Domine a Criação de Conteúdo: Estratégias Essenciais para Crescer e Monetizar

Tempo de leitura: 18 min

Escrito por Tiago Mattos
em abril 25, 2025

Domine a Criação de Conteúdo: Estratégias Essenciais para Crescer e Monetizar

Domine a Criação de Conteúdo: Estratégias Essenciais para Crescer e Monetizar

Recentemente, tive a oportunidade de compartilhar algumas estratégias com um grupo de criadores de conteúdo que estão trilhando seus próprios caminhos.

Minha experiência, que começou em 2017 e evoluiu de um estudante sem recursos a um empreendedor de sucesso e autor best-seller, me proporcionou aprendizados valiosos.

Desde 2020, em uma comunidade online, mais de 20.000 pessoas já aprimoraram suas habilidades de criação.

Hoje, quero compartilhar alguns desses insights com você, abordando como iniciar, desenvolver e monetizar seu conteúdo, transformando sua paixão em um empreendimento bem-sucedido.

A Jornada de um Criador: Do Sonho à Realidade

Minha jornada na criação de conteúdo começou há muitos anos, por volta de 2008, quando descobri um universo de criadores de música que faziam covers incríveis.

Eu sonhava em fazer parte daquilo, aprender instrumentos e criar meus próprios vídeos musicais com amigos.

Por sete anos, de 2010 a 2017, eu me prometia: “Este é o ano em que farei um vídeo”.

A procrastinação era constante, sempre achando que não tinha o equipamento certo ou o conhecimento necessário.

Após esse longo período, finalmente criei alguns vídeos musicais, mas o resultado não foi animador. Fui forçado a repensar meu caminho.

Naquela época, enquanto ainda estudava medicina, eu já gerenciava um negócio de cursos preparatórios para exames médicos no Reino Unido, que gerava uma receita anual considerável.

O crescimento, porém, começou a estagnar. Foi então que percebi: “Se sou bom em ensinar isso, por que não criar conteúdo educativo sobre o assunto?”

A ideia era simples: gerar valor para atrair interessados, que eventualmente poderiam se tornar clientes dos meus cursos.

Naquele momento, eu não sabia, mas estava descobrindo o que hoje é conhecido como marketing de conteúdo orgânico.

Minha carreira como criador, que começou com um sonho musical frustrado, se transformou em um espaço onde eu compartilhava conhecimento sobre um tema que dominava: como ingressar na faculdade de medicina.

O Poder da Ação Imediata na Criação de Conteúdo

Lembro-me claramente de uma das primeiras tentativas de gravação, peguei meu celular e decidi: “Vou começar a criar esse tipo de conteúdo. Sei que os primeiros 50 serão ruins, mas tudo bem, preciso começar agora ou nunca o farei.”

Essa ação imediata foi crucial. Com o tempo, aprendi que, embora sistemas de produtividade ajudem, a essência do ato criativo é aproveitar a inspiração no momento em que ela surge.

Quanto mais tempo se passa entre a ideia e a execução, maior a chance da ideia se dissipar. É um decaimento exponencial: a ideia morre se não agirmos.

O desafio é equilibrar a captura da inspiração com a construção de um sistema robusto de geração de ideias, utilizando ferramentas e inteligência artificial para títulos e miniaturas, sem perder a espontaneidade.

O Framework TTH: Título, Miniatura e Gancho

Um dos pilares da criação de conteúdo eficaz é a estrutura TTH: Título, Miniatura (Thumbnail) e Gancho (Hook).

Para mim, o título é o elemento mais importante, especialmente para conteúdos educativos.

A miniatura, embora útil, não tem a mesma criticidade que para canais de entretenimento. O gancho, por sua vez, conecta o título ao conceito central.

Recentemente, em uma sessão, fui desafiado com a ideia de um conteúdo chamado “Por que seu chefe te odeia?”.

Não é um tema que eu abordo frequentemente, mas serve como um excelente exemplo para demonstrar meu processo.

Quando tenho uma ideia, como criar um conteúdo sobre o livro “Querer”, de Luke Burgis, que explora o desejo mimético, a primeira pergunta é: qual será o título? O que o espectador vai ganhar ao final?

Por exemplo, para o livro, poderíamos ter chegado ao título “Assista a isso se você se sente atrasado na vida”. O gancho então liga isso ao conteúdo.

Se o título fosse “Como ser mais produtivo”, mesmo que o livro não seja sobre produtividade, o gancho poderia ser: “Se você quer ser mais produtivo, a maioria dirá para otimizar seu tempo. Mas, na realidade, ser produtivo é mais sobre a direção do que sobre a eficiência. Este livro vai te ajudar a definir melhores objetivos.”

