer.
- Conseguir um diploma que “dá dinheiro”, mesmo sem paixão.
- Casar com o(a) namorado(a) da escola.
- Ter “2,5 filhos”, duas casas, dois carros.
- Entrar em dívidas para manter as aparências.
Um dia, você acorda e percebe: “De quem é essa vida que estou vivendo?”.
É a vida de outra pessoa, não a sua.
E o pior: muitos nem sequer sabem mais o que realmente querem. Viveram tanto tempo para as expectativas alheias que esqueceram de si mesmos.
Não é Egoísmo, é Autopreservação
É um músculo que precisa ser exercitado: descobrir o que você quer.
E aqui vai uma verdade: se não está prejudicando ninguém, você deveria fazer o que quiser.
Alguns dirão: “Ah, mas isso é egoísmo!”. Não, não é. É autopreservação.
Quando um homem segue o caminho que realmente deseja, ele se torna a melhor versão de si mesmo.
E adivinha? Essa melhor versão impacta positivamente a vida de todos ao seu redor, em um nível muito mais profundo.
Quando estamos presos em trabalhos que odiamos ou vivendo vidas que não nos satisfazem, nos tornamos miseráveis. E essa miséria se reflete em nossas relações.
Quando você encontra seu propósito e começa a segui-lo, você cresce, fica mais entusiasmado, mais apaixonado pela vida.
Essa paixão transborda e inspira outros a buscarem sua própria melhor versão.
O “egoísmo” aparente de buscar sua paixão na verdade beneficia a todos.
Sua Jornada, Suas Regras
Vou ser bem direto: não importa o que seu pai, sua mãe, a sociedade ou qualquer outra pessoa ao seu redor queira para você.
Não importa quanto dinheiro você ganha, se é solteiro, casado, religioso ou não.
Tudo o que importa é uma coisa:
Faça o que você sente que deveria fazer se:
- Não estiver prejudicando ninguém.
- For o que você realmente quer fazer.
- Fizer sua alma se sentir viva.
Muitos homens constroem uma vida que não desejam e se sentem presos.
Mas saiba: você nunca está totalmente preso.
É possível, sim, desconstruir lentamente a vida que você construiu e reconstruir uma que realmente te faça feliz.
Não será fácil, mas valerá a pena, para você e para todos ao seu redor.
Como Saber o Que Você Realmente Quer?
Se você ainda não está totalmente enredado em uma vida da qual não consegue sair, você tem um caminho mais fácil: descobrir o que você quer e começar a se desvencilhar do resto.
Como saber se algo é o que você realmente quer?
- Você não sente ansiedade ou medo, apenas um certo nervosismo (que é diferente de medo).
- Há algo dentro de você que grita “sim!“, uma empolgação genuína que te faz querer pular e começar agora mesmo.
No entanto, uma voz interna pode sussurrar: “Mas isso não é realista!”.
Quem define o que é realista ou não? A história está cheia de exemplos de pessoas que alcançaram o sucesso em idades avançadas, quebrando todas as “regras” sociais:
- Stan Lee, criador da Marvel Comics, só teve seu primeiro grande sucesso aos 40 anos.
- Vera Wang, ícone da moda, entrou na indústria aos 40 anos.
- Samuel L. Jackson conseguiu seu primeiro grande papel como ator aos 46 anos.
- Henry Ford lançou seu primeiro carro aos 45 anos.
- Charles Darwin publicou seu primeiro livro aos 50 anos.
Nunca é tarde.
O único “deveria” que realmente importa é: você deveria começar.
Sua Missão: Construir Sua Vida de Paixão
Seu trabalho é construir a vida que você quer, a vida pela qual você é apaixonado.
Se você ainda não sabe qual é a sua paixão, tudo bem. Mas não está tudo bem não estar em busca constante por ela.
Porque quando você encontra sua paixão, quando você para de ouvir o que os outros dizem que você deveria fazer, você desabrocha.
E quando você desabrocha, abre as portas para que as pessoas ao seu redor também desabrochem.
Então, pare de se encher de “deverismos”.
Você quer saber o que você deveria fazer?
Você deveria fazer aquilo para o qual você nasceu, aquilo que te faz sentir vivo neste planeta.
Mas, para isso, você precisa descobrir o que é.