Esse tipo de “troca” permite que um título atraente, mesmo que pareça um pouco ‘clickbait’, seja justificado pelo gancho, que direciona para o verdadeiro valor do conteúdo.

Com o tempo, percebemos que podemos fazer quase qualquer título funcionar, desde que seja clicável e entregue o valor prometido.

Na minha visão, 80% do sucesso de um conteúdo reside em sua ‘embalagem’: conceito, título, miniatura e gancho.

Os 20% restantes são a criação do roteiro, gravação e edição.

Embora pareça frustrante que a embalagem seja tão decisiva, é o jogo que jogamos.

Ferramentas baseadas em inteligência artificial transformaram a forma como eu e minha equipe geramos ideias para conteúdo.

Elas nos sugerem temas baseados no que nossa audiência gosta, em tendências e no desempenho de conteúdos anteriores.

Também nos permitem explorar e desenvolver nossas próprias ideias, gerando inúmeras variações de títulos, miniaturas e ganchos.

Há inclusive programas de colaboração onde criadores podem refinar suas ideias com especialistas, buscando originalidade e impacto, sem a necessidade de uma assinatura paga, apenas focando na criatividade e no desejo genuíno de criar.

A Importância da Escolha do Título e dos Testes A/B

O tempo dedicado à escolha de um título pode variar de meia a uma hora por conteúdo. Geralmente, selecionamos dois títulos provisórios para testes A/B, mantendo-os com menos de 55 caracteres para boa exibição em dispositivos móveis.

Curiosamente, alguns dos conteúdos mais bem-sucedidos surgem da inspiração pura, sem a necessidade de testes ou ferramentas de IA.

Por exemplo, vi um conteúdo chamado “Como Ficar Rico” e decidi criar um com o mesmo título, focando na ideia de que é preciso ser obsessivamente dedicado a esse objetivo.

Gravei-o sem grande preparação, apenas seguindo a intuição e falando abertamente, e se tornou um dos meus favoritos do ano.

Muitas vezes, vídeos criados com essa paixão genuína superam aqueles meticulosamente planejados, provando que a autenticidade tem um valor imenso.

O Equilíbrio entre Paixão e Performance da Audiência

Como criar conteúdo que empolga e performa bem? Penso nisso como um diagrama de Venn: de um lado, o que desejo criar; do outro, o que a audiência quer ver.

O ‘algoritmo’ de qualquer plataforma reflete a audiência. Se um conteúdo é intrigante o suficiente para atrair muitos cliques e bom o suficiente para ser assistido, ele terá sucesso.

A maior parte dos criadores não tem 100% de sobreposição entre o que amam fazer e o que a audiência consome.

Quanto maior essa sobreposição, mais satisfeito o criador estará. Para mim, talvez apenas 20% do que quero criar se alinha diretamente com o que o público busca.

O desafio é justamente este: como transformar um tema que me interessa, mas que talvez não seja óbvio para a audiência, em algo que as pessoas se importem?

Por exemplo, um conteúdo sobre “Como Estudantes Podem Gerar Renda Extra em 2025” quase certamente teria milhões de visualizações.

Por mais que eu possa pensar “Ah, não, outro vídeo de renda extra!”, eu me lembro que muitos estudantes fazem parte do meu público e que esse tema é de fato valioso.

Minha abordagem é a seguinte: se eu tivesse que dar uma palestra universitária sobre isso, como a tornaria interessante e valiosa?

Esse processo me ajuda a encontrar a paixão pelo tema, mesmo que a princípio pareça apenas “para as visualizações”.

O objetivo é tornar o processo divertido, porque, afinal, qual o sentido de seguir essa carreira se não for prazeroso?

Essa é a batalha diária: alinhar o que me entusiasma com o que tem potencial para performar bem para a audiência.

Definindo o Seu Nicho de Conteúdo

Definir um nicho é crucial, e ele se baseia na combinação de dois elementos: público-alvo e proposta de valor.

Nos meus primeiros dias, meu público-alvo eram jovens que queriam entrar na faculdade de medicina no Reino Unido, e a proposta de valor era “eu ajudo você a entrar na faculdade de medicina”.

Isso tornava a criação de conteúdo bem mais fácil. Se você está começando, pode ser difícil identificar seu público.

Para conteúdo educativo, a pergunta é: quem você quer que seja seu público-alvo?

Costumo perguntar: se você fosse dar uma palestra para 100 pessoas, sem preparação, quem você gostaria que estivesse na sala para garantir que você agregaria valor?

Ou, de outra forma: você se empolgaria em dar conselhos para você mesmo há 5 ou 10 anos? Que lições você aprendeu que seriam úteis para você no passado?

Imagine-se como um profissional experiente, conversando com iniciantes em sua área. Você se sentiria animado para falar com esse público?

Para a maioria, o público-alvo ideal é uma versão de si mesmo, mas um pouco mais jovem, com menos experiência de vida.

Isso funciona para cerca de 80% dos criadores.

Os outros 20% podem ter um público diferente por causa de um modelo de negócio específico – como um personal trainer de 25 anos cujo público são homens de 45 anos acima do peso que compram seus serviços.

Mas, em geral, “eu, alguns anos mais jovem” é uma ótima diretriz.

Superando o Bloqueio Criativo na Criação de Conteúdo

Para superar bloqueios criativos, conversar com alguém do meu público-alvo sobre seus problemas é incrivelmente útil.

Ao dialogar com membros da minha equipe que se encaixam nesse perfil (mais jovens ou com menos experiência em certas áreas), percebo que os problemas deles – como sentir-se perdido, insatisfeito financeiramente ou com medo da rejeição em relacionamentos – são fontes ricas de ideias.

Por exemplo, alguém pode ter medo de rejeição, algo que eu superei há anos. Isso me inspira a pensar em como criar um conteúdo sobre “Como Superar o Medo da Rejeição”.

Outra estratégia é simular um ambiente de entrevista. Muitos criadores se sentem mais à vontade sendo entrevistados em uma chamada de vídeo do que gravando sozinhos.

Essa interação reduz a pressão de pensar no roteiro, no algoritmo e na performance. Às vezes, peço a um membro da minha equipe ou a um parceiro que se sente atrás da câmera e me faça perguntas.

Isso me permite responder de forma natural e desenvolver o conteúdo. Inclusive, criei um aplicativo que simula essa dinâmica: ele me faz perguntas enquanto eu falo, ajudando a organizar minhas ideias e transformá-las em roteiros.

É uma ferramenta que me permite criar conteúdo enquanto caminho ou em qualquer lugar, apenas usando a voz.

Título ou Miniatura: Qual é Mais Importante no Conteúdo Educativo?

Qual é mais importante: o título ou a miniatura? Para conteúdo educativo, a resposta é: depende.

Canais estabelecidos, com um formato visual reconhecível (como fotos de convidados em fundos padronizados), podem depender menos da miniatura em si, pois a expectativa e o texto já atraem.

Nesses casos, o texto na miniatura ainda é vital, mas o ‘formato’ já é um chamariz.

No entanto, para um canal novo, sem um formato ou relacionamento estabelecido com o público, a miniatura é extremamente importante.

No conteúdo educativo, funciona como a lei da oferta e demanda: se a demanda é alta e a oferta baixa (como era o conteúdo de negócios e finanças há cinco anos), o título é o mais importante.

Um título como “Como Gerar Renda Passiva em 2020” traria muitos cliques. Mas hoje, com tantos criadores abordando o mesmo tema, uma miniatura de destaque se torna crucial para se diferenciar.

Portanto, título e miniatura são igualmente importantes, funcionando como um ‘pacote’.

Quanto mais formato e reconhecimento seu canal tiver, menos a miniatura ‘genérica’ será um fator limitante.

Mas para alcançar novas pessoas fora do seu público usual, a miniatura visualmente atraente é indispensável.

Em relação às miniaturas, algumas diretrizes gerais se mostram eficazes: idealmente, uma única imagem principal (geralmente um rosto), no máximo duas, se for um formato de entrevista.

Pesquisas indicam que miniaturas com mais rostos tendem a performar pior. Além disso, o texto na miniatura deve ser conciso, limitado a três, quatro ou, no máximo, cinco palavras, pois textos mais longos também reduzem a performance.

Tendências e a Evolução do Conteúdo

No universo da criação de conteúdo, não se pode descansar sobre os louros. O que performa bem hoje, pode não performar amanhã.

Por exemplo, em 2019, conteúdos sobre “produtividade” eram um sucesso garantido. Hoje, embora ainda haja interesse, o frenesi diminuiu.

Especialmente durante a pandemia, temas como “hábitos” viram um pico de popularidade, impulsionado por livros como “Hábitos Atômicos”.

O truque é identificar e ‘pegar’ uma tendência antes que se torne saturada.

Antigamente, uma tática revolucionária era replicar títulos de conteúdos virais, fazendo pequenas adaptações. Hoje, essa prática é comum.

Assim que um conteúdo com um título específico, como “Tenho 42 anos, assista se você tem 20”, viraliza, surgem inúmeras imitações.

O primeiro a criar a ideia colhe os maiores frutos; os ‘imitadores’ subsequentes tendem a ter menos sucesso, pois o interesse no formato diminui. É um jogo constante de adaptação.

Para criadores iniciantes, focar em tendências amplas pode ser um desperdício de tempo.

Em vez de buscar o próximo ‘viral’ que triplique as visualizações, é mais eficaz concentrar-se no público-alvo e na proposta de valor, buscando entregar o máximo de valor para a pessoa que assiste ao conteúdo hoje.

O objetivo inicial deve ser criar algo tão valioso que um espectador se sinta compelido a compartilhar com amigos que também fazem parte do público-alvo.

Definindo o Sucesso e a Sustentabilidade da Sua Criação

Definir o que é um ‘bom’ ou ‘ótimo’ conteúdo envolve diferentes métricas.

Há o senso intuitivo do criador sobre a qualidade do seu trabalho. E há métricas mais objetivas: o número de visualizações, que indica o alcance, e os comentários, que medem a profundidade do impacto.

Às vezes, um conteúdo pode ter menos visualizações, mas gerar comentários extremamente positivos e relevantes, ou ótimas conversões para um patrocinador ou um curso.

Para mim, depois de anos e centenas de conteúdos criados, o objetivo não é mais fazer cada um ‘um pouco melhor que o anterior’ – isso é irreal e leva ao esgotamento.

Minha filosofia é simples: aparecer, dar o meu melhor e esperar que o que eu digo agregue valor.

Olho para as análises em macro, mas evito a obsessão diária por números.

Acredito que, ao continuar entregando valor e falando com sinceridade, a carreira se torna mais sustentável e divertida.

E para mim, a sustentabilidade e o prazer são mais importantes do que a otimização máxima para visualizações, mesmo que nem sempre coincidam.

O Equilíbrio entre Consistência e Inspiração

No passado, minha abordagem à criação de conteúdo era “não importa como me sinto, vou fazer o vídeo de qualquer maneira”.

Isso era especialmente verdadeiro quando eu conciliava o trabalho em período integral com a criação de conteúdo.

Tinha que ser disciplinado, gravando múltiplos vídeos em meu único dia de folga.

Hoje, em uma posição mais confortável, priorizo a inspiração. Posso criar um, dois ou nenhum conteúdo em uma semana.

Há momentos em que preciso comunicar a patrocinadores sobre atrasos, e a relação de confiança permite essa flexibilidade.

No início, um acordo de patrocínio de US$500 parecia uma fortuna, equivalente ao meu salário semanal como profissional.

Essa mudança alterou a equação: antes, era tudo sobre ‘consistência, disciplina, faça mesmo sem vontade’; agora, é mais ‘faço quando me sinto inspirado’.

Sacrifício Estratégico e Metas Realistas

Ao entrevistar pessoas bem-sucedidas, percebo que, uma vez no topo, todos falam sobre equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Mas, na fase de ‘ralação’ para chegar lá, ninguém tinha esse equilíbrio. É uma verdade difícil:

é quase impossível conciliar a construção de um negócio ou um projeto com um trabalho em período integral, a família, a saúde e o sono adequado. Algo tem que ceder.

O sacrifício estratégico é fundamental.

Há uma reflexão interessante sobre como as prioridades mudam com compromissos familiares, reduzindo o tempo para projetos pessoais.

Se você é um jovem solteiro, as noites podem ser dedicadas ao seu empreendimento. Mas com múltiplos compromissos, o foco no projeto diminui.

Isso é perfeitamente aceitável, a questão é quando essa disparidade causa frustração.

Se o objetivo é ambicioso, como alcançar milhões de inscritos (o que, por sinal, é uma meta fora de controle e muitas vezes problemática), mas a dedicação é mínima, a frustração é inevitável.

Nesses casos, a solução é ajustar: ou aumentamos a dedicação ao projeto, ou diminuímos a ambição.

Por que a necessidade de milhões de inscritos? O que isso nos trará que já não temos?

Talvez seja melhor encarar a criação de conteúdo como um hobby, sem a pressão de monetizar, pois quanto mais se busca o retorno financeiro, mais excepcional e desgastante o caminho se torna.

A Fórmula do Gancho para o Seu Conteúdo

Para criar um gancho eficaz que conecte o título ao ponto central do conteúdo, há uma fórmula que sigo.

Primeiro, identifique o ‘coração’ do conteúdo – a principal mensagem que você quer que o público leve.

Para “Por que seu chefe te odeia?”, o coração seria: a importância de agregar valor visível no trabalho para o seu próprio progresso na carreira.

Em seguida, o gancho deve reafirmar o título. Uma técnica comum entre criadores de sucesso é repetir o título nas primeiras frases.

Por exemplo, se o título é “X para Y”, a primeira frase seria “Neste conteúdo, vamos do X ao Y…”.

Uma variação que utilizo é: “Se você clicou neste conteúdo, talvez esteja se perguntando…”.

O próximo passo é “agitar a dor” do espectador. Assim como no marketing de vendas, o objetivo é demonstrar empatia e mostrar que você entende o problema que eles enfrentam.

Se você pode articular a dor do seu público melhor do que eles mesmos, eles imediatamente confiarão na sua solução.

Para “Por que seu chefe te odeia?”, o gancho poderia ser: “Se você clicou aqui, talvez se sinta temeroso ao pensar na segunda-feira, sabendo que terá uma relação estranha com seu gestor.

Talvez sinta falta de clareza sobre seu papel e perceba que, por algum motivo, seu chefe não gosta de você, e outros estão sendo promovidos em seu lugar.

Eu conheço bem essa sensação. No passado, tive um chefe que me odiava, e isso tornava meus dias de trabalho um tormento.”

Finalmente, o gancho deve sinalizar o que virá a seguir no conteúdo: “Neste conteúdo, compartilharei cinco dicas para entender por que seu chefe pode te odiar e, crucialmente, o que fazer a respeito.”

Essa fórmula – reafirmar o título, agitar a dor, mostrar empatia e sinalizar o conteúdo – é a base para a maioria dos meus ganchos.

Patrocínios: Quando e Como se Envolver

Sobre patrocínios e parcerias com marcas: minha dica principal é que, a menos que você realmente precise do dinheiro ou tenha um nicho muito específico e esteja disposto a se dedicar a vendas B2B, não se preocupe em procurá-las.

As marcas começarão a te procurar quando seu alcance atingir um certo patamar – alguns criadores recebem ofertas a partir de 10.000 ou 20.000 inscritos.

Como referência, um valor comum é cerca de US$15 por 1.000 visualizações. Isso significa que, para 1.000 visualizações, você ganharia US$15; para 10.000, US$150; e para 100.000, US$1.500.

Nem todo criador gosta de fazer parcerias com marcas, mas elas são uma forma de sustento. O valor compensa o esforço, que pode variar muito dependendo da marca:

algumas são fáceis de trabalhar, enquanto outras, especialmente grandes corporações com várias agências intermediárias, podem ser um pesadelo burocrático, com exigências absurdas de refilmagens por detalhes mínimos.

No passado, os prazos dos patrocinadores me motivavam a criar. Hoje, com mais estabilidade financeira, busco a flexibilidade e só aceito parcerias que se alinhem com meus próprios prazos e paixões.

A relação com marcas muda à medida que sua carreira avança.

O Teto do Nicho e Seus Objetivos

Todo nicho tem um ‘teto’ – um mercado total endereçável (TAM). Assim como uma cafeteria local tem um limite de faturamento, qualquer negócio tem um limite de alcance e receita.

A questão é se esse potencial é suficiente para seus objetivos. Se sua meta é ser famoso, talvez ensinar mandarim não seja o caminho mais rápido.

Um criador que faz esquetes de humor viraliza com milhões de visualizações porque é entretenimento.

Conteúdos educativos, como “Como Estudar Mandarim Sozinho”, podem ter milhões de visualizações se viralizarem, mas o público para esse tipo de material é menor.

Para a maioria das pessoas, a fama não deve ser o objetivo.

Se você busca uma vida onde ganha um bom dinheiro fazendo o que ama, com flexibilidade e equilíbrio, isso é alcançável em muitos nichos, inclusive no de aprendizado de idiomas, onde há cursos e produtos para monetizar.

Em quase todo nicho é possível construir um negócio de seis, e até sete, dígitos anuais, desde que bem executado.

As exceções são conteúdos puramente de entretenimento ou notícias, onde a monetização via produtos é menos óbvia e depende muito de publicidade ou merchandise, que pode ser complexo.

Em suma, fama é um objetivo complicado e que pode levar ao esgotamento. É crucial entender o que você realmente quer da sua jornada de criação de conteúdo.

Conclusão

Espero que esta compilação de conselhos tenha sido útil em sua jornada.

Se você deseja aprofundar-se em estratégias de crescimento para sua presença online, explore outros artigos em nosso blog que detalham um framework de três partes sobre como expandir seu alcance e impacto.

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